Com vista panorâmica, edifício no centro de São Paulo volta a receber turistas nesta quarta após 1 mês fechado. Elevadores passaram por manutenção; como o Martinelli, espaço não cobra visita ao seu mirante, a mais de 100 m.
O edifício Altino Arantes, mais conhecido como prédio do Banespa, no centro de São Paulo, é um dos únicos de onde se tem uma vista panorâmica da cidade.
De cima dos seus 35 andares, o visitante vê a multidão de prédios paulistanos e, lá embaixo, o caos da cidade aparece pequenininho.
No horizonte, pico do Jaraguá, na zona norte, e a serra do Mar completam a cena.
Esta vista privilegiada estará de novo disponível para o público. Depois de uma reforma de pouco mais de um mês, o Altino Arantes reabriu na quarta-feira (14).
O prédio fechou para turistas sem alarde no dia 6 de fevereiro, para manutenção dos elevadores. Neste período, quem tentou ver São Paulo de cima por ali deu com o nariz na porta.
O comerciário Luciano Caturelli, 39, veio de Ribeirão Preto (SP), na última quarta, e quis aproveitar para visitar o prédio. Ficou para fora.
"Fiquei surpreso. Não havia nenhuma placa ou informação. Como é um dos cartões-postais mais famosos de São Paulo precisava ser tratado com mais carinho e respeito." Uma alternativa para os desavisados é usar o mirante do edifício Martinelli, que fica ao lado.
O Santander, que administra o edifício, diz que a informação do fechamento não foi divulgada pois a reforma levaria pouco tempo.
O banco informa que nada muda com a reabertura: a visita continua gratuita e acontece de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h.
TOMBADO
Junto com o Martinelli, o Altino Arantes é o único mirante gratuito de São Paulo. Mas a importância do edifício vai além da vista.
Inaugurado em 1947, e inspirado no Empire State, em Nova York, o edifício foi símbolo do crescimento de São Paulo na época -foi o prédio mais alto da cidade e chegou a ser considerado a maior construção de concreto do mundo. Sede do Banespa, foi privatizado em 2000, após a venda do banco.
Mesmo perdendo o posto de mais alto de São Paulo, o Altino Arantes é um colosso. São 161,22 metros, 900 degraus e 1.190 janelas.
Em junho de 2011, foi tombado pelo patrimônio histórico. Com a resolução, ele deve ter a fachada, o terraço e cinco pisos preservados. Também foram tombados os móveis que contam a história do Banespa, como uma enorme mesa usada nas reuniões da presidência do banco.
Fonte do texto e da foto: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1060206-predio-do-banespa-em-sp-reabre-para-visita-depois-de-reforma.shtml
Reportagem de MARIANA DESIDÉRIO DE SÃO PAULO
Esse blog começou como algo específico sobre design de interiores, mas com o tempo e com a experiência, comecei a mostrar mais sobre o patrimônio arquitetônico, cultural, gastronômico e imaterial em cidades brasileiras, falando também sobre como o turismo acontece nesses locais e como visitar. Por aqui você também vai ver atividades relacionadas à cultura, como exposições e mostras.
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15/03/2012
02/02/2012
Casarão da célebre Marquesa de Santos é restaurado
Não satisfeita com os sete anos em que viveu o papel de amante de dom
Pedro I no Rio de Janeiro, Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa
de Santos, mudou-se para São Paulo em 1829, quando seu caso com o
imperador chegou ao fim, e seguiu no altíssimo nível de relacionamentos:
casou-se com Rafael Tobias de Aguiar, bom partido que era nada menos
que uma espécie de governador do estado na época. Coincidência ou não,
ela decidiu morar bem ao lado do trabalho do novo amor, que despachava
no palácio oficial erguido onde hoje está o Pátio do Colégio. Comprou
então um imóvel na Rua do Carmo, hoje chamada Roberto Simonsen. O
Palacete do Carmo, ou Solar da Marquesa de Santos,
fervia. Era palco de tradicionais eventos sociais e animadas festas.
Também se realizavam ali reuniões beneficentes, já que Domitila tinha
uma associação de apoio a prostitutas e mães solteiras, e saraus
literários que contaram com a participação de poetas como Castro Alves.
Após sua morte, em 1867, o endereço acabou descaracterizado. Em 1909, o
imóvel foi adquirido pela The São Paulo Gaz Company, que demoliu
paredes, janelas e portas, além de alterar o desenho do telhado. O
tombamento veio somente em 1971, quando não restavam mais vestígios de
parte da arquitetura original.
De lá para cá, inúmeros projetos de restauro foram prometidos pelo poder
público. Na prática, o edifício ficou esquecido e se deteriorou. “As
calhas do telhado já se haviam oxidado, e isso ocasionara vazamentos e
infiltrações que comprometiam algumas paredes feitas de taipa”, explica
Regina Ponte, diretora do Museu da Cidade, que funciona em determinadas
salas do imóvel desde 1993. Esse quadro decadente começou a ser
revertido nos últimos três anos, com um projeto de obras financiado por
um empréstimo de 3,5 milhões de reais do Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID). O prédio reformado será aberto para visitação
pública no próximo sábado (19).
A mostra foi dividida em três partes, espalhadas por treze cômodos:
uma sobre a Rua do Carmo e os entornos, outra a respeito da vida da
antiga proprietária e, como não poderia deixar de ser, um espaço para
lembrar a tórrida história de amor entre ela e dom Pedro I, por meio de
cartas enviadas pelo imperador, que as assinava como “Demonão” e chamava
a amante de “Titília”.
UM MUSEU DE FOTOS
Bem ao lado do Solar da Marquesa, o paulistano poderá conferir outra novidade que está saindo do forno da Secretaria Municipal de Cultura. Na chamada Casa Nº 1, também reformada recentemente, funcionará a Casa da Imagem, espaço que sediará exposições de artistas e fotógrafos que usam São Paulo como matéria-prima para seus registros. “Serão três salas em que vamos exibir o que há de melhor no acervo iconográfico da cidade”, explica Henrique Siqueira, gestor do museu. A inauguração será feita com uma mostra sobre Guilherme Gaensly (1843-1928), um dos mais respeitados fotógrafos de seu tempo. Ele registrou com maestria um centro ainda movido a charretes e bondes. Na abertura, será feito também o lançamento de um livro sobre o autor, montado pela editora Cosac Naify.
OBS: vale a pena uma visita, a entrada nos locais é gratuita.
Reportagem original:
http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2243/casarao-da-celebre-marquesa-de-santos-restaurado
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Tombado
12/01/2012
Arquitetura para visitar...
Listei logo abaixo alguns locais que são possíveis visitar e saber um pouco mais sobre arquitetura e alguns eventos sobre arquitetura que vão acontecer. Lembrando que todos esses eventos e locais são gratuitos! :)
Roteiro arquitetônico de bicicleta
Em parceria com o Instituto Parada
Vital, o MCB realiza, no aniversário da cidade, a 2ª edição dos
roteiros de bicicleta por residências de interesse arquitetônico em São
Paulo, sob orientação do arquiteto Marcelo Ferraz. Fique atento à
programação para maiores informações sobre o percurso e o arquiteto que
orientará o passeio.
20 vagas, com bicicletas disponíveis no local de saída. Inscrições: (11) 3032 2499
20 vagas, com bicicletas disponíveis no local de saída. Inscrições: (11) 3032 2499
MCB - Museu da Casa Brasileira
Av. Brig. Faria Lima, 2705 - São Paulo - SP
Casa Modernista
De autoria do arquiteto de origem russa Gregori Warchavchik
(1896–1972), projetada em 1927 e construída em 1928, é considerada a
primeira obra de arquitetura moderna implantada no Brasil.
Rua Santa Cruz, 325 - Vila Mariana - São Paulo - SP
Aberta de terça a domingo, das 09h às 17h
Tem visita monitorada também
Telefone: 11-5083-3232
http://www.museudacidade.sp.gov.br/casamodernista.php
Casa Modernista - Pacaembú
Em 1930, época em que as ruas do bairro Pacaembu eram feitas de terra e quase desabitadas, a inauguração de uma casa de linhas retas, fachada branca e concreto armado na rua Itápolis atraiu a atenção do público. Projetada pelo arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik também.
Ano passado ela reabriu restaurada com mobília original, fotografias e projetos do arquiteto, vale verificar se ainda é possível visitar.
Rua Itápolis, 961 - Pacaembú - São Paulo - SP
Telefone: 11-3661-5066
Casa Modernista - Rua Bahia
Também projetada em 1930 por Gregory Warchavchik, hoje abriga um escritório de design. Visitas podem ser agendadas.
Rua Bahia, 1126 - Pacaembú - São Paulo - SP
Telefone: 11-3663-4975
Edifício Martinelli
Foi o primeiro arranha-céu da cidade de São Paulo, inaugurado em 1929 e com esse título se manteve até 1947 quando foi inaugurado o edifício Altino Arantes, o Banespa. Ao visitar, é possível ver o hall de entrada original e subir até o terraço no 25º andar e admirar a vista do centro da cidade.
Av. São João, 35 - Centro - São Paulo - SP
Visitas de 2ª, 3ª e 6ª das 09h30 às 11h30 e das 14h30 às 16h30, Sábados até 13h
Telefone: 11-3104-2477
http://www.prediomartinelli.com.br
Edifício Altino Arantes - Banespa
A 161,22 m de altura, a torre do Edifício Altino Arantes, inaugurado em 1947, está aberta para a visitação. É possível ver a serra do Mar, o pico do Jaraguá e pontos turísticos da cidade.
Rua João Brícola, 24 - Centro - São Paulo - SP
Visitas: 2ª a 6ª das 10h às 15h (vale ligar, vira e mexe eles abrem aos sábados)
Telefone: 11-3249-7466
Caminhada Noturna pelo Centro
Saindo da frente do Teatro Municipal todas as quintas, mostra marcos tradicionais e pontos menos conhecidos da metrópole.
Pça. Ramos de Azevedo, s/ nº (em frente ao Teatro Municipal) - República - São Paulo - SP
Telefone: 11-3256-7909.
Depois coloco mais alguns lugares gratuitos e legais! Enjoy! :)
Em 1930, época em que as ruas do bairro Pacaembu eram feitas de terra e quase desabitadas, a inauguração de uma casa de linhas retas, fachada branca e concreto armado na rua Itápolis atraiu a atenção do público. Projetada pelo arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik também.
Ano passado ela reabriu restaurada com mobília original, fotografias e projetos do arquiteto, vale verificar se ainda é possível visitar.
Rua Itápolis, 961 - Pacaembú - São Paulo - SP
Telefone: 11-3661-5066
Casa Modernista - Rua Bahia
Também projetada em 1930 por Gregory Warchavchik, hoje abriga um escritório de design. Visitas podem ser agendadas.
Rua Bahia, 1126 - Pacaembú - São Paulo - SP
Telefone: 11-3663-4975
Edifício Martinelli
Foi o primeiro arranha-céu da cidade de São Paulo, inaugurado em 1929 e com esse título se manteve até 1947 quando foi inaugurado o edifício Altino Arantes, o Banespa. Ao visitar, é possível ver o hall de entrada original e subir até o terraço no 25º andar e admirar a vista do centro da cidade.
Av. São João, 35 - Centro - São Paulo - SP
Visitas de 2ª, 3ª e 6ª das 09h30 às 11h30 e das 14h30 às 16h30, Sábados até 13h
Telefone: 11-3104-2477
http://www.prediomartinelli.com.br
Edifício Altino Arantes - Banespa
A 161,22 m de altura, a torre do Edifício Altino Arantes, inaugurado em 1947, está aberta para a visitação. É possível ver a serra do Mar, o pico do Jaraguá e pontos turísticos da cidade.
Rua João Brícola, 24 - Centro - São Paulo - SP
Visitas: 2ª a 6ª das 10h às 15h (vale ligar, vira e mexe eles abrem aos sábados)
Telefone: 11-3249-7466
Caminhada Noturna pelo Centro
Saindo da frente do Teatro Municipal todas as quintas, mostra marcos tradicionais e pontos menos conhecidos da metrópole.
Pça. Ramos de Azevedo, s/ nº (em frente ao Teatro Municipal) - República - São Paulo - SP
Telefone: 11-3256-7909.
Depois coloco mais alguns lugares gratuitos e legais! Enjoy! :)
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05/01/2012
Edifício Rizkallah Jorge
A Cury , em parceria com o escritório Helena Saia, recuperou o Edifício Rizkallah Jorge, antigo ícone de São Paulo, edifício comercial deteriorado na Av. Prestes Maia junto ao Anhangabaú. Com recursos do PAR da CEF, converteu os seus 17 andares com 7472 m2 de construção em 167 apartamentos, tipo estúdio, de área privativa média de 30 m2, com sala/dormitório, cozinha americana com área de serviço integrada e banheiro. Concebido nos anos 40, para ser o Hotel Pingüim da Cia. Antarctica Paulista, foi sede do grupo Votorantim por 20 anos, vendido nos anos 70 para a Beneficência Portuguesa. A deterioração do centro esvaziou o prédio em estilo clássico: pixações, janelas quebradas, ameaça de invasão iminente (estava na lista de um grupo organizado).
O edifício foi comprado pela Cury Empreendimentos em agosto de 2001. A fachada teve todos os elementos originais em bom estado preservados, recuperando-se a cor original, as janelas e portas de ferro e as ferragens antigas em bom estado.
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Para evitar pixações, um tratamento com produto especial impermeável. Os elementos originais do saguão, o piso, as colunas e as paredes em mármore de Carrara foram restaurados. As escadas ganharam iluminação de emergência e portas corta-fogo. As demolições internas fizeram do edicício uma "torre de Babel", com uma divis"o diferente em cada andar.
Retiradas as divisórias, resolveu-se a sobrecarga das novas divisões em alvenaria sobre as lajes com o uso de blocos de concreto celular. A colocação das prumadas de gás, elétrica e hidráulica exigiu equipamentos especiais para a perfuração das grossas lajes. No acabamento interno recuperou-se pisos de taco, soleiras e peitoris em mármore. O desafio era criar ao mesmo tempo apartamentos a baixíssimo custo, R$ 24.700,00, a serem arrendados a R$ 174,00 mensais para famílias com renda de 4 salários mínimos, e reestabelecer o antigo esplendor do prédio com sua fachada tombada pelo patrimônio histórico. A parceria entre a Prefeitura Municipal, o Movimento Moradia no Centro, a Cury e a CEF iniciou-se pela experiência piloto da restauração do Edifício Fernão Sales, na região da 25 de Março.
Fonte: www.cury.net/ParDetalhe.aspx?CodPar=18
O edifício foi comprado pela Cury Empreendimentos em agosto de 2001. A fachada teve todos os elementos originais em bom estado preservados, recuperando-se a cor original, as janelas e portas de ferro e as ferragens antigas em bom estado.
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Para evitar pixações, um tratamento com produto especial impermeável. Os elementos originais do saguão, o piso, as colunas e as paredes em mármore de Carrara foram restaurados. As escadas ganharam iluminação de emergência e portas corta-fogo. As demolições internas fizeram do edicício uma "torre de Babel", com uma divis"o diferente em cada andar.
Retiradas as divisórias, resolveu-se a sobrecarga das novas divisões em alvenaria sobre as lajes com o uso de blocos de concreto celular. A colocação das prumadas de gás, elétrica e hidráulica exigiu equipamentos especiais para a perfuração das grossas lajes. No acabamento interno recuperou-se pisos de taco, soleiras e peitoris em mármore. O desafio era criar ao mesmo tempo apartamentos a baixíssimo custo, R$ 24.700,00, a serem arrendados a R$ 174,00 mensais para famílias com renda de 4 salários mínimos, e reestabelecer o antigo esplendor do prédio com sua fachada tombada pelo patrimônio histórico. A parceria entre a Prefeitura Municipal, o Movimento Moradia no Centro, a Cury e a CEF iniciou-se pela experiência piloto da restauração do Edifício Fernão Sales, na região da 25 de Março.
Fonte: www.cury.net/ParDetalhe.aspx?CodPar=18
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Rizkallah Jorge,
São Paulo
27/02/2011
Praça Dom José Gaspar
E os trabalhos da faculdade sempre nos levam a descobrir lugares pelos quais você sempre passa, mas nem sempre percebe.
Essa praça, a Dom José Gaspar é um desses lugares, pois a maioria sabe onde fica, mas não sabe que esse é seu nome, alguém alguma vez já passou por lá quando foi ao centro de São Paulo e nem percebeu que estava lá.
Para a disciplina de Planejamento Paisagístico, "ganhamos de presente" essa praça como tema de pesquisa, levantamento de dados e inserção na cidade. Eu e meu grupo estivemos no local e prestamos muita atenção nos detalhes, na vegetação, nas pessoas e no que havia ao redor, e o resultado desse levantamento e pesquisa, você logo abaixo com as fotos que tirei e com as informações que pesquisamos.
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A PRAÇA
Praça Dom José Gaspar está localizada na área central da capital de São Paulo, tendo de um lado a Avenida São Luís e de outro a Rua da Consolação. Trata-se de espaço ajardinado atrás da imponente Biblioteca Municipal de São Paulo, a "Biblioteca Municipal Mario de Andrade". Foi toda reformada e aos domigos acontece o projeto Piano na Praça, da Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo.
OBRAS DE ARTE
"Cruzeiro", de Autor Desconhecido,"Miguel de Cervantes", de Rafael Galvez, "Goethe", de Tao Sigulda, "Frederich Chopin", de Autor Desconhecido, "Dante Alighieri", de Bruno Giorgi, "Mário de Andrade", igualmente de Bruno Giorgi, "Camões", de José Cucê.
HISTÓRIA
No século XIX, a Cúria Metropolitana de São Paulo comprou da família Souza Queiroz um palácio na região da Rua São Luís. O imóvel serviu de residência para o arcebispo da cidade. Durante a primeira gestão do prefeito Prestes Maia, ele foi desapropriado e, em 1942, demolido para que ali fosse construída uma praça. No ano seguinte, o então arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar d'Afonseca e Silva, morreu. A praça foi batizada com seu nome em 1949.
QUEM ERA DOM JOSÉ GASPAR
O Dom José Gaspar de Afonseca e Silva nasceu em Araxá, Minas Gerais, em 6 de janeiro de 1901. Muito jovem ainda foi trazido para São Paulo onde realizou a maior parte de seus estudos. Em 1912 entrou para o colégio São Luís, de Itu, concluindo aí o curso de Humanidades. Em dezembro de 1915 ingressou no Seminário Provincial de São Paulo, pondo batina em 6 de março de 1917. Começou, logo a seguir, os cursos de Teologia e Filosofia, terminando-os em 1923. Em 12 de agosto do mesmo ano recebeu a ordenação sacerdotal. Iniciou o sacerdócio como coadjutor da Paróquia da Consolação, Capital Paulista. Em 1924 seguiu para Roma, afim de cursar Teologia, Filosofia e Direito Canônico no Colégio Pio-Latino. Viajou depois a estudos para a Grecia, Síria, Palestina e Egito. De volta a São Paulo, exerceu as funções de professor e mestre de disciplina no Seminário Provincial, assumiu a reitoria dessa casa de ensino em 1933. Em 23 de abril de 1935 foi sagrado bispo titular de Barca e auxiliar de São Paulo. Com o falecimento de D. Duarte, primeiro arcebispo metropolitano de São Paulo, foi eleito para sucedê-lo em 1939. Achava-se nessa ocasião em Itanhaém, veio para Capital três meses depois, onde foi festivamente recebido. Realizou à frente daquela arquidiocese fecunda admistração de todos os serviços eclesiásticos; deu grande impulso à construção da nova catedral; empreendeu melhoramentos no Museu da Cúria; deu desenvolvimento à imprensa católica e de várias outras instituições culturais; organizou o projeto de basílica de Aparecida do Norte; foi o responsável pela multiplicação das paróquias; pelo recrutamento paroquial e a Ação Católica, promoveu a Semana de Estudos de Ação Católica para o Clero e a grande obra de organização do Quarto Congresso Eucarístico Nacional realizado em São Paulo. Faleceu em virtude de um desastre aéreo, em que um avião de carreira, da linha Rio-São Paulo caiu na ponta do Calabouço, no Rio de Janeiro, no ano de 1943.
Fontes:
http://www.dicionarioderuas.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pra%C3%A7a_Dom_Jos%C3%A9_Gaspar
Essa praça, a Dom José Gaspar é um desses lugares, pois a maioria sabe onde fica, mas não sabe que esse é seu nome, alguém alguma vez já passou por lá quando foi ao centro de São Paulo e nem percebeu que estava lá.
Para a disciplina de Planejamento Paisagístico, "ganhamos de presente" essa praça como tema de pesquisa, levantamento de dados e inserção na cidade. Eu e meu grupo estivemos no local e prestamos muita atenção nos detalhes, na vegetação, nas pessoas e no que havia ao redor, e o resultado desse levantamento e pesquisa, você logo abaixo com as fotos que tirei e com as informações que pesquisamos.
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A PRAÇA
Praça Dom José Gaspar está localizada na área central da capital de São Paulo, tendo de um lado a Avenida São Luís e de outro a Rua da Consolação. Trata-se de espaço ajardinado atrás da imponente Biblioteca Municipal de São Paulo, a "Biblioteca Municipal Mario de Andrade". Foi toda reformada e aos domigos acontece o projeto Piano na Praça, da Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo.
OBRAS DE ARTE
"Cruzeiro", de Autor Desconhecido,"Miguel de Cervantes", de Rafael Galvez, "Goethe", de Tao Sigulda, "Frederich Chopin", de Autor Desconhecido, "Dante Alighieri", de Bruno Giorgi, "Mário de Andrade", igualmente de Bruno Giorgi, "Camões", de José Cucê.
HISTÓRIA
No século XIX, a Cúria Metropolitana de São Paulo comprou da família Souza Queiroz um palácio na região da Rua São Luís. O imóvel serviu de residência para o arcebispo da cidade. Durante a primeira gestão do prefeito Prestes Maia, ele foi desapropriado e, em 1942, demolido para que ali fosse construída uma praça. No ano seguinte, o então arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar d'Afonseca e Silva, morreu. A praça foi batizada com seu nome em 1949.
QUEM ERA DOM JOSÉ GASPAR
O Dom José Gaspar de Afonseca e Silva nasceu em Araxá, Minas Gerais, em 6 de janeiro de 1901. Muito jovem ainda foi trazido para São Paulo onde realizou a maior parte de seus estudos. Em 1912 entrou para o colégio São Luís, de Itu, concluindo aí o curso de Humanidades. Em dezembro de 1915 ingressou no Seminário Provincial de São Paulo, pondo batina em 6 de março de 1917. Começou, logo a seguir, os cursos de Teologia e Filosofia, terminando-os em 1923. Em 12 de agosto do mesmo ano recebeu a ordenação sacerdotal. Iniciou o sacerdócio como coadjutor da Paróquia da Consolação, Capital Paulista. Em 1924 seguiu para Roma, afim de cursar Teologia, Filosofia e Direito Canônico no Colégio Pio-Latino. Viajou depois a estudos para a Grecia, Síria, Palestina e Egito. De volta a São Paulo, exerceu as funções de professor e mestre de disciplina no Seminário Provincial, assumiu a reitoria dessa casa de ensino em 1933. Em 23 de abril de 1935 foi sagrado bispo titular de Barca e auxiliar de São Paulo. Com o falecimento de D. Duarte, primeiro arcebispo metropolitano de São Paulo, foi eleito para sucedê-lo em 1939. Achava-se nessa ocasião em Itanhaém, veio para Capital três meses depois, onde foi festivamente recebido. Realizou à frente daquela arquidiocese fecunda admistração de todos os serviços eclesiásticos; deu grande impulso à construção da nova catedral; empreendeu melhoramentos no Museu da Cúria; deu desenvolvimento à imprensa católica e de várias outras instituições culturais; organizou o projeto de basílica de Aparecida do Norte; foi o responsável pela multiplicação das paróquias; pelo recrutamento paroquial e a Ação Católica, promoveu a Semana de Estudos de Ação Católica para o Clero e a grande obra de organização do Quarto Congresso Eucarístico Nacional realizado em São Paulo. Faleceu em virtude de um desastre aéreo, em que um avião de carreira, da linha Rio-São Paulo caiu na ponta do Calabouço, no Rio de Janeiro, no ano de 1943.
Fontes:
http://www.dicionarioderuas.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pra%C3%A7a_Dom_Jos%C3%A9_Gaspar
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30/01/2011
Edifício Altino Arantes em São Paulo
Esse foi outro edifício que visitei no aniversário de São Paulo. Já havia ido lá, mas agora fui com um olhar diferente, que a minha formação em arquitetura complementou.
Após a sua fundação em 1947, (inicialmente sob o nome de Banco de Crédito Hipotecário e Agrícola do Estado de São Paulo), o Banco do Estado de São Paulo passou por um período de grande expansão e necessitava de uma sede maior para seus negócios. O primeiro local escolhido para tal finalidade ficava na praça Ramos de Azevedo, local um pouco inadequado pois ficava distante do centro bancário da cidade, compreendido pelas ruas São Bento, Rua XV de Novembro, Direita e adjacentes.
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Decidida a mudar para a área de mais destaque econômico, a diretoria do banco fez um acordo com a Santa Casa de Misericórdia e compra mais alguns prédios ao redor, que seriam demolidos para dar início a construção do novo edifício-sede na rua João Brícola.
O projeto do novo edifício ficou por conta do engenheiro e arquiteto Plínio Botelho do Amaral, mas foi adaptado pela construtora Camargo & Mesquita pois queriam que o novo prédio fosse semelhante ao Empire State Building, em Nova Iorque. As obras tiveram início com o lançamento da pedra fundamental da matriz, em 19 de setembro de 1939. Após quase oito anos, o edifício foi inaugurado em 27 de junho de 1947 já sendo o edifício mais alto de São Paulo, com seus 161,22 metros de altura, título que lhe pertenceu durante quase vinte anos. Durante muito tempo o prédio ficou facilmente identificável devido ao letreiro luminoso que brilhava em seu topo.
Edifício do Banespa foto por Silvio Tanaka.
No ano seguinte foi considerado por uma revista francesa como a maior estrutura de concreto armado do mundo, pois os demais prédios (incluindo o norte-americano Empire State Building, o maior do mundo na época) eram construções de estrutura metálica ou mistas de metal e concreto.
Nos anos 1950, a torre foi ocupada pela antena retransmissora da TV Tupi.
Na década de 1960 teve seu nome mudado para "edifício Altino Arantes", uma homenagem ao primeiro presidente brasileiro do banco, Altino Arantes Marques. Isso porque desde sua fundação, em 1909, até 1919, quando, - na gestão Altino Arantes - o Governo Estadual tornou-se seu acionista majoritário, o banco era controlado por acionistas franceses.
Com o passar dos anos o edifício não sofreu muitas alterações externas notáveis, apenas passou por limpezas e reconstituição das fachadas, ganhando também uma nova iluminação. Já na parte interna sofreu diversas alterações que exigiram intervenção do Museu Banespa, quando algumas áreas do edifício foram tombadas, para protegê-las de modificações que possam alterar suas características originais.
Em 1988, um lustre de três metros de altura e 1,5 tonelada foi instalado no hall de entrada do edifício. Tal peça conta como 150 lâmpadas e cerca de dez mil acessórios de cristal.
No ano de 2000 o Banespa foi privatizado, sendo vendido ao Banco Santander Central Hispano. Porém, para evitar represálias, respeitando a tradição do povo paulistano, os novos donos não fizeram nenhuma alteração significativa na fachada do edifício.
A Torre Banespa é um dos destaques do edifício. Situada no ponto mais alto do prédio, acessível a partir do 34º andar, ela permite uma privilegiada vista panorâmica da cidade, com um alcance de até 40 quilômetros, sendo possível ver outros marcos importantes da cidade, como o Mercado Municipal, a Catedral da Sé, e até mesmo os edifícios Itália, Copan e Hilton. O Mirante do Vale concluído em 1960 , e que apesar de não ser muito conhecido, ainda hoje é o edifício mais alto do Brasil. Além de diversos bairros vizinhos. Isso tudo é possível também pois, apesar de não ser o prédio mais alto, ele está situado no ponto topograficamente mais alto do centro de São Paulo.
No final dos anos 1970 a torre ganhou em volta de sua base uma cinta de alumínio, aonde foi fixado o logotipo do banco. E no topo de edifício encontra-se uma bandeira do estado de São Paulo medindo 7,20 metros de largura por 5,40 de altura, sendo trocada mensalmente por conta do desgaste provocado pelos fortes ventos a aquela altura.
No prédio funciona também o Museu Banespa, que reúne a história do banco desde sua inauguração como Banco de Crédito Hipotecário e Agrícola do Estado de São Paulo até os dias atuais, perto de completar cem anos. O museu possui 993 objetos e mobiliários, 1.003 obras, 98 fotografias assinadas, 66 tapetes orientais e nacionais entre outros itens.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Edif%C3%ADcio_Altino_Arantes
Após a sua fundação em 1947, (inicialmente sob o nome de Banco de Crédito Hipotecário e Agrícola do Estado de São Paulo), o Banco do Estado de São Paulo passou por um período de grande expansão e necessitava de uma sede maior para seus negócios. O primeiro local escolhido para tal finalidade ficava na praça Ramos de Azevedo, local um pouco inadequado pois ficava distante do centro bancário da cidade, compreendido pelas ruas São Bento, Rua XV de Novembro, Direita e adjacentes.
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Decidida a mudar para a área de mais destaque econômico, a diretoria do banco fez um acordo com a Santa Casa de Misericórdia e compra mais alguns prédios ao redor, que seriam demolidos para dar início a construção do novo edifício-sede na rua João Brícola.
O projeto do novo edifício ficou por conta do engenheiro e arquiteto Plínio Botelho do Amaral, mas foi adaptado pela construtora Camargo & Mesquita pois queriam que o novo prédio fosse semelhante ao Empire State Building, em Nova Iorque. As obras tiveram início com o lançamento da pedra fundamental da matriz, em 19 de setembro de 1939. Após quase oito anos, o edifício foi inaugurado em 27 de junho de 1947 já sendo o edifício mais alto de São Paulo, com seus 161,22 metros de altura, título que lhe pertenceu durante quase vinte anos. Durante muito tempo o prédio ficou facilmente identificável devido ao letreiro luminoso que brilhava em seu topo.
Edifício do Banespa foto por Silvio Tanaka.
No ano seguinte foi considerado por uma revista francesa como a maior estrutura de concreto armado do mundo, pois os demais prédios (incluindo o norte-americano Empire State Building, o maior do mundo na época) eram construções de estrutura metálica ou mistas de metal e concreto.
Nos anos 1950, a torre foi ocupada pela antena retransmissora da TV Tupi.
Na década de 1960 teve seu nome mudado para "edifício Altino Arantes", uma homenagem ao primeiro presidente brasileiro do banco, Altino Arantes Marques. Isso porque desde sua fundação, em 1909, até 1919, quando, - na gestão Altino Arantes - o Governo Estadual tornou-se seu acionista majoritário, o banco era controlado por acionistas franceses.
Com o passar dos anos o edifício não sofreu muitas alterações externas notáveis, apenas passou por limpezas e reconstituição das fachadas, ganhando também uma nova iluminação. Já na parte interna sofreu diversas alterações que exigiram intervenção do Museu Banespa, quando algumas áreas do edifício foram tombadas, para protegê-las de modificações que possam alterar suas características originais.
Em 1988, um lustre de três metros de altura e 1,5 tonelada foi instalado no hall de entrada do edifício. Tal peça conta como 150 lâmpadas e cerca de dez mil acessórios de cristal.
No ano de 2000 o Banespa foi privatizado, sendo vendido ao Banco Santander Central Hispano. Porém, para evitar represálias, respeitando a tradição do povo paulistano, os novos donos não fizeram nenhuma alteração significativa na fachada do edifício.
A Torre Banespa é um dos destaques do edifício. Situada no ponto mais alto do prédio, acessível a partir do 34º andar, ela permite uma privilegiada vista panorâmica da cidade, com um alcance de até 40 quilômetros, sendo possível ver outros marcos importantes da cidade, como o Mercado Municipal, a Catedral da Sé, e até mesmo os edifícios Itália, Copan e Hilton. O Mirante do Vale concluído em 1960 , e que apesar de não ser muito conhecido, ainda hoje é o edifício mais alto do Brasil. Além de diversos bairros vizinhos. Isso tudo é possível também pois, apesar de não ser o prédio mais alto, ele está situado no ponto topograficamente mais alto do centro de São Paulo.
No final dos anos 1970 a torre ganhou em volta de sua base uma cinta de alumínio, aonde foi fixado o logotipo do banco. E no topo de edifício encontra-se uma bandeira do estado de São Paulo medindo 7,20 metros de largura por 5,40 de altura, sendo trocada mensalmente por conta do desgaste provocado pelos fortes ventos a aquela altura.
No prédio funciona também o Museu Banespa, que reúne a história do banco desde sua inauguração como Banco de Crédito Hipotecário e Agrícola do Estado de São Paulo até os dias atuais, perto de completar cem anos. O museu possui 993 objetos e mobiliários, 1.003 obras, 98 fotografias assinadas, 66 tapetes orientais e nacionais entre outros itens.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Edif%C3%ADcio_Altino_Arantes
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29/01/2011
Edifício Martinelli em São Paulo
Visitei o Edifício Martinelli no dia 25/01/2011, dia do aniversário de São Paulo, na comemoração dos seus 457 anos. Então, coloquei um pouquinho da história dele aqui, já que foi um marco arquitetônico na cidade e continua sendo um dos mais importantes edifícios do Brasil.
Em 1889 um imigrante Italiano desembarcava no Porto do Rio de Janeiro - seu objetivo era o mesmo de tantos outros que chegavam a América: Prosperar!
Esse imigrante, chamado Giuseppe Martinelli, foi excepcionalmente bem sucedido e em pouco mais de duas décadas havia construído um respeitável patrimônio.
Desejoso por deixar um legado mais permanente de seu trabalho, além de sua importante empresa de navegação em Santos, o Comendador Martinelli decide erguer na cidade São Paulo o mais alto arranha-céu da América do Sul, o Edifício Martinelli.
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A obra prometia uma enorme polêmica, pois a São Paulo de então não possuía nenhum edifício de grande estatura, sendo raros os prédios com mais de 5 andares. Planejado para alcançar a barreira dos 100 metros de altura, em uma estrutura não apenas alta como significativamente larga, o Edifício Martinelli marcaria uma transição para a era dos arranha-céus. Passou por momentos difíceis - inclusive, chegou-se a cogitar a sua demolição. Mas o prédio foi recuperado e voltou a ser um orgulho para a cidade..
Em 1924 deu início à construção do prédio projetado para ter 12 andares, num grande terreno na então área mais nobre da capital, entre as ruas São Bento, Líbero Badaró e avenida São João. O autor do projeto era o arquiteto húngaro William Fillinger, da Academia de Belas Artes de Viena.
Todo o cimento da construção era importado da Suécia e da Noruega, pela própria casa importadora de Martinelli. Nas obras trabalhavam mais de 600 operários. 90 artesãos, italianos e espanhóis, cuidavam do esmerado acabamento. Os detalhes da rica fachada foram desenhados pelos irmãos Lacombe, que mais tarde projetariam a entrada do túnel da av. 9 de Julho. Diversos imprevistos prolongaram as obras: as fundações abalaram um prédio vizinho – problema resolvido com a compra do prédio por Martinelli; os cálculos estruturais complexos levaram à importação de uma máquina de calcular Mercedes da Alemanha.
Enquanto isso, Martinelli não parava de acrescentar andares ao edifício, estimulado pela própria população que lhe pedia uma altura cada vez maior – de 12 passou para catorze, depois dezoito e em 1928 chegou a vinte. Nessa época o próprio Martinelli já havia assumido o projeto arquitetônico, e, não se satisfazendo em fiscalizar diariamente as obras, também trabalhava como pedreiro – retomando assim a profisssão que exercera na juventude na Itália – e demonstrava enorme prazer em ensinar aos operários mais jovens os macetes da profissão.
Quando o prédio atingiu vinte e quatro andares, foi embargado, por não ter licença e desrespeitar as leis municipais – havia um grande debate na época sobre a conveniência ou não de se construir prédios altos na cidade. A questão foi parar nos tribunais e assumiu contornos políticos, sendo aproveitada pela oposição para fustigar Martinelli e a prefeitura municipal. A questão foi resolvida por uma comissão técnica que garantiu que o prédio era seguro e limitando a altura do prédio a 25 andares. O objetivo de Martinelli, contudo, era chegar aos 30 andares, e o fez construindo sua nova residência com cinco andares no topo do prédio – tal como Gustave Eiffel fizera no topo de sua torre.
O Martinelli impressionava não só pelas dimensões como pela rica ornamentação e luxuoso acabamento: portas de pinho de Riga, escadas de mármore de Carrara, vidros, espelhos e papéis de parede belgas, louça sanitária inglesa, elevadores suíços – tudo o que havia de melhor na época; paredes das escadas revestidas de marmorite, pintura a óleo nas salas a partir do 20º andar, 40 quilômetros de molduras de gesso em arabescos.
O prédio possui reentrâncias, comuns nos hotéis norte-americanos da época, para ventilação e iluminação, e apresenta as três divisões básicas da arquitetura clássica: embasamento, corpo e coroamento. O embasamento é revestido de granito vermelho; no coroamento, falsa mansarda de ardósia. O corpo é pintado em três tons de rosa e recoberto de massa cor-de-rosa, uma mistura de vidro moído, cristal de rocha, areias muito puras e pó-de-mica, que fazia a fachada cintilar à noite. O revestimento tem três tons de rosa. O Martinelli inspirou Oswald de Andrade a chamar pejorativamente São Paulo de “cidade bolo de noiva”.
Entre os inquilinos do prédio, partidos políticos como o PRP, jornais, clubes (ente eles o Palmeiras e a Portuguesa), sindicatos, restaurantes, confeitarias, boates, um hotel (São Bento), o cine Rosário, a escola de dança do professor Patrizi. O tino comercial do Comendador Martinelli se revelava até nas empenas cegas do prédio, que serviam de outdoor gigante para uma série de produtos, entre eles a “pasta dental Elba”, o “café Bhering” e a aguardente Fernet Branca – importada pelo próprio Martinelli.
Mesmo antes de sua conclusão o prédio já havia se tornado um símbolo e ícone de São Paulo – em 1931 o inventor do rádio, Guglielmo Marconi, visitou a cidade e foi levado até o topo do edifício. Quando o Zeppelin sobrevoou a cidade em 1933, deu uma volta em torno do Martinelli.
Contudo, para o Comendador a construção do prédio acarretou sérios problemas financeiros, e em 1934 foi forçado a vender o edifício para o governo da Itália. Em 1943, com a declaração de guerra do Brasil ao eixo, todos os bens italianos foram confiscados e o Martinelli passou a ser propriedade da União, tendo inclusive sido rebatizado com o nome de Edifício América.
Com o fim da II Guerra, a cidade entrou em uma fase de enorme progresso que se refletiu em um boom imobiliário. Em 1947 o Martinelli perdeu o título de prédio mais alto de São Paulo para o vizinho Edifício do Banco do Estado. Porém o prejuízo foi a construção da massa gigantesca do Banco do Brasil do outro lado da av. São João no início dos anos 50, fazendo sombra ao Martinelli – que se tornou assim vítima da própria verticalização da qual tinha sido pioneiro.
Nas décadas de 60 e início da de 70, o prédio entra em rápida decadência por uma série de fatores. O prédio se torna uma favela vertical, ocupado por famílias de baixa renda (o Martinelli era uma das poucas opções de moradia barata no centro) em péssimas condições de salubridade. O cenário é de um verdadeiro filme de terror. Nos corredores compridos e sombrios, onde crianças brincavam em meio à promiscuidade, espreitavam ladrões e prostitutas. Os elevadores pararam de funcionar; o lixo deixou de ser recolhido e passou a ser jogado nos poços de ventilação– as montanhas de lixo atingiam dezenas de metros de altura, e permeavam o prédio com um cheiro de morte.
O Martinelli passou a cenário de vários crimes de grande repercussão nos anos 60, como o do menino Davilson, violentado, estrangulado e jogado no poço do elevador. O assassino nunca foi encontrado. Em meio à miséria e à degradação humana, uma igreja evangélica funcionava no 17º andar, atraindo os infelizes e desesperançados moradores do edifício.
Então, em 1975 o recém-empossado prefeito Olavo Setúbal decidiu salvar o edifício. Desapropriou o prédio – foi necessária a intervenção do exército para retirar os moradores mais renitentes – e deu início à restauração. O responsável pelas obras foi o Engenheiro Walter Merlo, chefiando 640 operários. Os sistemas hidráulico e elétrico foram totalmente substituídos, novos elevadores foram instalados, a fachada foi limpa com jateamento de areia. Um moderno sistema de prevenção a incêndios foi instalado, tornando o Martinelli um dos mais seguros da cidade. Em 1979 foi reinaugurado, sendo ocupado por diversas repartições municipais, como a Emurb e a Cohab.
Fonte: http://www.prediomartinelli.com.br/historia.php
Em 1889 um imigrante Italiano desembarcava no Porto do Rio de Janeiro - seu objetivo era o mesmo de tantos outros que chegavam a América: Prosperar!
Esse imigrante, chamado Giuseppe Martinelli, foi excepcionalmente bem sucedido e em pouco mais de duas décadas havia construído um respeitável patrimônio.
Desejoso por deixar um legado mais permanente de seu trabalho, além de sua importante empresa de navegação em Santos, o Comendador Martinelli decide erguer na cidade São Paulo o mais alto arranha-céu da América do Sul, o Edifício Martinelli.
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A obra prometia uma enorme polêmica, pois a São Paulo de então não possuía nenhum edifício de grande estatura, sendo raros os prédios com mais de 5 andares. Planejado para alcançar a barreira dos 100 metros de altura, em uma estrutura não apenas alta como significativamente larga, o Edifício Martinelli marcaria uma transição para a era dos arranha-céus. Passou por momentos difíceis - inclusive, chegou-se a cogitar a sua demolição. Mas o prédio foi recuperado e voltou a ser um orgulho para a cidade..
Em 1924 deu início à construção do prédio projetado para ter 12 andares, num grande terreno na então área mais nobre da capital, entre as ruas São Bento, Líbero Badaró e avenida São João. O autor do projeto era o arquiteto húngaro William Fillinger, da Academia de Belas Artes de Viena.
Todo o cimento da construção era importado da Suécia e da Noruega, pela própria casa importadora de Martinelli. Nas obras trabalhavam mais de 600 operários. 90 artesãos, italianos e espanhóis, cuidavam do esmerado acabamento. Os detalhes da rica fachada foram desenhados pelos irmãos Lacombe, que mais tarde projetariam a entrada do túnel da av. 9 de Julho. Diversos imprevistos prolongaram as obras: as fundações abalaram um prédio vizinho – problema resolvido com a compra do prédio por Martinelli; os cálculos estruturais complexos levaram à importação de uma máquina de calcular Mercedes da Alemanha.
Enquanto isso, Martinelli não parava de acrescentar andares ao edifício, estimulado pela própria população que lhe pedia uma altura cada vez maior – de 12 passou para catorze, depois dezoito e em 1928 chegou a vinte. Nessa época o próprio Martinelli já havia assumido o projeto arquitetônico, e, não se satisfazendo em fiscalizar diariamente as obras, também trabalhava como pedreiro – retomando assim a profisssão que exercera na juventude na Itália – e demonstrava enorme prazer em ensinar aos operários mais jovens os macetes da profissão.
Quando o prédio atingiu vinte e quatro andares, foi embargado, por não ter licença e desrespeitar as leis municipais – havia um grande debate na época sobre a conveniência ou não de se construir prédios altos na cidade. A questão foi parar nos tribunais e assumiu contornos políticos, sendo aproveitada pela oposição para fustigar Martinelli e a prefeitura municipal. A questão foi resolvida por uma comissão técnica que garantiu que o prédio era seguro e limitando a altura do prédio a 25 andares. O objetivo de Martinelli, contudo, era chegar aos 30 andares, e o fez construindo sua nova residência com cinco andares no topo do prédio – tal como Gustave Eiffel fizera no topo de sua torre.
O Martinelli impressionava não só pelas dimensões como pela rica ornamentação e luxuoso acabamento: portas de pinho de Riga, escadas de mármore de Carrara, vidros, espelhos e papéis de parede belgas, louça sanitária inglesa, elevadores suíços – tudo o que havia de melhor na época; paredes das escadas revestidas de marmorite, pintura a óleo nas salas a partir do 20º andar, 40 quilômetros de molduras de gesso em arabescos.
O prédio possui reentrâncias, comuns nos hotéis norte-americanos da época, para ventilação e iluminação, e apresenta as três divisões básicas da arquitetura clássica: embasamento, corpo e coroamento. O embasamento é revestido de granito vermelho; no coroamento, falsa mansarda de ardósia. O corpo é pintado em três tons de rosa e recoberto de massa cor-de-rosa, uma mistura de vidro moído, cristal de rocha, areias muito puras e pó-de-mica, que fazia a fachada cintilar à noite. O revestimento tem três tons de rosa. O Martinelli inspirou Oswald de Andrade a chamar pejorativamente São Paulo de “cidade bolo de noiva”.
Entre os inquilinos do prédio, partidos políticos como o PRP, jornais, clubes (ente eles o Palmeiras e a Portuguesa), sindicatos, restaurantes, confeitarias, boates, um hotel (São Bento), o cine Rosário, a escola de dança do professor Patrizi. O tino comercial do Comendador Martinelli se revelava até nas empenas cegas do prédio, que serviam de outdoor gigante para uma série de produtos, entre eles a “pasta dental Elba”, o “café Bhering” e a aguardente Fernet Branca – importada pelo próprio Martinelli.
Mesmo antes de sua conclusão o prédio já havia se tornado um símbolo e ícone de São Paulo – em 1931 o inventor do rádio, Guglielmo Marconi, visitou a cidade e foi levado até o topo do edifício. Quando o Zeppelin sobrevoou a cidade em 1933, deu uma volta em torno do Martinelli.
Contudo, para o Comendador a construção do prédio acarretou sérios problemas financeiros, e em 1934 foi forçado a vender o edifício para o governo da Itália. Em 1943, com a declaração de guerra do Brasil ao eixo, todos os bens italianos foram confiscados e o Martinelli passou a ser propriedade da União, tendo inclusive sido rebatizado com o nome de Edifício América.
Com o fim da II Guerra, a cidade entrou em uma fase de enorme progresso que se refletiu em um boom imobiliário. Em 1947 o Martinelli perdeu o título de prédio mais alto de São Paulo para o vizinho Edifício do Banco do Estado. Porém o prejuízo foi a construção da massa gigantesca do Banco do Brasil do outro lado da av. São João no início dos anos 50, fazendo sombra ao Martinelli – que se tornou assim vítima da própria verticalização da qual tinha sido pioneiro.
Nas décadas de 60 e início da de 70, o prédio entra em rápida decadência por uma série de fatores. O prédio se torna uma favela vertical, ocupado por famílias de baixa renda (o Martinelli era uma das poucas opções de moradia barata no centro) em péssimas condições de salubridade. O cenário é de um verdadeiro filme de terror. Nos corredores compridos e sombrios, onde crianças brincavam em meio à promiscuidade, espreitavam ladrões e prostitutas. Os elevadores pararam de funcionar; o lixo deixou de ser recolhido e passou a ser jogado nos poços de ventilação– as montanhas de lixo atingiam dezenas de metros de altura, e permeavam o prédio com um cheiro de morte.
O Martinelli passou a cenário de vários crimes de grande repercussão nos anos 60, como o do menino Davilson, violentado, estrangulado e jogado no poço do elevador. O assassino nunca foi encontrado. Em meio à miséria e à degradação humana, uma igreja evangélica funcionava no 17º andar, atraindo os infelizes e desesperançados moradores do edifício.
Então, em 1975 o recém-empossado prefeito Olavo Setúbal decidiu salvar o edifício. Desapropriou o prédio – foi necessária a intervenção do exército para retirar os moradores mais renitentes – e deu início à restauração. O responsável pelas obras foi o Engenheiro Walter Merlo, chefiando 640 operários. Os sistemas hidráulico e elétrico foram totalmente substituídos, novos elevadores foram instalados, a fachada foi limpa com jateamento de areia. Um moderno sistema de prevenção a incêndios foi instalado, tornando o Martinelli um dos mais seguros da cidade. Em 1979 foi reinaugurado, sendo ocupado por diversas repartições municipais, como a Emurb e a Cohab.
Fonte: http://www.prediomartinelli.com.br/historia.php
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21/01/2011
Castelinho da Rua Apa
E para começar bem o ano, uma boa noitícia para o patrimônio da cidade de São Paulo:
Uma voz fina, um tanto desafinada e um bocado apressada, chamou a atenção do arquiteto Paulo Bastos naquela ligação. "Destino", "ajuda", "projeto", "castelinho", "Apa" era o que dava para entender no meio de tanta afobação da interlocutora. Ontem, tais palavras começaram a ganhar um sentido que pode mudar o destino de um dos endereços mais célebres - e degradados - de São Paulo.
O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico de São Paulo (Conpresp) decidiu ontem alterar a resolução de tombamento do melancolicamente famoso castelinho da Rua Apa para que o local passe por inédito restauro. É mais um capítulo na conturbada história do edifício de traços ecléticos, na esquina com a Avenida São João, que corre o risco de desabar. O projeto da reforma foi feito por Paulo Bastos, que, depois do telefonema de Maria Eulina Reis Hilsenbeck, presidente da ONG que ocupa o imóvel, decidiu fazer o trabalho gratuitamente.
"Ela ligou falando que só eu tinha atendido o telefone, que era destino, e eu topei fazer", conta. "Ela está fazendo tudo com a cara e a coragem, buscando patrocinadores para restaurar esse lugar tão importante para a cidade."
Para autorizar a obra, conselheiros vão se reunir com representantes da União para liberar a mudança do tombamento, uma vez que o governo federal ainda é dono do terreno. Com a decisão do Conpresp, o castelinho poderá passar por extenso restauro. O trabalho mais difícil, no entanto, começa agora - Maria Eulina já abriu conta para receber doações para bancar o projeto, que deve passar de R$ 5 milhões. "Vai ser um trabalho de formiguinha, mas já tem gente interessada. Com certeza vamos reerguer o prédio", diz Maria Eulina. Ela é presidente da ONG Oficina Profissionalizante das Mães do Brasil, ocupante do imóvel desde 1997. "Será vitrine para artesãos do mundo inteiro, uma espécie de loja colaborativa. Pode demorar, mas vamos fazer."
O imóvel foi tombado pelo Conpresp em dezembro de 2004 - segundo o órgão, trata-se de um "significativo exemplar da arquitetura residencial praticada na capital paulista nas primeiras décadas do século 20 e é remanescente da primeira ocupação urbana da área". Ele é conhecido também por ser motivo de uma das mais famosas disputas judiciais da cidade. Nos anos 1930, era um lugar elegante e admirado, onde moravam os César dos Reis: Maria, a mãe, Álvaro, o filho mais velho, e Armando, o caçula. Em 12 de maio de 1937, o imóvel virou palco de crime famoso: os três membros da família foram mortos a balas de pistola alemã. Segundo autos da polícia, Álvaro matou o irmão, Armando, e a mãe - e se matou em seguida.
A propriedade foi disputada por herdeiros da família até a década de 1980, quando virou propriedade da União. Em 1996, a ONG Mães do Brasil foi autorizada a ocupar um imóvel anexo. O castelinho, porém, continuou abandonado - e até hoje carrega fama de mal-assombrado.
CRONOLOGIA
História de crime e abandono
1912
Pioneira
Construído em 1912 pela família César dos Reis, na Rua Apa, n.º236, o Castelinho é remanescente da primeira ocupação urbana da região.
1937
Crime
Segundo autos policiais, Álvaro Reis matou a mãe, Maria, e o irmão, Armando, no local, em 12 de maio de 1937. As circunstâncias do crime nunca foram esclarecidas.
1987
Litígio
Disputado por herdeiros, vira propriedade da União.
1996
Novo uso
A União autoriza ONG Mães do Brasil a ocupar o local por 50 anos. Entidade, porém, usa imóvel anexo.
2004
Proteção
Castelinho é tombado pelo Conpresp.
2009
Preservação
Justiça decide que a União deve preservar e reformar o imóvel. Governo afirmou esperar aval do Conpresp.
Fonte: Estadão
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110119/not_imp668146,0.php
Fotos dos sites https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFk9ARxfbhmJPwr3yIJOyqywd_VEjwvpNthldg88ibZVDAC9tU0AgYIwp6OqzybmqrYaxIxXPdBuAbyzOwsxzTNKhCiQvoKekJJEwtqmM-6Hcq_5jKwFFiRBvLnfqjrsyPQVjuVXkC_inn/s1600/castelinho-rua-apa.jpg e http://farm1.static.flickr.com/26/99236136_35041f4676.jpg
Uma voz fina, um tanto desafinada e um bocado apressada, chamou a atenção do arquiteto Paulo Bastos naquela ligação. "Destino", "ajuda", "projeto", "castelinho", "Apa" era o que dava para entender no meio de tanta afobação da interlocutora. Ontem, tais palavras começaram a ganhar um sentido que pode mudar o destino de um dos endereços mais célebres - e degradados - de São Paulo.
O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico de São Paulo (Conpresp) decidiu ontem alterar a resolução de tombamento do melancolicamente famoso castelinho da Rua Apa para que o local passe por inédito restauro. É mais um capítulo na conturbada história do edifício de traços ecléticos, na esquina com a Avenida São João, que corre o risco de desabar. O projeto da reforma foi feito por Paulo Bastos, que, depois do telefonema de Maria Eulina Reis Hilsenbeck, presidente da ONG que ocupa o imóvel, decidiu fazer o trabalho gratuitamente.
"Ela ligou falando que só eu tinha atendido o telefone, que era destino, e eu topei fazer", conta. "Ela está fazendo tudo com a cara e a coragem, buscando patrocinadores para restaurar esse lugar tão importante para a cidade."
Para autorizar a obra, conselheiros vão se reunir com representantes da União para liberar a mudança do tombamento, uma vez que o governo federal ainda é dono do terreno. Com a decisão do Conpresp, o castelinho poderá passar por extenso restauro. O trabalho mais difícil, no entanto, começa agora - Maria Eulina já abriu conta para receber doações para bancar o projeto, que deve passar de R$ 5 milhões. "Vai ser um trabalho de formiguinha, mas já tem gente interessada. Com certeza vamos reerguer o prédio", diz Maria Eulina. Ela é presidente da ONG Oficina Profissionalizante das Mães do Brasil, ocupante do imóvel desde 1997. "Será vitrine para artesãos do mundo inteiro, uma espécie de loja colaborativa. Pode demorar, mas vamos fazer."
O imóvel foi tombado pelo Conpresp em dezembro de 2004 - segundo o órgão, trata-se de um "significativo exemplar da arquitetura residencial praticada na capital paulista nas primeiras décadas do século 20 e é remanescente da primeira ocupação urbana da área". Ele é conhecido também por ser motivo de uma das mais famosas disputas judiciais da cidade. Nos anos 1930, era um lugar elegante e admirado, onde moravam os César dos Reis: Maria, a mãe, Álvaro, o filho mais velho, e Armando, o caçula. Em 12 de maio de 1937, o imóvel virou palco de crime famoso: os três membros da família foram mortos a balas de pistola alemã. Segundo autos da polícia, Álvaro matou o irmão, Armando, e a mãe - e se matou em seguida.
A propriedade foi disputada por herdeiros da família até a década de 1980, quando virou propriedade da União. Em 1996, a ONG Mães do Brasil foi autorizada a ocupar um imóvel anexo. O castelinho, porém, continuou abandonado - e até hoje carrega fama de mal-assombrado.
CRONOLOGIA
História de crime e abandono
1912
Pioneira
Construído em 1912 pela família César dos Reis, na Rua Apa, n.º236, o Castelinho é remanescente da primeira ocupação urbana da região.
1937
Crime
Segundo autos policiais, Álvaro Reis matou a mãe, Maria, e o irmão, Armando, no local, em 12 de maio de 1937. As circunstâncias do crime nunca foram esclarecidas.
1987
Litígio
Disputado por herdeiros, vira propriedade da União.
1996
Novo uso
A União autoriza ONG Mães do Brasil a ocupar o local por 50 anos. Entidade, porém, usa imóvel anexo.
2004
Proteção
Castelinho é tombado pelo Conpresp.
2009
Preservação
Justiça decide que a União deve preservar e reformar o imóvel. Governo afirmou esperar aval do Conpresp.
Fonte: Estadão
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110119/not_imp668146,0.php
Fotos dos sites https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFk9ARxfbhmJPwr3yIJOyqywd_VEjwvpNthldg88ibZVDAC9tU0AgYIwp6OqzybmqrYaxIxXPdBuAbyzOwsxzTNKhCiQvoKekJJEwtqmM-6Hcq_5jKwFFiRBvLnfqjrsyPQVjuVXkC_inn/s1600/castelinho-rua-apa.jpg e http://farm1.static.flickr.com/26/99236136_35041f4676.jpg
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24/10/2010
O "Avô" dos Arranha-Céus de São Paulo
Segundo uma matéria publicada no dia 15/10/2010 pelo jornal O Estado de S. Paulo, a partir de agora os visitantes poderão conhecer o Edifício Sampaio Moreira, que fica no centro da capital, e acompanhar de perto a criação de artistas que instalaram seus ateliês ali, em antigas salas comerciais do prédio. Esta é a primeira vez, em 86 anos, que a edificação é aberta a visitação. Até o dia 31 de dezembro, quando acaba o período de exposição, o prédio sediará também palestras sobre artes, tudo gratuito.
Veja a íntegra da matéria publicada pelo jornal:Até dezembro, o Edifício Sampaio Moreira, no centro de São Paulo, conhecido como “avô dos arranha-céus” da capital, vai se transformar num grande ateliê de obras de arte aberto ao público.
Há um mês, seis artistas utilizam as antigas salas comerciais como estúdios de criação, num processo que pode ser acompanhado gratuitamente – e que representa oportunidade única no edifício, aberto a visitação pela primeira vez em 86 anos.
“Não é um lugar neutro. O ambiente, com a história que carrega, influencia no desenvolvimento das obras, que dialogam com o prédio. Só poderiam ser criadas aqui”, disse a crítica de arte Luisa Duarte, curadora do Red Bull House of Arts, evento responsável pela abertura do edifício.
Construído em 1924, o Sampaio Moreira sempre teve uso comercial: funcionou como prédio de escritórios até 2008, quando foi desapropriado pela Prefeitura para instalação da Secretaria Municipal de Cultura (prevista para ser aberta em 2012).
Aos visitantes, a dica é que aproveitem as duas facetas do passeio: além de acompanhar a criação artística nos ateliês, a própria arquitetura do prédio, em estilo eclético, deve ser observada.
E é logo no elevador que aparece a primeira intervenção: uma câmera instalada no fundo mostra o poço do edifício, em movimentação constante, à medida que a cabine sobe e desce.
“Observar a câmera enquanto desce dá a sensação de estar subindo, e vice-versa. Traz sensação de vertigem, que me faz lembrar o centro da cidade”, disse o artista plástico Henrique César, de 23 anos, “residente” do prédio. “Minhas obras pretendem mostrar o lado escondido das coisas, o que há por trás das portas fechadas, das salas sem luz”, afirmou.
Dois andares do edifício, o 10º e o 11º, foram ocupados pelos artistas. Os ateliês foram instalados em salas de 15 metros quadrados, com vista privilegiada do Vale do Anhangabaú, do antigo prédio da Light, do Teatro Municipal.
“Essa vista influencia e pressiona. Aquele teatro recebeu, para ficar num só exemplo, a Semana da Arte Moderna de 1922, o que acrescenta uma dose de pressão no processo criativo”, disse outro residente, o artista Adriano Costa, de 35 anos.
No 10º andar, há ainda uma “galeria transitória”, onde os artistas instalam obras que podem ser modificadas de um dia para o outro. Funciona também como laboratório para a exposição que será realizada na garagem do Sampaio Moreira no dia 25.
A cobertura do prédio, coroada por um pergolado de colunas gregas, é também passagem obrigatória, com vista para o Edifício Martinelli – que com seus 30 andares tirou do Sampaio Moreira o título de arranha-céu em 1934 –, o edifício do Banespa, a Catedral da Sé.
É no terraço, aliás, que a fotógrafa Flávia Junqueira fará sua intervenção: montará uma colorida casa de bonecas de 2 metros de altura. “Vai contrastar com o que há ao redor, os prédios cinzas, que não deixam de ser casas também.”
Serviço:
Red Bull House Of Arts, no Edifício Sampaio Moreira
Quando: de quarta-feira a sábado
Horário: das 10 horas às 22 horas
Endereço: Rua Líbero Badaró, 346, centro
Informações e fotos retiradas dos sites:
E também do grupo de discussão Preserva SP
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10/10/2010
Museu da História de São Paulo
Museu da História de São Paulo terá modelo interativo
"Tudo será feito para ser bastante abrangente e de fácil compreensão", diz secretário de Cultura do Estado de São Paulo, Gustavo Fioratti
Orçado em R$ 52 milhões, espaço deve abrir ao público em 2011 com curadoria do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, o Museu da História de São Paulo, que o governo do Estado pretende abrir até setembro de 2011 na região do parque Dom Pedro, especificamente nas Casas das Retortas, vai seguir o modelo interativo do Museu do Futebol e do Museu da Língua Portuguesa.
As diretrizes foram passadas ao jornalista e escritor Roberto Pompeu de Toledo, responsável pela concepção curatorial do projeto. O museu ocupará a Casa das Retortas, prédio histórico onde funcionou uma das primeiras produtoras de gás da cidade. As obras já estão em execução.
O orçamento de todo o conjunto vai ficar em R$ 52 milhões. Inclui a restauração do prédio, assinada por Paulo Bastos (o mesmo que fez a obra de restauro da Catedral da Sé), a construção de outros dois edifícios projetados por Pedro Mendes da Rocha, além da pesquisa e da instalação museográfica.
O valor supera o da construção do Museu da Língua Portuguesa, que consumiu R$ 37 milhões. E também do Museu do Futebol, que ficou em R$ 32 milhões.
O investimento, segundo Andrea Matarazzo, secretário de Cultura do Estado, foi pensado para suprir uma lacuna. "Ainda não temos um lugar que conte a história de São Paulo, sob todos os seus aspectos, econômico, demográfico e político." Didatismo é um dos pontos-chave, diz o secretário. "Tudo será feito para ser bastante abrangente e de fácil compreensão. Queremos atingir o maior número de pessoas possível", diz.
Roberto Pompeu de Toledo diz que essa é a primeira vez que se dedica a uma curadoria do gênero. Seu nome foi pensado principalmente por conta da publicação de "A Capital da Solidão" (ed. Objetiva, 2003, 560 págs.).
IMIGRANTES
O livro é rico em detalhes sobre a história de São Paulo. Atravessa períodos anteriores ao da fundação da cidade até 1900, quando os imigrantes passam a chegar em grande número.
O museu, no entanto, não se restringe a assuntos relativos à capital. O ponto de partida é um momento anterior ao da chegada dos portugueses. E o trajeto cronológico tem seu ponto final em meados dos anos 80, época em que o país assistiu à abertura do processo democrático com as Diretas Já.
Toledo prefere não citar especificidades, por considerar o projeto ainda suscetível a mudanças. Mas adianta que maquetes, ambientações cenográficas, recursos digitais e animações norteiam a concepção museológica.
O Museu da Civilização do Canadá e o Museu d'História de Catalunya (Espanha) também serviram de modelo.
São exemplos de projetos apoiados em recursos interativos, que, neste caso, também suprem a falta de material histórico. "Até o século 19, é pobre o material iconográfico relativo ao Estado de São Paulo", explica Toledo.
CASAS DAS RETORTAS
Foram inauguradas em 1872, próximas às margens do rio Tamanduateí e às estradas de ferro, as casas que abrigariam o Gasômetro, da companhia inglesa "The San Paulo Gas Company", responsável pela introdução da iluminação pública da cidade. A área do terreno pertencera à Chácara da Figueira, antiga propriedade da Marquesa de Santos.
Com o aumento da demanda e consumo, foi necessário aumentar o Gasômetro, sendo edificada uma nova usina em 1889 – a atual Casa das Retortas (a primeira construção foi demolida no início da década de 1910). Em 1967 as instalações da então Companhia Paulista de Serviços de Gás foram declaradas de utilidade pública pela Prefeitura e é criada a Companhia Municipal de Gás (Comgás). O edifício sofreu então adaptações e restauros, segundo projeto de Paulo Mendes da Rocha, sendo mantidas algumas características da década de 20.
Fontes:
http://flickriver.com/photos/lucibraga/4527384161/ e http://entresseio.blogspot.com/2009/02/cultura-patrimonio-cultural-e-historico.html e http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada e http://arquitetoederolivato.blogspot.com/2010/08/patrimionio-despedacado-4-casa-da.html
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15/05/2010
Revitalizar para viver e pagar menos!
"Retrofits" constituem técnica que está sendo a salvação no que tange à renovação das regiões centrais.

Achei essa matéria no Jornal do Trem, no caderno de imóveis e achei muito interessante, porque essa preocupação de habitar as áreas do centro que eram mais perigosas e aliar essa habitação aos edifícios abandonados e deteriorados, parece ser uma iniciativa que corrige boa parte dos problemas dessa região, em termos de infraestrutura e para manter o patrimônio da cidade.
Nas regiões centrais das grandes cidades existe pouco espaço para construir novos prédios. Em certos casos, como na capital paulista, a capacidade para novas construções é nula. Porém, isso não significa que não há moradias novas para quem pretende morar nos grandes centros. Pelo menos é isso que propõe a técnica chamada "retrofit".
O que é?

Retrofit é a técnica de reforma utilizada para "regenerar" imóveis deteriorados. Geralmente, tudo que está velho e em estado precário é trocado ou modernizado, bem como os elevadores, a fachada,, a parte hidráulica, elétrica e entre outras de um edifício.
Em outras palavras, "retrofits" são antigos prédios comprados por pequenos empreiteros ou pequenas e médias construtoras, que fazem ampla reforma, conforme informações da EMBRAESP (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio).
Virou Moda
Esta técnica é a maior responsável pelo aumento na oferta de imóveis nos locais que não possuem mais capacidade de construção de novas edificações. "Para atrais novos moradores, o centro está dependendo basicamente desses retrofits", explica Flávio Mazzola, corretor de imóveis da região central de São Paulo.
O corretor explica que nos últimos anos os empresários perceberam que o retrofit é um negócio muito vantajoso, pois gasta-se menos para revitalizar um edifício do que demolir e/ou construir um novo. Não à toa, o retrofit acaba sendo mais barato para o comprador - um apartamento retrofitado de 50m² no centro custa em torno de R$ 100 mil, muito mais barato que nas áreas próximas.
Processos
Jorge Ferreira Martins, funcionário de uma empresa que presta serviços de revitalização em edifícios residenciais e comerciais, explica um pouco do processo do retrofit predial: "Em primeiro lugar avaliamos as carências do edifício. Fazemos um pente fino e mapeamos todas as necessidades e problemas que deverão ser sanados, a partir do nosso projeto", diz. Lembrando que antes de tudo é preciso uma etapa de reconhecimento.
Nesse caso, dependendo dos problemas encontrados, as reformas duram poucos dias. porém, há casos mais trabalhosos, onde a precariedade das instalações demanda mais tempo. "Por isso há muitas empresas e construtoras especializadas justamente nas grandes reformas e revitalizações", diz Mazzola.
Questão Estrutural
Na maioria dos casos, a revitalização de um prédio pode ser feita inclusive nas partes estruturais - as feitas com concreto. Nestes casos é preciso mais cuidado e a reforma pode demorar um pouco mais. "Em alguns casos, os prédios necessitam apenas de uma 'maquiagem' nas paredes, mas há aquelas construtoras que aproveitam para revitalizar também esse aspecto nos retrofits, fazendo uma raspagem do concreto velho", explica Mazzola.
Vale lembrar que a estrutura de muitos retrofits do centro de São Paulo, por exemplo, ainda é considerada extremamente segura. "Enfim, quanto à estrutura, não se trata apenas de coisa estética. Geralmente há atenção especial para este quesito nos retrofits, pois também trata-se de uma questão séria de segurança", finaliza o corretor.
Reportagemn realizada por Bruno Favoretto
No Jornal do Trem, edição 257, de 14 à 20/05, página 10.
Fotos retiradas do site http://www.imoveisemsaopaulo-sp.com.br/images/imoveis-sao-paulo1.jpg e http://farm4.static.flickr.com/3277/2578625030_f0e932320d.jpg

Achei essa matéria no Jornal do Trem, no caderno de imóveis e achei muito interessante, porque essa preocupação de habitar as áreas do centro que eram mais perigosas e aliar essa habitação aos edifícios abandonados e deteriorados, parece ser uma iniciativa que corrige boa parte dos problemas dessa região, em termos de infraestrutura e para manter o patrimônio da cidade.
Nas regiões centrais das grandes cidades existe pouco espaço para construir novos prédios. Em certos casos, como na capital paulista, a capacidade para novas construções é nula. Porém, isso não significa que não há moradias novas para quem pretende morar nos grandes centros. Pelo menos é isso que propõe a técnica chamada "retrofit".
O que é?

Retrofit é a técnica de reforma utilizada para "regenerar" imóveis deteriorados. Geralmente, tudo que está velho e em estado precário é trocado ou modernizado, bem como os elevadores, a fachada,, a parte hidráulica, elétrica e entre outras de um edifício.
Em outras palavras, "retrofits" são antigos prédios comprados por pequenos empreiteros ou pequenas e médias construtoras, que fazem ampla reforma, conforme informações da EMBRAESP (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio).
Virou Moda
Esta técnica é a maior responsável pelo aumento na oferta de imóveis nos locais que não possuem mais capacidade de construção de novas edificações. "Para atrais novos moradores, o centro está dependendo basicamente desses retrofits", explica Flávio Mazzola, corretor de imóveis da região central de São Paulo.
O corretor explica que nos últimos anos os empresários perceberam que o retrofit é um negócio muito vantajoso, pois gasta-se menos para revitalizar um edifício do que demolir e/ou construir um novo. Não à toa, o retrofit acaba sendo mais barato para o comprador - um apartamento retrofitado de 50m² no centro custa em torno de R$ 100 mil, muito mais barato que nas áreas próximas.
Processos
Jorge Ferreira Martins, funcionário de uma empresa que presta serviços de revitalização em edifícios residenciais e comerciais, explica um pouco do processo do retrofit predial: "Em primeiro lugar avaliamos as carências do edifício. Fazemos um pente fino e mapeamos todas as necessidades e problemas que deverão ser sanados, a partir do nosso projeto", diz. Lembrando que antes de tudo é preciso uma etapa de reconhecimento.
Nesse caso, dependendo dos problemas encontrados, as reformas duram poucos dias. porém, há casos mais trabalhosos, onde a precariedade das instalações demanda mais tempo. "Por isso há muitas empresas e construtoras especializadas justamente nas grandes reformas e revitalizações", diz Mazzola.
Questão Estrutural
Na maioria dos casos, a revitalização de um prédio pode ser feita inclusive nas partes estruturais - as feitas com concreto. Nestes casos é preciso mais cuidado e a reforma pode demorar um pouco mais. "Em alguns casos, os prédios necessitam apenas de uma 'maquiagem' nas paredes, mas há aquelas construtoras que aproveitam para revitalizar também esse aspecto nos retrofits, fazendo uma raspagem do concreto velho", explica Mazzola.
Vale lembrar que a estrutura de muitos retrofits do centro de São Paulo, por exemplo, ainda é considerada extremamente segura. "Enfim, quanto à estrutura, não se trata apenas de coisa estética. Geralmente há atenção especial para este quesito nos retrofits, pois também trata-se de uma questão séria de segurança", finaliza o corretor.
Reportagemn realizada por Bruno Favoretto
No Jornal do Trem, edição 257, de 14 à 20/05, página 10.
Fotos retiradas do site http://www.imoveisemsaopaulo-sp.com.br/images/imoveis-sao-paulo1.jpg e http://farm4.static.flickr.com/3277/2578625030_f0e932320d.jpg
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30/04/2010
Praça Roosevelt Abandonada
Olá :)
Achei essa reportagem no jornal do metrô que pego todos os dias, mas por falta de tempo acabei não postando aqui antes.
A reportagem é sobre a Praça Roosevelt, que fica no centro de São Paulo, próxima da Igreja da Consolação. Ela está muito abandonada e há pouco tempo quando passei por lá fiquei horrorizada com o estado o lugar. O que mais chama atenção é que ela está ao lado da rua onde mais existem teatros na cidade, é praticamente um circuito cultural... Deveria existir no mínimo um plano para ela: demolir ou restaurar.
A reportagem está logo abaixo! :) Para ler, só clicar em cima!

Logo mais volto com mais informações sobre a arquitetura em geral, mas o tempo está tão curtinho...
Imagens e reportagem retiradas do site www.metronews.com.br
Edição de 22/04/10
Achei essa reportagem no jornal do metrô que pego todos os dias, mas por falta de tempo acabei não postando aqui antes.
A reportagem é sobre a Praça Roosevelt, que fica no centro de São Paulo, próxima da Igreja da Consolação. Ela está muito abandonada e há pouco tempo quando passei por lá fiquei horrorizada com o estado o lugar. O que mais chama atenção é que ela está ao lado da rua onde mais existem teatros na cidade, é praticamente um circuito cultural... Deveria existir no mínimo um plano para ela: demolir ou restaurar.
A reportagem está logo abaixo! :) Para ler, só clicar em cima!
Logo mais volto com mais informações sobre a arquitetura em geral, mas o tempo está tão curtinho...
Imagens e reportagem retiradas do site www.metronews.com.br
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20/03/2010
Arquivo Histórico Municipal
Olá pessoas!!! Depois de mais de um mês e meio de sem colocar nada aqui, cá estou, com coisas novas :) O tempo anda curto por causa da facu e de projetos, mas vou voltar a colocar informações todas as semanas ou, se encontrar algo relevante, coloco antes mesmo!!!
Há umas duas semanas, fui até a região da estação Tiradentes, fotografar um terreno que meus professores de projeto da faculdade pediram para pesquisar. Daí, passamos pelo arquivo histórico municipal e entramos no prédio, eu e minha amiga Day. Lá fomos muito bem recepcionadas por uma guia, que gentilmente perguntou se queríamos conhecer o prédio todo, daí, lógico que entramos. Como pretendo trabalhar com restauro, estou me cercando do máximo de informações possíveis para criar um repertório.
Created with Admarket's flickrSLiDR.
Nessa visita monitorada, descobrimos que esse prédio do Arquivo Histórico Municipal era a antiga Escola do Curso de Elétrica, que faz parte do conjunto politécnico, que são os atuais edifícios do Centro Paula Souza. O edifício foi o primeiro da região, construído por Ramos de Azevedo, assim como os outros, que foram feitos para atender a demanda dos estudantes posteriormente.
Tudo nele permanece original, mesmo depois do restauro realizado no ano passado. Seus gradis de ferro (como corrimãos e portadas) foram confeccionados pelo Liceu de Artes de Ofícios, sediado onde hoje está a Pinacoteca do Estado. Há um vão central, com pé direito triplo, que alcança uma abertura zenital, por onde entra ventilação e iluminação, e que era onde os alunos faziam as atividades práticas do curso.
Os vitrais que ficam nos patamares das escadas, foram confeccionados pela Casa Conrado, que era uma das mais tradicionais na época. Um deles tem a imagens e as referências do engenheiro e o outro do arquiteto, que são as profissões que usam a elétrica diretamente.
As escadas foram todas confecionadas com pedras retiradas da Serra da Cantareira, cada degrau é feito com um bloco único de pedra, esculpido para ganhar forma de degrau convidativo à subida. Eles são todos fixados na parede e não usam vigas para ficar sustentados. E o mais legal é que a manutenção deles é feita por uma porta no subsolo...
O que é mais interessante, é que esse edifício não possui vigas de sustentação. Ele foi feito com arcos ogivais no subsolo, que criam passagens abobadadas, fazendo com que o peso da edificação fique distribuido por igual entre as colunas de passagem. Esse subsolo abriga ainda a estrutura aparente dos tijolos da construção do prédio, e das estruturas da entrada e dos pilares. Ainda há o ladrilho hidráulico original no piso em alguns ambientes e os banheiros ainda tem as louças originais trazidas de Londres.
A funcionalidade é muito presente nas obras do Ramos de Azevedo e nesse edifício não foi diferente: todos os pinos de abertura das janelas e as maçanetas não simples e de encaixe, o que facilitava o manuseio pelos alunos. As aberturas eram variadas, de pivotante à basculante. As salas de aula eram pequenas e as lousas eram removíveis, criando vãos de ar.
Mas o que realmente vale a pena visitar, é o auditório. Construído com acústia perfeita, ele tem o que se chama de Centro de Convergência do Som. Ao ficar no centro da sala e falar, você escuta sua voz, como se estivesse falando no seu próprio ouvido. Isso ajudava o professor a perceber conversas paralelas ou qualquer outro som. As cadeiras ainda são originais, de madeira, do tipo universitárias, construídas também pelo Liceu.
Vale a visita, para quem gosta de curiosidades sobre a história e arquitetura da cidade de São Paulo. Nas fotos, coloquei também o terreno onde vamos desenvolver o projeto de uma Galeria de Arte e fotos da região, tudo para fazer um bom projeto.
Semana que vem volto com mais coisas legais!!!
Há umas duas semanas, fui até a região da estação Tiradentes, fotografar um terreno que meus professores de projeto da faculdade pediram para pesquisar. Daí, passamos pelo arquivo histórico municipal e entramos no prédio, eu e minha amiga Day. Lá fomos muito bem recepcionadas por uma guia, que gentilmente perguntou se queríamos conhecer o prédio todo, daí, lógico que entramos. Como pretendo trabalhar com restauro, estou me cercando do máximo de informações possíveis para criar um repertório.
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Nessa visita monitorada, descobrimos que esse prédio do Arquivo Histórico Municipal era a antiga Escola do Curso de Elétrica, que faz parte do conjunto politécnico, que são os atuais edifícios do Centro Paula Souza. O edifício foi o primeiro da região, construído por Ramos de Azevedo, assim como os outros, que foram feitos para atender a demanda dos estudantes posteriormente.
Tudo nele permanece original, mesmo depois do restauro realizado no ano passado. Seus gradis de ferro (como corrimãos e portadas) foram confeccionados pelo Liceu de Artes de Ofícios, sediado onde hoje está a Pinacoteca do Estado. Há um vão central, com pé direito triplo, que alcança uma abertura zenital, por onde entra ventilação e iluminação, e que era onde os alunos faziam as atividades práticas do curso.
Os vitrais que ficam nos patamares das escadas, foram confeccionados pela Casa Conrado, que era uma das mais tradicionais na época. Um deles tem a imagens e as referências do engenheiro e o outro do arquiteto, que são as profissões que usam a elétrica diretamente.
As escadas foram todas confecionadas com pedras retiradas da Serra da Cantareira, cada degrau é feito com um bloco único de pedra, esculpido para ganhar forma de degrau convidativo à subida. Eles são todos fixados na parede e não usam vigas para ficar sustentados. E o mais legal é que a manutenção deles é feita por uma porta no subsolo...
O que é mais interessante, é que esse edifício não possui vigas de sustentação. Ele foi feito com arcos ogivais no subsolo, que criam passagens abobadadas, fazendo com que o peso da edificação fique distribuido por igual entre as colunas de passagem. Esse subsolo abriga ainda a estrutura aparente dos tijolos da construção do prédio, e das estruturas da entrada e dos pilares. Ainda há o ladrilho hidráulico original no piso em alguns ambientes e os banheiros ainda tem as louças originais trazidas de Londres.
A funcionalidade é muito presente nas obras do Ramos de Azevedo e nesse edifício não foi diferente: todos os pinos de abertura das janelas e as maçanetas não simples e de encaixe, o que facilitava o manuseio pelos alunos. As aberturas eram variadas, de pivotante à basculante. As salas de aula eram pequenas e as lousas eram removíveis, criando vãos de ar.
Mas o que realmente vale a pena visitar, é o auditório. Construído com acústia perfeita, ele tem o que se chama de Centro de Convergência do Som. Ao ficar no centro da sala e falar, você escuta sua voz, como se estivesse falando no seu próprio ouvido. Isso ajudava o professor a perceber conversas paralelas ou qualquer outro som. As cadeiras ainda são originais, de madeira, do tipo universitárias, construídas também pelo Liceu.
Vale a visita, para quem gosta de curiosidades sobre a história e arquitetura da cidade de São Paulo. Nas fotos, coloquei também o terreno onde vamos desenvolver o projeto de uma Galeria de Arte e fotos da região, tudo para fazer um bom projeto.
Semana que vem volto com mais coisas legais!!!
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30/08/2009
Edital de licitação para Nova Luz já pode ser acessado

Prefeitura de São Paulo admite o teto de quase 12 milhões de reais para a melhor proposta de revitalização de região central da cidade
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano de São Paulo lançou dia 6 de agosto o edital de licitação para a contratação da empresa ou consórcio que será responsável pela elaboração do projeto urbanístico da Nova Luz. A Prefeitura de São Paulo admite o teto máximo de quase 12 milhões de reais pela proposta, que determinará a revitalização de 44 quadras da região central da cidade.
A licitação será realizada por meio da modalidade "do tipo técnica e preço". Segundo o Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, os aspectos técnicos terão peso de 70% e o preço de 30% na seleção dos projetos.
As propostas enviadas compreendem não só o projeto urbanístico, mas também os estudos de viabilidade econômica, mercadológica e fundiária, estudos do impacto ambiental, relatórios de estudos e plano de comunicação. Toda essa documentação deverá ser entregue junto com o projeto urbanístico até o dia 21 de setembro no setor de protocolo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de São Paulo, responsável pela realização do concurso. Depois de selecionado, o vencedor da licitação terá 10 meses a partir da data de emissão de serviço para apresentar o projeto definitivo, que servirá como base para a execução das obras.
O projeto Nova Luz tem como objetivo revitalizar uma área degradada de 498 mil m2 no centro de São Paulo, delimitada pelas avenidas Ipiranga, São João, Casper Líbero, Duque de Caxias e Mauá. Para tanto, junto ao edital vem anexado um termo de referência com cerca de 50 diretrizes que reúnem o que a Prefeitura planeja para a região.
Além das 50 diretrizes a serem seguidas pelos formuladores do projeto, no edital há especificado também como será o procedimento de licitação, a avaliação dos postulantes e o modelo de contrato a ser firmado no futuro com a empresa vencedora. Após a escolha do projeto, mediante a concorrência, será selecionada a empresa que ganhará a concessão para executá-lo.
Para acessar o edital e ler na íntegra, acesse o link abaixo:
http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/desenvolvimentourbano/legislacao/0005
Reportagem de Victor Martinez
Disponível em http://www.piniweb.com.br//construcao/urbanismo/edital-de-licitacao-para-nova-luz-ja-pode-ser-acessado-146302-1.asp, foto do mesmo site.
28/07/2009
Governo estuda nova lei para recuperar prédios do centro de São Paulo
A Prefeitura de São Paulo estuda criar uma nova legislação para estimular a recuperação de prédios antigos no centro da cidade e permitir a reocupação da área com moradias. A revitalização do centro emperra justamente nos entraves burocráticos que limitam o lançamento de empreendimentos imobiliários na região.
Faltam áreas disponíveis para novas construções no centro, quase totalmente ocupado. Comprar prédio antigo para derrubar geralmente é inviável economicamente. A alternativa é a recuperação dos prédios --prática que o mercado imobiliário chama de retrofit.
Porém, como as normas de segurança atuais são mais exigentes que as vigentes na época da construção dos prédios, os empreendedores têm dificuldade para aprovar projetos de recuperação. Há ainda as restrições impostas pelos órgãos de preservação do patrimônio.
O próprio governo avalia que os projetos em andamento para revitalizar o centro da cidade --concessão urbanística da cracolândia, construção da praça da Artes, reforma do Teatro Municipal e retomada dos cinemas de rua- só farão sentido se houver uma ocupação da área com moradia. E que isso só é viável por meio do retrofit.
"Estamos estudando a legislação para ver se é o caso de propor algum tipo de incentivo para os prédios do centro a serem recuperados", disse Ricardo Pereira Leite, presidente da Cohab (Companhia Metropolitana de Habitação). Não há data para a conclusão dos estudos.
A preocupação é não reduzir as exigências de segurança e não ferir as regras do patrimônio histórico. Mas, sem a mudança na legislação, até mesmo as obras na cracolândia --que o governo rebatizou de Nova Luz-- ficarão inviáveis: 84 imóveis da área são tombados.
O problema ficou ainda mais evidente para o governo quando a Cohab começou a levantar a situação de cerca de mil edifícios no centro para avaliar se eles poderiam receber moradias populares. Foram selecionados 80 prédios, mas mesmo nesses haverá dificuldades de aprovação dos projetos por conta das restrições legais.
A Cohab já teve uma experiência quando da recuperação de um edifício na rua Riachuelo ainda na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT - 2001/ 2004). Mesmo sendo um projeto do próprio governo, houve dificuldades na aprovação das plantas e o projeto teve de ser modificado várias vezes.
"A Cohab teve dificuldades enormes para aprovar na Sehab [Secretaria Municipal de Habitação]. A Sehab inventa tais e tantas que você não tem ideia da dificuldade para aprovar o projeto. Mas com conversa, atenção e cuidado, as dificuldades foram superadas", disse Paulo Bruna, arquiteto da recuperação do prédio.
O mercado imobiliário aposta que há demanda por moradia no centro. E não só de imóveis para famílias de baixa renda.
"As pessoas querem morar no centro, sim", disse Mauro Teixeira Pinto, diretor da TPA Empreendimentos, que fez um prédio residencial na av. Duque de Caxias e acaba de lançar outro, na rua Major Sertório.
Claro que há o problemas da falta de segurança, parte das ruas ocupadas por usuários de drogas, travestis e prostitutas, reclamações sobre a da falta de limpeza. Mas quem acredita no centro diz que isso não é o maior problema.
"Precisamos do adensamento do centro e de todos os locais que estão sub-utilizados. As pessoas indo morar no centro melhoram as condições", disse a urbanista Sarah Feldman, da USP de São Carlos.
Reportagem da Folha de São Paulo - Caderno Cotidiano
EVANDRO SPINELLI da Folha de S.Paulo
OBS: foto do edifício Viadutos, do arquiteto Artacho Jurado, retirada do site http://rseefo.com.br/?tag=sao-paulo
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31/05/2009
Cine Marabá reaberto!
Após uma reforma que custou R$ 8 milhões, o segurança do número 757 da Avenia Ipiranga, no Centro de São Paulo, tem que ter paciência com a curiosidade dos transeuntes ao verem a fachada imponente, as antigas bilheterias com cortinas de veludo vermelho e, pelas portas de vidro, escadarias cobertas por tapetes vermelhos. Para os saudosos da Cinelândia, como era conhecido o circuito de cinemas do Centro, o Cine Marabá, fechado desde 2007, abriu novamente suas portas ontem, dia 31/05/2009. O edifício foi reformado e restaurado pela PlayArte e os arquitetos Ruy Ohtake e Samuel Kruchin.Inaugurado em 1945, o prédio é tombado desde 1992 e, por isso, fachada, saguão e detalhes decorativos foram mantidos, como os espelhos, as paredes revestidasde mármore de Carrara, o deslumbrante lustre, e as belas colunas que tiveram 12 camadas de tinta removidas até a cor e textura originais serem encontradas. O piso do saguão foi recriado com cerca de 60 mil peças de madeira e o mármore das antigas bilheterias e escadarias também foi recuperado. As entradas do antigo mezanino também foram mantidas e, por isso, as salas 4 e 5, respectivamente com 161 e 176 lugares, podem causar estranheza aos frequentadores de cinema, já que as cadeiras centrais simplesmente não existem.
Em compensação, como afirmou o próprio Ruy Ohtake, quando as lindas portas de couro restauradas do saguão são abertas é que o visitante te o "maior susto". No lugar em que havia a única sala do Marabá, com 2720 metros quadrados e 1438 lugares, agora estão, bem ao estilo contemporâneo do arquiteto, uma bomboniere, duas salas ovais com cerca de 120 lugares cada, e a principal, com 430 lugares. Para o arquiteto a maior dificuldade foi tranformar a única sala em cinco e fazer o contemporâneo conviver com o antigo.
Além de ser a maior do multiplex, a sala I conta com platéia stadium (visibilidade de todas as poltronas) e tela para projeções em 3D. E, para quem quer ver um pouco mais do que foi mantido do edifício original, ela guarda surpresas. Apesar de dividir com duas salas menores um espaço comum moderno, com espelhos e paredes listradas, a sala guarda detalhes ddecorativos encontrados durante a restauração e reforma. "Nessa sala encontramos um ornato que estava escondido embaixo do palco, assim como detalhes da boca de cena que também não estavam visíveis. E restauro é isso mesmo, é o deixar vir a tona. O forro também é original, só mudamos a cor. Antes era rosa, mas eesa cor interfere nas projeções contemporâneas", explicou Kruchin, responsável pela restauração.
Acho que vale a visita, primeiro pelo patrimônio recuperado que dá um pontapé inicial na revitalização do centro de São Paulo, segundo porque os filmes são atuais, terceiro porque é muito especial ir a um lugar onde as pessoas antigamente só iam de vestido longo, chapéus e depois da sessão tomavam chá.
Curiosidade: O primeiro filme exibido no Cine Marabá foi o drama "Desde que Partiste", clássico com Shirley Temple e Claudete Colbert. um ano depois de sua inauguração, ele já era a décima sala com maior público da cidade. Em 1957, com 1,7 milhão de espectadores, ficou atrás apenas do Art-Palácio.
Informações do Jornal Metrô News, Edição Final de Semana, distribuída em 30/05/2009. XXXV - 32 e www.arcoweb.com.br
Foto do Site: http://cinemaraba.wordpress.com/
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