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26/04/2012

Condephaat tomba prédio da emissora MTV


O prédio que abriga a emissora MTV em São Paulo, no bairro do Sumaré, zona oeste da capital, foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) na segunda-feira, de acordo com a Secretaria de Cultura do Estado.

O edifício, localizado na Avenida Professor Alfonso Bovero, é conhecido por já ter sediado, em 1934, a rádio Difusora e, depois, a TV Tupi, até 1980. Ele foi construído em 1961 e foi o primeiro a ser projetado especificamente para abrigar uma emissora de TV, conforme o Condephaat.

Segundo a Secretaria de Cultura, como o prédio mantém até hoje a mesma função, e com uma arquitetura modernista, é considerado um símbolo da trajetória televisiva no Brasil. Com o tombamento, o edifício não pode ser alterado nas fachadas, no volume ou implantação sem autorização do conselho.
Conforme a análise do Condephaat, as pastilhas que revestem a fachada do prédio foram implantadas com técnicas semelhantes ao do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, construído na mesma época. Além disso, outro destaque fica no painel artístico com imagens de índios, assinado por Gershon Knispel.
Procurada pela reportagem, a Abril Radiofusão S.A., do Grupo Abril, a quem a MTV pertence, informou que não iria comentar sobre o tombamento do prédio.

28/07/2009

Governo estuda nova lei para recuperar prédios do centro de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo estuda criar uma nova legislação para estimular a recuperação de prédios antigos no centro da cidade e permitir a reocupação da área com moradias.

A revitalização do centro emperra justamente nos entraves burocráticos que limitam o lançamento de empreendimentos imobiliários na região.

Faltam áreas disponíveis para novas construções no centro, quase totalmente ocupado. Comprar prédio antigo para derrubar geralmente é inviável economicamente. A alternativa é a recuperação dos prédios --prática que o mercado imobiliário chama de retrofit.

Porém, como as normas de segurança atuais são mais exigentes que as vigentes na época da construção dos prédios, os empreendedores têm dificuldade para aprovar projetos de recuperação. Há ainda as restrições impostas pelos órgãos de preservação do patrimônio.

O próprio governo avalia que os projetos em andamento para revitalizar o centro da cidade --concessão urbanística da cracolândia, construção da praça da Artes, reforma do Teatro Municipal e retomada dos cinemas de rua- só farão sentido se houver uma ocupação da área com moradia. E que isso só é viável por meio do retrofit.

"Estamos estudando a legislação para ver se é o caso de propor algum tipo de incentivo para os prédios do centro a serem recuperados", disse Ricardo Pereira Leite, presidente da Cohab (Companhia Metropolitana de Habitação). Não há data para a conclusão dos estudos.

A preocupação é não reduzir as exigências de segurança e não ferir as regras do patrimônio histórico. Mas, sem a mudança na legislação, até mesmo as obras na cracolândia --que o governo rebatizou de Nova Luz-- ficarão inviáveis: 84 imóveis da área são tombados.

O problema ficou ainda mais evidente para o governo quando a Cohab começou a levantar a situação de cerca de mil edifícios no centro para avaliar se eles poderiam receber moradias populares. Foram selecionados 80 prédios, mas mesmo nesses haverá dificuldades de aprovação dos projetos por conta das restrições legais.

A Cohab já teve uma experiência quando da recuperação de um edifício na rua Riachuelo ainda na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT - 2001/ 2004). Mesmo sendo um projeto do próprio governo, houve dificuldades na aprovação das plantas e o projeto teve de ser modificado várias vezes.

"A Cohab teve dificuldades enormes para aprovar na Sehab [Secretaria Municipal de Habitação]. A Sehab inventa tais e tantas que você não tem ideia da dificuldade para aprovar o projeto. Mas com conversa, atenção e cuidado, as dificuldades foram superadas", disse Paulo Bruna, arquiteto da recuperação do prédio.

O mercado imobiliário aposta que há demanda por moradia no centro. E não só de imóveis para famílias de baixa renda.

"As pessoas querem morar no centro, sim", disse Mauro Teixeira Pinto, diretor da TPA Empreendimentos, que fez um prédio residencial na av. Duque de Caxias e acaba de lançar outro, na rua Major Sertório.

Claro que há o problemas da falta de segurança, parte das ruas ocupadas por usuários de drogas, travestis e prostitutas, reclamações sobre a da falta de limpeza. Mas quem acredita no centro diz que isso não é o maior problema.

"Precisamos do adensamento do centro e de todos os locais que estão sub-utilizados. As pessoas indo morar no centro melhoram as condições", disse a urbanista Sarah Feldman, da USP de São Carlos.

Reportagem da Folha de São Paulo - Caderno Cotidiano
EVANDRO SPINELLI da Folha de S.Paulo
OBS: foto do edifício Viadutos, do arquiteto Artacho Jurado, retirada do site http://rseefo.com.br/?tag=sao-paulo

15/06/2008

Reformas Conscientes

Para você que pensa em reformar sua casa ou apartamento, leve em consideração alguns aspectos que podem agilizar sua obra e economizar dinheiro na hora de investir.

Se você pensa em fazer uma reforma mais pesada, que inclui a retirada e recolocação de pisos e revestimentos, quebra ou construção de paredes, esses itens que seguem abaixo podem te ajudar:

- antes de qualquer coisa, defina com um profissional (arquiteto, designer de interiores ou engenheiro) o projeto da sua reforma, ou seja, que paredes podem ser retiradas ou construídas, onde há a necessidade de revestimentos e que tipo de piso pode ser colocado;

- caso seja possível, evite fazer a reforma morando no local, pois isso gera cansaço e stress desnecessário;

- depois do projeto definido escolha uma pessoa ou uma empresa de confiança para executar os serviços (procure referências e outras obras que já tenham sido concluídas por eles para ver se o trabalho é de qualidade e se houve algum tipo de atraso ou dano no andamento da obra);

- escolha os materiais necessários para a reforma, efetue a compra e os deixe em stand by, aguardando o término da fase de retirada dos materiais antigos e preparo do ambiente para iniciar a colocação dos mesmos;

- ao efetuar a compra, procure comprar tudo de uma vez, para evitar que o profissional fique parado, recebendo pelos dias trabalhados sem trabalhar, ou seja, dentro desses materiais devem estar incluídos argamassa, rejunte, pisos, revestimentos, tintas, vernizes, espátulas, massa corrida, fita crepe e sacos plásticos, entre outros;

- para quem mora em apartamentos, verifique os horários em que é possível fazer barulho, e quando é possível retirar o entulho com uma caçamba (as empresas de caçambas dão destinos adequados para esses materiais). Jamais jogue nas dependências do prédio ou do condomínio seu lixo, pois os outros moradores não obrigados a conviver com a sua obra;

- ao término da parte pesada da sua obra, procure reaproveitar móveis antigos, como pintar armários, revestir sofás com capas, reformar cadeiras e mesas, doar objetos que não são mais utilizados.

Existem sites especializados na internet que podem ajudar com a sua reforma, acredito que vale a pena dar uma olhada antes de começar a sua:

www.clickreforma.com.br/
www.clickreformas.com.br/
www.steprevestimentos.com.br/

A regra é: não jogue nada fora, doe ou reaproveite, o planeta precisa ser preservado e quanto mais lixo produzimos, menos chance temos para os nossos filhos sobreviverem com o superaquecimento, falta de água e de comida.

OBS: foto do site www.sertaozinho.sp.gov.br