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12/01/2012

Arquitetura para visitar...

Listei logo abaixo alguns locais que são possíveis visitar e saber um pouco mais sobre arquitetura e alguns eventos sobre arquitetura que vão acontecer. Lembrando que todos esses eventos e locais são gratuitos! :)

Roteiro arquitetônico de bicicleta
Em parceria com o Instituto Parada Vital, o MCB realiza, no aniversário da cidade, a 2ª edição dos roteiros de bicicleta por residências de interesse arquitetônico em São Paulo, sob orientação do arquiteto Marcelo Ferraz. Fique atento à programação para maiores informações sobre o percurso e o arquiteto que orientará o passeio.
20 vagas, com bicicletas disponíveis no local de saída. Inscrições: (11) 3032 2499
MCB - Museu da Casa Brasileira
Av. Brig. Faria Lima, 2705 - São Paulo - SP

Casa Modernista
De autoria do arquiteto de origem russa Gregori Warchavchik (1896–1972), projetada em 1927 e construída em 1928, é considerada a primeira obra de arquitetura moderna implantada no Brasil.
Rua Santa Cruz, 325 - Vila Mariana - São Paulo - SP
Aberta de terça a domingo, das 09h às 17h
Tem visita monitorada também
Telefone: 11-5083-3232
http://www.museudacidade.sp.gov.br/casamodernista.php

Casa Modernista - Pacaembú
Em 1930, época em que as ruas do bairro Pacaembu eram feitas de terra e quase desabitadas, a inauguração de uma casa de linhas retas, fachada branca e concreto armado na rua Itápolis atraiu a atenção do público. Projetada pelo arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik também.
Ano passado ela reabriu restaurada com mobília original, fotografias e projetos do arquiteto, vale verificar se ainda é possível visitar.
Rua Itápolis, 961 - Pacaembú - São Paulo - SP
Telefone: 11-3661-5066

Casa Modernista - Rua Bahia
Também projetada em 1930 por Gregory Warchavchik, hoje abriga um escritório de design. Visitas podem ser agendadas.
Rua Bahia, 1126 - Pacaembú - São Paulo - SP
Telefone: 11-3663-4975

Edifício Martinelli
Foi o primeiro arranha-céu da cidade de São Paulo, inaugurado em 1929 e com esse título se manteve até 1947 quando foi inaugurado o edifício Altino Arantes, o Banespa. Ao visitar, é possível ver o hall de entrada original e subir até o terraço no 25º andar e admirar a vista do centro da cidade.
Av. São João, 35 - Centro - São Paulo - SP
Visitas de 2ª, 3ª e 6ª das 09h30 às 11h30 e das 14h30 às 16h30, Sábados até 13h
Telefone: 11-3104-2477

http://www.prediomartinelli.com.br

Edifício Altino Arantes - Banespa
A 161,22 m de altura, a torre do Edifício Altino Arantes, inaugurado em 1947, está aberta para a visitação. É possível ver a serra do Mar, o pico do Jaraguá e pontos turísticos da cidade.
Rua João Brícola, 24 - Centro - São Paulo - SP
Visitas: 2ª a 6ª das 10h às 15h (vale ligar, vira e mexe eles abrem aos sábados)
Telefone: 11-3249-7466

Caminhada Noturna pelo Centro
Saindo da frente do Teatro Municipal todas as quintas, mos­tra marcos tradicionais e pontos menos conhecidos da metrópole.
Pça. Ramos de Azevedo, s/ nº (em frente ao Teatro Municipal) - República - São Paulo - SP
Telefone: 11-3256-7909.

Depois coloco mais alguns lugares gratuitos e legais! Enjoy! :)

01/05/2010

Outros Planos: Brasília 50 Anos

Na semana passada, exatamente no dia 21/04, Brasília comemorou seu aniversário de 50 anos e levantou várias questões sobre seu urbanismo e arquitetura tão famosos e problemáticos em alguns pontos. O MCB, Museu da Casa Brasileira, fez uma exposição que mostra quais foram os outros projetos que concorreram com o de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. Abaixo seguem as informações! :)

Exposição “Outros Planos: Brasílias”
Reúne projetos finalistas do concurso para o plano piloto da Nova Capital
Abertura: 20 de abril, às 19h30
Visitação: 21 de abril a 16 de maio
Debates: 27 de abril e 11 de maio, às 19h30

Os sete projetos finalistas do concurso para o Plano Piloto da então nova Capital do Brasil, realizado em 1957, estarão na Exposição “Outros Planos: Brasília”, uma realização do Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBea).

Com curadoria do arquiteto Eduardo Della Manna, pesquisa de Jeferson Tavares e projeto de Fernando Brandão, a mostra traz as várias soluções urbanísticas, premiadas e ainda pouco conhecidas, e que tiveram um único objetivo: propor uma cidade ideal como Capital do País.

Serão apresentadas, em detalhes, as possíveis Brasílias em que os pedestres caminhariam em esteiras rolantes ou onde gigantescos edifícios substituíriam os tradicionais bairros.

“Hoje, sabemos da existência de mais de 30 planos para Brasília”, diz Eduardo Della Manna. “Esse conjunto de propostas carrega uma diversidade de soluções urbanísticas, algumas tradicionais, outras inovadoras, ainda pouco conhecidas”.

Uma visão crítica sobre a Brasília, que está completando 50 anos, passa pelo conhecimento de sua história. Qual foi o legado do projeto urbano da nova capital? E como teriam sido os outros projetos não construídos? Estas questões permeiam a mostra e os dois debates que serão realizados com alguns dos autores dos sete projetos finalistas, críticos e urbanistas. Como se sabe, o grande vencedor foi Lúcio Costa, com suas superquadras, as Asas Norte e Sul, a Praça dos Três Poderes e os Eixos Monumental e Rodoviário, os comércios locais e os prédios de seis andares.

Lista dos finalistas

1º lugar – Lúcio Costa
2º lugar – Boruch Milmann, João Henrique Rocha e Ney Fontes Gonçalves
3º lugar (empatados) – Marcelo Roberto e Maurício Roberto; Rino Levi, Roberto Cerqueira César, Luiz Roberto de Carvalho Franco e Paulo Fragoso
5º colocado (empatados) – Carlos Cascaldi, João V. Artigas, Mário Wagner V. Cunha e Paulo de Camargo e Almeida; Henrique E. Mindlin e Giancarlo Palanti; Construtécnica S/A – Milton C. Ghiraldini

O arquiteto Jeferson Tavares, responsável pela pesquisa dos projetos, diz que a seleção permite uma percepção das decisões do júri: “Compreendemos, assim, que a eleição dos finalistas esteve diretamente atrelada aos preceitos da vanguarda urbanística da época, ligada ao Movimento Moderno, embora a contribuição dos projetos vá além desses preceitos”. E conclui: “A mostra é um olhar sobre a realidade urbana brasileira da primeira metade do século XX, cujas soluções – esquecidas ou ignoradas – ainda podem nos ensinar através de erros e acertos”.

Na mostra, haverá painéis com imagens e textos que sintetizam cada uma das sete propostas premiadas, além dos comentários do júri, precedidos de uma breve contextualização do período e de fatos antecedentes ao concurso de 1957. O concurso do Plano Piloto era uma disputa de ideias, não de detalhes. De alguma forma, isso será revivido nesta exposição.

Haverá, também, um conjunto de vitrines com um pouco da memória em torno da inauguração de Brasília.

Arquiteto e urbanista, o curador Eduardo Della Manna é sócio-diretor do escritório PPU Planejamento e Projetos Urbanos e mestre pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Entre outros trabalhos, participou do Plano de Ação Integrada da Favela de Paraisópolis (2002), do Plano de Requalificação Sócio-Econômica do Centro Novo de São Paulo (2004) e do Plano de Desenvolvimento Sustentável da Região Serrana do Espírito Santo (2004).

Debates

Outros planos: Brasílias. Como seriam as outras brasílias?
27 de abril, às 19h30
Participam os arquitetos Jeferson Tavares, Jorge Wilheim, Pedro Paulo de Melo Saraiva e Marcio Roberto. Moderador: Eduardo Della Manna.

Brasílias: Reflexão e Crítica
11 de maio, às 19h30
Participam os arquitetos Jeferson Tavares, Sylvia Ficher, Milton Braga e Fernando Serapião. Moderador: Marcio Mazza.

Exposição

“Outros Planos: Brasílias”
Abertura: 20 de abril, às 19h30
Visitação: 21 de abril a 16 de maio
Debates: 27 de abril e 11 de maio, às 19h30

Serviço

Local: Museu da Casa Brasileira
Av. Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano Tel. 3032-3727
Ingresso: R$ 4,00 – Estudantes: R$ 2,00 (Gratuito domingos e feriados).
Acesso a portadores de deficiência física.
Visitas orientadas: 3032-2564 agendamento@mcb.org.br
Site: www.mcb.org.br
Twitter.com/mcb_org
Estacionamento: de terça a sábado até 30 min. grátis, até 2 horas R$ 8,00, demais horas R$ 2,00. Domingo: preço único de R$ 10,00.

OBS: informações retiradas do site www.mcb.org.br e http://theurbanearth.wordpress.com/

23/04/2010

Casa Modernista na Rua Itápolis - Gregory Warchavchik

Domingo passado estive numa das casas modernistas de São Paulo, aliás uma das primeiras do Brasil, idealizada e construída pelo arquiteto Gregory Warchavchik. Essa, junto com as casas modernistas da Rua Santa Cruz e Rua Bahia, constituem algumas das mais importantes obras desse arquiteto, que já tinha idéias modernistas muito antes de Oscar Niemeyer.

Fiz uma visita guiada, organizada pelo Museu da Casa Brasileira, que está de parabéns pela iniciativa de desenvolver essas atividades e pela organização. Coloquei algumas fotos para vocês verem...

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Warchavchik nasceu na cidade de Odessa, Ucrânia, então parte do Império Russo. Iniciou os estudos de arquitetura na própria Universidade Nacional de Odessa.

Em 1918 muda-se para Roma, Itália, ingressando no Regio Istituto Superiore di Belle Arti, diplomando-se em 14 de julho de 1920. Passa os dois primeiros anos de formado trabalhando para o professor e arquiteto neoclássico Marcello Piacentini (1881-1960), mais tarde conhecido como l'architetto del regime (fascista), e dirige a construção do Cinema-teatro Savoia (1922), em Florença.

Chega ao Brasil (segundo ele, terreno preparado para minhas idéias e meus sonhos) em 1923, no auge da vanguarda modernista, apenas um ano após a Semana de 22, encontrando aqui uma predisposição à aceitação das ideias que ele trazia da Europa - os preceitos de Walter Gropius (1883-1969), Mies van der Rohe (1886-1969) e Le Corbusier (1887-1966) - e já empregado pela Companhia Construtora de Santos, dirigida por Roberto Cochrane Simonsen, primeiro intelectual brasileiro a defender o trabalho racional dentro da indústria, seguindo a escola do taylorismo e do fordismo.

Contudo, ele não poderia ter chegado a um lugar mais oportuno, pois a província de São Paulo, mesmo possuindo ainda características de uma vila, fervilhava de intelectuais defensores da nova arte como Paulo Prado, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Graça Aranha, Renato de Almeida, Guilherme de Almeida, Menotti del Picchia, Plínio Salgado, Victor Brecheret, Emiliano Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Heitor Villa Lobos e outros. Warchavchik, como não poderia deixar de ser, logo entrou em contato com o grupo modernista de São Paulo, onde conheceu a jovem Mina Klabin, filha de um grande industrial da elite paulista, com quem viria a se casar em 1927, naturalizando-se brasileiro.

Em 1925, Warchavchik, escreve aquele que seria o primeiro manifesto da arquitetura modernista no Brasil, publicado inicialmente em italiano no jornal Il Piccolo no dia 15 de junho, intitulado “Futurismo?”, posteriormente traduzido e republicado pelo Correio da Manhã em 1º de novembro, como “Acerca da Architectura Moderna”. No mesmo ano, Walter Gropius iniciava a publicação dos Bauhausbücher, com a obra Internationale Architektur. Pode-se dizer que poucas e relativas dissonâncias separam seu documento ao do mestre alemão.

No artigo de Warchavchik, são expostas algumas ideias do arquiteto sobre o novo padrão de estética arquitetônica que estava florescendo. Segundo ele, assim como as máquinas que acompanhavam a evolução tecnológica, os edifícios também precisavam se modernizar, pois são verdadeiras “máquinas de morar” - não apenas no sentido das técnicas construtivas, que ficavam a cargo dos engenheiros da época, mas principalmente em relação à “cara” da construção. A crítica ao ornamento é feita de forma veemente: detalhe inútil e absurdo, imitação cega da técnica da arquitetura clássica, tudo isso era lógico e belo, mas não é mais. Para ele, o estudo da arquitetura clássica deveria servir apenas para dar ao arquiteto um sentimento de equilíbrio e proporção, do contrário, estaríamos fadados a viver em verdadeiras réplicas antiquadas, que destoavam totalmente dos equipamentos modernos, dos costumes modernos, enfim, da vida moderna.

Neste sentido, defendeu fortemente a produção de uma arquitetura livre dos legados do passado, e que refletisse a época da modernidade - lógica e livre de ornatos.

Mesmo tendo em seus conhecimentos extensa cultura clássica e ainda convivido com Marcello Piacentini, o qual publicaria em 1930 o livreto Architettura d'oggi, atacando a nova arquitetura e afirmando que esta lhe parecia um produto efêmero, Warchavchik se mostra fiel ao movimento que se processava e aos seus estudos sobre os novos materiais.

A Casa da Rua Itápolis

Essa casa, no Pacaembu, aqui em São Paulo, ficou em exposição de 26 de março a 20 de abril de 1930 e impulsionou a renovação arquitetônica brasileira, tornando-se uma referência e complementando a revolução assinalada pela “Semana de Arte Moderna de 1922”.

No projeto, Warchavchik procurou resolver, de maneira mais estética possível, a questão econômica e funcional. Ao contrário do tradicional, eliminou corredores com a finalidade de obter mais espaço. Uma planta-baixa pequena, simples e econômica mudou a concepção de muitos a respeito da arquitetura moderna e passou a ser referência para o Estado. Ou seja, usar menos espaço para ter mais integração.

Warchavchik recebeu muitos elogios, mas especiais foram os de Le Corbusier, já que era um admirador e seguidor de suas idéias. Le Corbusier, que visitou a casa ainda em construção, em 1929, admirou a plasticidade do muro em curva que separa o jardim social do quintal de serviço, dentre outros aspectos do projeto. Muito impressionado, decide, em uma reunião junto com outros intelectuais paulistas, na própria residência, que Warchavchik representaria não só o Brasil como toda a América do Sul, como delegado dos Congrès Internationaux d'Architecture Moderne (CIAM). Durante a exposição, dentro da casa, haviam objetos de vários artistas do período, entre escultores, pintores, escritores, etc.

Eu, que nunca tinha ouvido falar desse arquiteto até conhecer a casa modernista da Rua Santa Cruz, fico cada vez mais impressionada com o pensamento inovador que ele tinha para a época em que viveu e sua esposa, Mina Klabin, também criou o paisagismo com plantas brasileiras. Assim como foi com as obras do Frank Lloyd Wright, as obras do Warchavchik são amor à primeira vista!

OBS:
- fotos tiradas pelo Robson Leandro e eu... :D
- algumas informações do texto foram passadas pelo guia da casa e do museu, outras foram retiradas do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Gregori_Warchavchik
- Museu da Casa Brasileira www.mcb.org.br

Aliás, essas visitas guiadas fizeram tanto sucesso que o museu pensa em manter essa atividade permanente, legal né?! :D

17/10/2009

Exposição Gênesis

Aproveitando o embalo do post anterior, mais uma exposição do MCB, sobre formas e volumetria, desenvolvidas por um artista plástico e arquiteto.

Com 30 objetos tridimensionais do artista plástico Gilberto Salvador, a mostra, em cartaz no jardim do MCB, promove o diálogo entre a arquitetura e a urbe e desafia o olhar dos visitantes. Especialmente elaborados para a exposição, os trabalhos revelam como elementos constantes podem criar diferentes objetos, resultando em formas, cores, ritmos e movimentos que transcendem a arte visual e se inserem de forma marcante no espaço arquitetônico.

Gilberto Salvador habitualmente trabalha com séries, diferenciando uma peça de outra, de modo a estimular um olhar especial para captar as sutilezas formuladas, por vezes com ironia, em outras demandando concentração. Parte de formas geradoras, a genesis. Cada matriz se desloca e se desvia, ora para a lateral, ora para direções opostas, pedindo para serem contornadas e permitindo, na similaridade, captar especificidades.

“Os títulos são pistas, por vezes contrárias, querendo que a significação visual e lúdica seja compartilhada pelo público, o que não é habitual, pois em geral se deseja reconhecer algo pré-existente, o que não ocorre aqui”, diz Maria Cecília França Lourenço, professora titular de História da Arte na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. “As obras carregam aspectos comuns a toda humanidade, trazendo formas geométricas regulares e irregulares, facilitando muito a interação com todos”.

A peça Tripholio, com as dimensões de 2,30 x 2,70 x 2,00m, feita com estrutura de madeira e aço inoxidável, recoberta de fibra de vidro e resina goffrato, terá seu processo construtivo demonstrado em imagens. Ali, também estarão em exposição seis peças de parede criadas por Gilberto Salvador, quatro delas cinéticas.


O artista tem obras implantadas em espaço público e em museus, abarcando pintura, gravura, escultura e arquitetura. Formado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) em 1973, desde 1964 se direcionou para as artes visuais, tendo realizado várias exposições.

Realização: Fundação Gilberto Salvador
Patrocínio: Engevix

Abertura: 12/9, às 11h até 25/10
Ingresso: R$ 4,00 - Estudantes: R$ 2,00
Gratuito aos domingos e feriados
Acesso a pessoas com deficiência
Visitas orientadas: 3032-2564/agendamento@mcb.org.br
Estacionamento: R$ 12,00 no dia da abertura; de terça a sábado, até 30 min., grátis;
até 2 horas, R$ 8,00, demais horas, R$ 2,00; domingo: preço único, R$ 10,00.

Exposição Casas do Chile

Depois de muito tempo sem escrever aqui (por falta de tempo mesmo), mais uma vez voltei para colocar coisas interessantes! Na semana passada estive na exposição Casas do Chile, que está no Museu da Casa Brasileira em São Paulo. Para quem gosta de arquitetura vale a visita.

Referência na América do Sul, a arquitetura chilena é apresentada na mostra sob três pontos de vista, com curadoria de Raul Pabst, por meio de diferentes tipologias de casas. Será possível conferir 12 residências que representam propostas selecionadas em bienais chilenas com prêmios e publicações nas principais revistas do mundo; o resultado do concurso mundial Elemental, que selecionou projetos de moradia social no Chile; e o 8 al cubo, com oito casas projetadas por oito dos arquitetos mais importantes daquele país.

Com imagens, vídeos e textos representativos de cada obra, a mostra pretende revelar o uso de novas tecnologias e a crescente busca de identidade arquitetônica que se reflete no desenvolvimento ascendente preponderante na América Latina. “O caminho para o crescimento e o surgimento de grandes obras públicas é resultante de um plano baseado no crescimento e na melhora da qualidade de vida das pessoas”, afirma Raul Pabst, que diz ter dado ênfase na mostra para os arquitetos de até 45 anos para abordar projetos de obras arquitetônicas e o estudo contemporâneo das mesmas.

12 casas – apresentam propostas selecionadas em bienais chilenas com prêmios e publicações nas principais revistas do mundo, como GA Document, Wallpaper, GA Houses , Casabella, A+U, Arquitectura Viva e Abitare Itália. Haverá maquetes em madeira com as 12 casas selecionadas, além de tela LCD com imagens das casas construídas. As 12 casas e os autores de seus projetos: Casa Reutter, de Mathias Klotz; Casa Gatica, de Felipe Assadi e Francisca Pulido; Casa en el Lago, de Gilluermo Acuña; Casa Rojas, de Izquerdo Lehmann; Casa Duque, de Rodrigo Duque; Casa La Reserva, de Sebastian Irarrazabal; Casa Muelle, de Jonas Retamal; Casa Chilena 1, de Smiljan Radic; Conjunto Habitacional Santa Clara, de Owar Arquitectos; Casa Wall, de FAR arquitectos; Casa Wolf, de Mauricio Pezo von Ellrichsausen; Casa em Aconcagua, de German Del Sol.

8 ao cubo – Criado pela Equipe de Arquitetura norte-americana Interdesign, Oito ao cubo é um projeto pioneiro em conceito arquitetônico no Chile. Seu nome simboliza a escolha de 64 arquitetos de prestígio chilenos que criarão oito conjuntos de oito casas, 64 casas no total. Oito ao cubo nasceu como um apelo contra os numerosos projetos imobiliários que se estendem nas periferias de nossas cidades, com casas trazidas desde realidades e histórias diferentes das nossas, imitações com apelos de estilo tendo como resultado final arquitetura de péssima qualidade. Vídeos do projeto “8 al cubo” com seis DVDs apresentarão obras dos seguintes arquitetos: José Cruz; Theodoro Fernandez; Sebastian Irarrazabal; Cecília Puga; Smiljan Radic e Mathias Klotz.

Elemental – Concurso internacional que selecionou projetos de moradia social para o Chile e atualmente tem mais de 10 tipologias de moradias e propostas urbanas em construção no próprio país, foi idealizado pelo arquiteto Alejandro Aravena e promovido em 2003 pela Pontifícia Universidade Católica do Chile, com patrocínio da Fondec (Fondo de la cultura e de las artes) e Copec (Companhia de Petróleo do Chile). Como conseqüência do concurso surge o escritório Elemental que tem atualmente projetos de habitação social no Chile, México e Itália. No Brasil encontra-se em fase de estudo a implantação de um projeto na favela de Paraisópolis. O escritório recebeu pela sua atuação o prêmio Leão de Prata na 10° Bienal de Arquitetura de Veneza. Projetos expostos:

Ganhadores do concurso:
-Antofagasta, Norte do Chile: arquiteto Alejandro Baptista (Uruguay)
-Renca, Santiago: arquiteto Theodoro fernandez (Chile) + Imagens de participação da favela nas ampliações dos projetos
-Temuco, Sul do Chile: arquitetos Künzel e Pasel (Alemanha-Holanda)

Escritório Elemental:
-Iquique, Norte do Chile: arquiteto Alejandro Aravena + Imagens do projeto na Bienal do Milão.
-Lo espejo, Santiago: arquitetos Alejandro Aravena, Victor Oddó, Diego Torres e Fernando Garcia-Huidobro.
-Antofagasta, Sede social: arquitetos Alejandro Aravena, Victor Oddó, Diego Torres e Fernando Garcia-Huidobro
Estes projetos estarão expostos de forma inusitada em estruturas de madeira contendo lentes para visualização em 3D das diversas moradias sociais construídas, além de um filme apresentando as etapas de construção de um módulo habitacional.

Realização: Consulado Geral do Chile
Patrocínio: Allianz Seguros, Huawei e Hunter Douglas

Museu da Casa Brasileira:
Abertura: 15/9, às 19h30 até 18/10
Ingresso: R$ 4,00 - Estudantes: R$ 2,00
Gratuito aos domingos e feriados
Acesso a pessoas com deficiência
Visitas orientadas: 3032-2564/agendamento@mcb.org.br
Estacionamento: de terça a sábado, até 30 min., grátis;
até 2 horas, R$ 8,00, demais horas, R$ 2,00; domingo: preço único, R$ 10,00.
OBS: FOTOS TIRADAS POR MIM :)

07/10/2007

Museu da Casa Brasileira

Saindo um pouco da linha de festas, acho que vale lembrar que este mês começam algumas exposições bem interessantes sobre design, arquitetura, construção e decoração no Museu da Casa Brasileira.

A exposição "Um Mar de Vidros" mostra o novo design e a criatividade dos vidros criados em Veneza, conhecidos como Murano. Inicia no dia 20 de Outubro e vai até dia 18 de Novembro, com a curadoria de Giorgio Forni. Para maiores informações, acesse o link da exposição que segue...
http://www.mcb.sp.gov.br/mcbItem.asp?sMenu=P002&sTipo=5&sItem=877&sOrdem=0

Já a exposição "Casas do Brasil" tem a finalidade de mostrar como o brasileiro mora, desde a moradia dos sonhos até às improvisadas em locais irregulares (popularizadas como favela). Essa exposição abre para visitação no dia 17 de Outubro e vai até dia 25 de Novembro, com a curadoria de Eder Chiodetto. Para maiores informações, acesse o limk da exposição que segue...
http://www.mcb.sp.gov.br/mcbItem.asp?sMenu=P002&sTipo=5&sItem=876&sOrdem=0

Além das exposições, vale a pena dar uma olhada no acervo do museu que está sempre atualizado e tem o que há de melhor sobre a arquitetura, o design de móveis e informações relacionadas ao design. Visite porque vai valer a pena!

Museu da Casa Brasileira
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705
São Paulo-SP
Tel: 3032-3727
www.mcb.sp.gov.br
Visitação: 10h às 18h
Ingresso: R$ 4,00 (estudantes pagam meia entrada)
Aos domingos a visita é gratuita!!!