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19/04/2012

Residência Vila Nova Conceição


Toques modernos ao que parecia remoto. Esta foi a proposta da arquiteta Marina Adell ao projeto Residência Vila Nova Conceição, situado na região sul de São Paulo. A casa é a renovação de uma estrutura antiga, onde o passado foi resgatado com contemporaneidade, assim como foi exigido por seus proprietários que, além de preservar a história do local, pediram um espaço funcional que integrasse os ambientes à parte externa, trazendo a natureza para dentro de casa.
Desenvolvido pela construtora Freitas Guimarães Projeto e Construção, o projeto de 300m2 de área útil teve diversos pontos e materiais reaproveitados, alguns mantidos e recolocados (como uma parede de pedra e o telhado de Peroba Rosa), de maneira em que os espaços ficaram amplos com grandes aberturas, cômodos espaçosos e bem distribuídos, possibilitando a circulação de ar e a iluminação natural.
            A predominância de uso de materiais naturais como pedra e madeira, contribuiu para o estilo contemporâneo com referências tradicionais para o projeto. Com grandes aberturas e transparências em todos os espaços, as salas foram projetadas como um ambiente continuo, permitindo a visão dos jardins e amplidão. Para o alcance deste resultado, Marina Adell empregou esquadrias externas de madeira, instaladas pela MADO – Janelas & Portas, devido as opções de aberturas e sistemas diferenciados alinhado a durabilidade e estética do produto.
O projeto também ganhou ícones do passado em sua decoração para resgatar sua memória, como um console e espelho de família, além de um aparador feito com uma base de máquina de costura antiga, que também foi da família. Soluções sustentáveis, alternativas de conforto térmico e soluções energéticas também foram adotadas para incrementar a obra, como o uso de aquecimento solar conjugado com gás e vidros duplos para manter a temperatura interna, ventilação cruzada, brises e beirais para proteção solar.
Marina Adell Arquitetura
Rua Afonso Brás, 408 - CJ 106, Moema - São Paulo-SP
Tel.: (11) 3044-4547

Informações para Imprensa:
Trovata Comunicação
Tel: (11) 5051-2951





















12/01/2012

Arquitetura para visitar...

Listei logo abaixo alguns locais que são possíveis visitar e saber um pouco mais sobre arquitetura e alguns eventos sobre arquitetura que vão acontecer. Lembrando que todos esses eventos e locais são gratuitos! :)

Roteiro arquitetônico de bicicleta
Em parceria com o Instituto Parada Vital, o MCB realiza, no aniversário da cidade, a 2ª edição dos roteiros de bicicleta por residências de interesse arquitetônico em São Paulo, sob orientação do arquiteto Marcelo Ferraz. Fique atento à programação para maiores informações sobre o percurso e o arquiteto que orientará o passeio.
20 vagas, com bicicletas disponíveis no local de saída. Inscrições: (11) 3032 2499
MCB - Museu da Casa Brasileira
Av. Brig. Faria Lima, 2705 - São Paulo - SP

Casa Modernista
De autoria do arquiteto de origem russa Gregori Warchavchik (1896–1972), projetada em 1927 e construída em 1928, é considerada a primeira obra de arquitetura moderna implantada no Brasil.
Rua Santa Cruz, 325 - Vila Mariana - São Paulo - SP
Aberta de terça a domingo, das 09h às 17h
Tem visita monitorada também
Telefone: 11-5083-3232
http://www.museudacidade.sp.gov.br/casamodernista.php

Casa Modernista - Pacaembú
Em 1930, época em que as ruas do bairro Pacaembu eram feitas de terra e quase desabitadas, a inauguração de uma casa de linhas retas, fachada branca e concreto armado na rua Itápolis atraiu a atenção do público. Projetada pelo arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik também.
Ano passado ela reabriu restaurada com mobília original, fotografias e projetos do arquiteto, vale verificar se ainda é possível visitar.
Rua Itápolis, 961 - Pacaembú - São Paulo - SP
Telefone: 11-3661-5066

Casa Modernista - Rua Bahia
Também projetada em 1930 por Gregory Warchavchik, hoje abriga um escritório de design. Visitas podem ser agendadas.
Rua Bahia, 1126 - Pacaembú - São Paulo - SP
Telefone: 11-3663-4975

Edifício Martinelli
Foi o primeiro arranha-céu da cidade de São Paulo, inaugurado em 1929 e com esse título se manteve até 1947 quando foi inaugurado o edifício Altino Arantes, o Banespa. Ao visitar, é possível ver o hall de entrada original e subir até o terraço no 25º andar e admirar a vista do centro da cidade.
Av. São João, 35 - Centro - São Paulo - SP
Visitas de 2ª, 3ª e 6ª das 09h30 às 11h30 e das 14h30 às 16h30, Sábados até 13h
Telefone: 11-3104-2477

http://www.prediomartinelli.com.br

Edifício Altino Arantes - Banespa
A 161,22 m de altura, a torre do Edifício Altino Arantes, inaugurado em 1947, está aberta para a visitação. É possível ver a serra do Mar, o pico do Jaraguá e pontos turísticos da cidade.
Rua João Brícola, 24 - Centro - São Paulo - SP
Visitas: 2ª a 6ª das 10h às 15h (vale ligar, vira e mexe eles abrem aos sábados)
Telefone: 11-3249-7466

Caminhada Noturna pelo Centro
Saindo da frente do Teatro Municipal todas as quintas, mos­tra marcos tradicionais e pontos menos conhecidos da metrópole.
Pça. Ramos de Azevedo, s/ nº (em frente ao Teatro Municipal) - República - São Paulo - SP
Telefone: 11-3256-7909.

Depois coloco mais alguns lugares gratuitos e legais! Enjoy! :)

13/07/2010

Móveis de Fibras

Eu tenho loucura pos móveis de fibra, acho que são um coringa na hora de fazer uma decoração, e vão de projetos extremamente clássicos até os mais modernos.

A maioria deles pode ser usado na área externa e na área interna o uso é livre. Mas normalmente as pessoas acham que esse tipo de mobiliário pode ser usado somente em casas de campo ou de veraneio. O uso é livre e pode ser em todos os tipos de decoração.

A Fibras Arte é uma das empresas pioneiras no Brasil desse tipo de mobiliário, e tem uma variedade incrível de tipos. Essas fotos que estão no blog são do lançamento deste ano. A peça que mais gostei foi a mesa de centro, achei muito legal!!!

Para a Fibras Arte ser o que é hoje, foi preciso muita fibra de dois irmãos que, ainda menores de idade, já aprendiam o artesanato aplicado em móveis para ajudar a família, em uma pequena fábrica de móveis artesanais.

Depois de alguns anos, começaram a trabalhar em casa, num espaço de 40m², com apenas dois ajudantes. O negócio prosperou e, em 1984, inauguraram seu sonho: uma fábrica em Duque de Caxias, a Fibras Arte.

Em 1999, os dois foram ainda mais longe - firmaram parcerias internacionais para comercializar produtos importados da Indonésia, China, Tailândia e Marrocos em seu showroom, criado há 14 anos.

Atualmente, a empresa possui representantes comerciais em diversos estados brasileiros, com acesso direto à fábrica. Além disso, também trabalham com móveis com design exclusivos, projetados pelo arquiteto Paulo César Pinto.

Visite o site da empresa, que também é lindo e tem sugestões de decoração com o mobiliário www.fibrasarte.com.br

OBS: informações da empresa e as fotos foram fornecidas por Priscila Poubel da Assessorando Comunicação.

10/07/2010

Salve, Jorge!

Essa reportagem saiu no dia 26/06 no Suplemento Casa do Jornal O Estado de SP. Sobre Jorge Zalszupin, um dos designers mais aclamados no Brasil e no mundo.

Momento relax. O arquiteto Jorge Zalszupin junto de sua poltrona Dinamaquesa, de 1959.

É com dificuldade que o arquiteto e designer desce os degraus da escada que liga o piso superior ao estar da casa de 600 m², projetada por ele no Jardim América. "Velhice", brinca o polonês de origem judaica, nascido em 1922 e batizado Jerzy Zalszupin. No Brasil, onde chegou no finalzinho dos anos 40 e depois se naturalizou, virou Jorge.

Da Polônia, não guarda boas lembranças. É o antissemitismo percebido desde a infância, os pais separados, o clima de fuga do nazismo. De lá foi para a Romênia, depois Paris, depois o Rio, depois São Paulo. Quase nonagenário, o homem que em casa dizem ser quietíssimo parece não ter receio de expor cicatrizes - como se pode observar na entrevista publicada nas próximas páginas.

Figura notável na história do design nacional, Zalszupin fundou, dez anos depois de sua chegada ao Brasil, o L’Atelier. A empresa marcou época com seus móveis modernos, que hoje trazem o autor novamente à evidência por conta do interesse do mercado - nacional e internacional - pelo mobiliário brasileiro dos anos 40 aos 70. Não é só. Podem-se conhecer outras contribuições importantes do projetista no texto da professora de História do Design Ethel Leon, publicado à página 12.

Falar mais sobre Jorge Zalszupin, o quê? Que projetou várias arquiteturas, que está na ativa e que tem uma relação uterina coma casa e a vida. Em seus 88 anos recém-completados, uma macarronada com a mulher, as filhas e a neta deu conta da comemoração. Mais Jorge, impossível.

Conforto e história. A sala de estar do lar de Jorge Zalszupin sintetiza memórias de 88 anos. Ao fundo. a escada feita de jacarandá

COMEÇO DE VIDA: arquiteto quis lucrar e levou prejuízo

Era 1949. Antes de imigrar para o Brasil, Jorge Zalszupin tinha o equivalente a US$ 500 em Paris. Pensou em comprar algo para vender mais caro na nova terra. Então, torrou o dinheiro em perfumes franceses, mas tudo foi por água abaixo.

Recém-chegado ao País, tentava vender os frascos e nada. "Ninguém comprou e fiquei a zero", conta. Pior: encontrou um dito "amigo" de seu pai, que pegou a mercadoria e disse que ia vendê-la. "Estou esperando ele voltar há uns 70 anos."

ANÁLISE: ETHEL LEON

Arquiteto, designer e professor

A obra de Jorge Zalszupin ainda vai ganhar muitos volumes em bibliotecas. Sua produção tem facetas a serem estudadas e uma delas é assombrosa. Ele liderou um laboratório de design que atendia simultaneamente a uma empresa de computadores, uma de utensílios plásticos, uma de móveis e outra de ferragens!

Essa experiência rara em todo o mundo foi nos anos 70, quando o grupo Forsa comprou o L’Atelier, de Jorge, que fabricava móveis. Levou junto o passe dele, como diretor de desenvolvimento de produtos. São desse período ousados móveis e utensílios.

No L’Atelier, fundado em 1959, novas peças eram desenvolvidas o tempo todo, usando madeira maciça, como o jacarandá, em desenhos por vezes frugais e modernos, aqui e ali com lembrança do design nórdico; e às vezes exagerados, sem economia de matéria-prima, que atendia a uma clientela rica e desejosa de grandes volumes nos ambientes.

Jorge é reverenciado por muitos que trabalharam com ele, pois conseguia ensinar e incentivar seus colaboradores. Que o digam Oswaldo Mellone e Julio Katinsky, autores de projetos de móveis e utensílios gestados com Zalszupin. Muito me alegra ter apresentado Jorge a Etel Carmona, que reeditou vários móveis dele. Seria fantástico que uma empresa de plásticos produzisse o engenhoso balde de gelo ou os armários Putzkits, grandes projetos sem similar...

* Ethel Leon é editora da revista de design Agitprop (www.agitprop.com.br), professora de história do design e autora de ‘Memórias do Design Brasileiro’ (Ed. Senac)

OBS: informações retiradas do Suplemento Casa e da edição digital do Estadão.
REPORTAGEM Beto Abolafio / PRODUÇÃO Ângela Caçapava / FOTOS Zeca Wittner e Divulgação
Ano 6 - Nº 297 120A 26 de Julho de 2010
(clique no título do post para ir para a página original)

23/05/2010

O tempo não pára...

Chuvas em volumes nunca antes registrados, trazendo em seu rastro enchentes e deslizamentos. Temperaturas nas alturas, acumulando recordes - um dos verões mais quentes das últimas décadas. Dias que, por certo, serão lembrados mais pelo excessos de calor (hemisfério sul) e frio (hemisfério norte) e pelas tempestades - principalmente frente a construções como as nossas, ainda pouco adaptadas às instabilidades climáticas.

"Eles sempre se mostraram interessados no assunto. Mas atualmente querem saber detalhes, se certificar de que a casa vai mesmo funcionar em boas condições de conforto térmico", diz o arquiteto Lourenço Gimenes, do escritório Forte, Gimenes & Marcondes Ferraz (FGMF), profissional que vem se acostumando a abordar assuntos como ventilação cruzada e eficiência energética nos encontros com seus clientes.

Sempre preocupado com o desempenho global dos seus projetos, Gimenes afirma que, muitas vezes, são os fatores climáticos, mais do que elementos de ordem estética, que determinam as linhas gerais dos trabalhos da FGMF. A novidade é o interesse, e a preocupação, que os moradores têm demonstrado pelo tema. "Da localização das janelas, passando pelos elementos de proteção e de isolamento, eles querem saber de tudo", relata o arquiteto, para quem, em se tratando de conforto térmico, não existe uma solução padrão, mas procedimentos que devem ser observados constantemente.

Posicionar a casa corretamente no terreno, de preferência com os ambientes que devem ser mais intensamente iluminados voltados para a face norte, e conhecer bem as características de insolação, sobretudo o ângulo de incidência dos raios solares, e o regime de ventos locais, são, segundo ele, critérios básicos para se dar início a qualquer projeto. No mais, tudo vai depender da habilidade de cada profissional em se adequar às condições locais.

Uma opinião compartilhada, em número e grau, pelo arquiteto Ricardo Julião, para quem as mais elevadas expressões construtivas da história da arquitetura são aquelas que guardaram estreita relação com seu entorno. "A transposição pura e simples de modelos de outros países, como as casas neoclássicas, normalmente sem beirais, ou os chalés alpinos, com telhados inclinados, são mais que aberrações estéticas. São soluções inadequadas ao nosso clima", dispara ele.

Diante da ameaça de aquecimento global, Julião acredita que construções pouco eficientes em termos de desempenho térmico podem significar não apenas perda de qualidade de vida para seus habitantes mas um risco para todo o ambiente - na medida em que, um aumento de consumo causado pela adoção indiscriminada de aparelhos de ar-condicionado, por exemplo, colabora para a criação de mais e mais usinas hidrelétricas ou termoelétricas (fontes de energia sabidamente capazes de acarretar grande impacto ambiental).

"Entre as consequências mais evidentes da urbanização acelerada, temos a formação de condições climáticas particulares, verdadeiros micro-climas, resultado direto da atividade humana sobre a natureza. É preciso ficar atento aos riscos de inundações e desmoronamentos, mesmo na cidade", alerta Julião. Segundo o arquiteto, a perda da camada vegetal - superfície natural de drenagem - é um dos desafios a serem enfrentados.

Assim, uma configuração residencial ideal seria aquela capaz de minimizar ao máximo seu impacto sobre o microclima e mais adaptada às condições de insolação e ventilação. "O conforto é obtido a partir da manipulação de um complexo conjunto de fatores: temperatura, umidade, circulação de ar e radiação solar. É a dosagem correta desses parâmetros que produz sensações térmicas agradáveis ou não", explica Rodrigo Marcondes Ferraz, outro sócio da FGMF.

Caminhos do sol. A incidência de luz solar é o item que mais influencia o ganho térmico nas edificações, variando em intensidade de acordo com as aberturas e os materiais construtivos utilizados. Segundo Marcondes Ferraz, existem alguns casos em que a incidência dos raios de sol se dá quase perpendicularmente à fachada. Por vezes é necessário até mesmo obstruir essas aberturas por completo, bloqueando até mesmo a luz natural.

"Costumo dizer a meus clientes que o importante é controlar o excesso de radiação solar nos ambientes. Uma vez que o calor entrou, conter o avanço da temperatura acaba sendo muito mais trabalhoso. E bem mais custoso", alerta Ricardo Julião. Como elementos de proteção, ele aconselha, além dos vidros de última geração, que filtram a luz, telhados com beirais pronunciados e brise-soleils.

Utilizados para impedir a incidência direta de radiação solar nos interiores de um edifício, os brises foram bastante explorados pela arquitetura modernista, onde aparecem construídos em concreto, madeira e alumínio. Normalmente formados por uma série de lâminas, móveis ou não, eles devem ser posicionados frente às aberturas. Quando móveis, permitem aumentar (ou diminuir) a entrada dos raios solares no recinto.

"A insolação intensa é, aparentemente, a maior causa do desconforto térmico. Mas o problema, muitas vezes, começa bem antes", afirma Marcondes Ferraz. "É preciso se ocupar do assunto ainda na fase de construção. Paredes de maior espessura, feitas de tijolos cerâmicos, são isolantes térmicos naturais. Para os telhados, é sempre interessante optar por forros, isolantes ou mesmo telhas térmicas", pontua. Para as fachadas sujeitas à insolação intensa, ele aconselha a pintura em cores claras.

A curva dos ventos. Uma boa condição de ventilação é essencial para se atingir níveis satisfatórios de conforto nos interiores. O deslocamento do ar através de aberturas - umas funcionando como entrada, outras como saída - pode, desde que bem planejado, proporcionar resfriamento adicional aos ambientes. "É interessante sempre trabalhar com a ventilação cruzada, prevendo a circulação do ar de acordo com a posição das aberturas e o regime de ventos do local - convergentes para uso nos meses mais quentes, mas com possibilidade de fechamento durante os mais frios", explica Marcondes Ferraz.

Por fim, existem dois recursos, agradáveis aos cinco sentidos, que podem bem ser empregados para aprimorar a sensação de frescor: a instalação de espelhos d’água e jardins em áreas próximas às aberturas, o que inclui árvores de maior porte, que, além de sombrear, ajudam a reduzir ruídos externos e atuam como um espécie de filtro, captando a poeira.

Mas, para conseguir os melhores resultados, é necessário sempre se levar em conta a forma e as características de desenvolvimento de cada planta, tanto no verão, quanto no inverno. Segundo os profissionais, uma boa dica é optar por árvores com folhas caducas, vegetação que, além de oferecer sombreamento sem bloquear a luz natural no verão, possibilita plena incidência de luz no inverno - período de queda das folhas.

Como se vê, fazer as pazes com o clima, ao contrário do que parece, não é missão impossível. Mesmo quem já construiu pode desfrutar de dias de conforto com a adoção de medidas simples. Para ajudar na tarefa, o Casa apresenta (na pág. anterior) dicas e soluções de projeto de eficácia comprovada quando o assunto é garantir melhores condições térmicas entre quatro paredes - e pelos próximos invernos e verões.

OBS:
reportagem do suplemento Casa & Sustentabilidade, publicado no Jornal O Estado de São Paulo em 25/04/2010. Para acessar a reportagem original, clique no título do post.

01/05/2010

Casa Modernista na Rua Santa Cruz - Gregory Warchavchik

Estive lá no começo no ano passado, mais precisamente em Março, e não sei porque não coloquei nada no blog. Então, aproveitando que coloquei as informações sobre a casa da Rua Itápolis, vou atualizar com informações sobre essa casa que é tão legal quanto, e é de fato a primeira construída.

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Fotos tiradas pelo Robson Leandro :)
http://www.flickr.com/photos/robsonleandro/page60/

A Casa Modernista da rua Santa Cruz localiza-se no distrito de Vila Mariana, em São Paulo. Projeto do arquiteto Gregori Warchavchik é considerada a primeira residência modernista do Brasil, e é tombada pelo poder público estadual por sua importância histórica, artística e arquitetônica.

Em 1927, em função de seu casamento, começa a construir para si, na rua Santa Cruz, bairro de Vila Mariana, em São Paulo, aquela que seria considerada a primeira casa modernista do país, concluída em 1928. O projeto, a construção, a decoração, os interiores, os móveis e as peças de iluminação, são de autoria do arquiteto. Mina Klabin Warchavchik, além de prover financeiramente a obra, também colaborou com o projeto paisagístico para o jardim - eventualmente também considerado o primeiro projeto paisagístico moderno do país, embora tal afirmação também encontre divergências.

Muitos foram os obstáculos para tal empreendimento, desde a aprovação da fachada pela prefeitura até a disponibilidade do material desejado e o emprego da mão-de-obra. Para conseguir a aprovação dos “censores de fachadas” da Prefeitura de São Paulo, Warchavchik teve de apresentar um projeto ligeiramente camuflado com ornatos. Mas, ao começar a construção, alegou falta de recursos para tais acabamentos e assim a casa ficou conforme seu ideal - livre de rebuscamento, estuques e cornijas.

A beleza da fachada terá que resultar da racionalidade do plano da disposição interior, como a forma da máquina é determinada pelo mecanismo que é a sua alma. Manifesto número um da “Moderna Arquitetura Brasileira”.

Com esse projeto, surge uma das polêmicas mais importantes do movimento moderno, provocado pelo arquiteto Dácio de Morais, que o criticava em artigos do Correio Paulistano. Também no Correio, em 1928, Warchavchik responde às críticas com o artigo “Arquitetura Nova”, no qual encontra-se o seguinte trecho:

Não querendo copiar o que na Europa está se fazendo, inspirado pelo encanto das paisagens brasileiras, tentei criar um caráter de arquitetura que se adaptasse a esta região, ao clima e também às antigas tradições desta terra. Ao lado de linhas retas, nítidas, verticais e horizontais, que constituem, em forma de cubos e planos, o principal elemento da arquitetura moderna, fiz uso das tão decorativas e características telhas coloniais e creio que consegui idear uma casa muito brasileira, pela sua perfeita adaptação ao ambiente. O jardim, de caráter tropical, em redor da casa, contém toda a riqueza das plantas típicas brasileiras.[1]

Em suma, seu projeto para a casa teve como objetivo a racionalidade, o conforto, a utilidade, uma boa ventilação e iluminação – ideais preconizados por Le Corbusier. Inspirado nas paisagens brasileiras, criou uma arquitetura que se adaptou à região, ao clima e às tradições do país. O uso das telhas coloniais ao lado das linhas retas – principais elementos da arquitetura moderna – e a composição da arquitetura com o jardim de flora nativa de caráter tropical, projetado por sua esposa, deram à residência um aspecto muito brasileiro.

Durante a construção da casa, Warchavchik se deparou com alguns problemas devidos às limitações técnicas do país. Teve de vencer dificuldades como o alto preço dos materiais - cimento, vidro e ferro - e com a falta de uma indústria de acessórios construtivos típicos da arquitetura moderna. Além disso, teve de se transformar em mestre de obras, uma vez que a mão-de-obra também não estava preparada para tamanha inovação. Para tanto, montou oficinas para a execução de esquadrias de madeira lisa e, graças a um mestre de marcenaria alemão, introduziu no país a madeira compensada. A alvenaria também não pôde ser feita de concreto armado, mas de tijolo revestido por cimento branco.

Participantes da Semana de Arte Moderna de 1922, como Oswald de Andrade, Anísio Teixeira, Mário de Andrade, Osvaldo da Costa e Mário de Andrade, opinaram sobre o sucesso de Warchavchik, ao conseguir uma essência nacional na casa sem comprometer o objetivo de romper com os elementos tradicionais da Arquitetura.

Reforma de 1934

Em 1934 o arquiteto resolve reformar a casa, deslocando a entrada frontal para lateral e incluindo uma marquise. O mesmo se dá com o portão de acesso ao terreno, que é deslocado para a esquerda, onde se encontra até hoje. Foi ampliada a sala de estar, que avançou sobre a varanda e no piso superior foi criada uma varanda em substituição ao telhado colonial existente, um banheiro e foi ampliado o quarto principal. Os caixilhos originais em ferro foram substituídos por madeira e o caixilho com basculantes na escada foi substituído por blocos de vidro cilíndricos.

Atualidade

A casa, hoje pertencente ao Estado de São Paulo, foi tombada em 1986 [2] pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado e reconhecida como Patrimônio Histórico pelo IPHAN, tornando-se um parque. O tombamento se deu por intermédio de moradores da região que queriam impedir a implantação de um loteamento residencial, proposto por uma construtora, para o local.

Durante décadas, a casa da Rua Santa Cruz recebeu inúmeros projetos de restauro, sem que nada ocorresse de efetivo. Durante muito tempo esteve em péssimo estado de conservação. No final da década de 1990, um grupo de arquitetos fundadores da Escola da Cidade propôs implantar no parque-jardim, de aproximadamente 13.000m², uma escola de arquitetura; porém, foi impedido pela Secretaria da Cultura e pela Associação Pró-Parque Modernista, receosas de que a intervenção prejudicasse o parque.

Mais recentemente, representantes brasileiros de uma associação mundial que visa a preservação do patrimônio arquitetônico moderno, reuniram-se com o objetivo de solucionar os problemas da Casa de Warchavchik. O parque foi utilizado durante algum tempo por um grupo escoteiro para a manutenção e o cuidado.

Nos anos 2000 são realizadas obras para a restauração do imóvel, com a primeira etapa de 2000 a 2002 e segunda entre 2004 e 2007. Estas reformas restauraram a casa principal, mas o orçamento foi insuficiente para a recuperação da edícula e do parque.

Em março de 2008, o governo do Estado transferiu para a Prefeitura a responsabilidade pelo uso e manutenção da Casa Modernista. Como permissionária do imóvel, realiza trabalhos emergenciais e a reabre o parque e a casa em agosto do mesmo ano. No entanto, o conjunto precisa de completa recuperação ainda em andamento no final de 2008. Atualmente é uma das onze casas do Museu da Cidade de São Paulo.

OBS: informações retiradas do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_Modernista_%28rua_Santa_Cruz,_S%C3%A3o_Paulo%29.

16/12/2009

Casa Cor Trio


Estive há duas semanas na Casa Cor Trio, mas estava absolutamente sem tempo para postar aqui as fotos. Gostei muito de ter ido, até porque foi um mix de informações muito valiosas que vi por lá, com soluções diferentes e criatividade.
Para quem não conhece, a Casa Cor Trio é um mix da Casa Boa Mesa (ambientes de alimentação), Casa Office (ambientes como escritórios e corporativos) e a Casa Entretenimento (ambientes voltados para o lazer).


Vi por lá idéias antigas, mas com um toque renovado, um paisagismo simples mas funcional, ambientes que a princípio pareciam simples eram muito elaborados, e a cada momento pareciam se renovar.



A entrada era simplesmente digna de uma rainha, e é assim que eu me senti lá, quando passei pelo tapete vermelho. A cortina de bolhas da bilheteria também era muuuito legal, mas não é uma idéia nova, só estava utilizada de uma forma diferente.


Já o espelho d'água era uma sensação: com bordas infinitas, feito todo de pedra recortada, como se fossem pastilhas cerâmicas, em um tom verde maravilhoso... Ao seu redor, o paisagismo deu prioridade para plantas perfumadas como lavanda, alecrim, manjericão, etc...



Gostei muito da casa de chá, era super simples, mas tinha um adesivo nas paredes inteiras, com desenhos de arabescos que eram muito bonito.


Outra coisa que me chamou muito a atenção é que tudo é funcional hoje em dia, não existe mais uma decoração pura e simplesmente ornamental.


E o que eu mais gostei foi do teto em ondas feito com ripas de madeira e um muro verde, lindo mesmo!!! É uma das coisas mais bonitas e contemporâneas que eu já vi :)



Ah, fora o que é usado nos jardins, como ladrilhos hidráulicos, que estão na moda, fontes, e convivência! Dá para perceber que as criações foram baseadas em pessoas!



E quando eu achei que não ia ver mais nada de interessante, achei um escritório com teto todo coberto por um adesivo com desenhos de grafites e uma sala, lotada de PIPOCA... Eu sou viciada em pipoca, toda semana como uma bacia enoooorme e me senti no paraíso!!!


Espero que vocês gostem das fotos! Estive lá no último dia e graças a arquiteta Adriana Scartaris que fez a cozinha da família na Casa Cor Trio e conseguiu um convite para mim, muito obrigada! Detalhe para esse banheiro geométrico, lindo!

OBS: todas as fotos foram tiradas por mim e a Casa Cor Trio acabou no dia 06/12/2009, mas ano que vem tem mais!