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06/03/2014

Alcântara - MA

Bom, falando um pouco sobre viagens, há um pouco mais de um ano, fui visitar algumas cidades do Maranhão de férias. Como eu já contei aqui, gosto muito de arquitetura histórica, patrimônio, edifícios antigos e cidades que colaboraram para a formação do Brasil.

Para começar a falar um pouco sobre este estado lindo, vou falar sobre a cidade de Alcântara. Essa pequena cidade localizada a 2º (dois graus) da linha do Equador, fica na parte do continente que é próxima a ilha de São Luis, capital do estado. É possível chegar lá pegando um catamarã que sai do Porto da Praia Grande em São Luis e a viagem dura mais ou menos uma hora em mar aberto (evitem dias chuvosos porque o mar é revolto).

E tudo gira em torno da maré no Maranhão... A compensação de água das marés acontece de 6 em 6 horas, e o mar desce 8 metros quando a maré baixa, esses metros são consideráveis pois o mar praticamente some da cidade e aparecem alguns quilômetros de praias e mangues. O porquê de tudo isso é que todas as viagens de barco devem ser programadas de acordo com a maré alta... Se não, você corre o risco de ficar na cidade e voltar no dia seguinte ou, se já estiver no meio do caminho, descer até onde o barco conseguir chegar e depois dar uma boa caminhada, pela faixa de areia que apareceu, até a orla (foi o que aconteceu e foi uma aventura e tanto rsrsrs).

Mas falando da cidade, existem muitas ladeiras e casarios coloniais com todos os tipos de azulejos portugueses. Visitei as ruínas da Igreja da Matriz de São Matias, a antiga cadeia e o pelourinho original de pedras e com tronco. As coisas por lá parecem que pararam no tempo! As ruas e calçadas ainda são de pedra, boa parte é original. Passei rapidamente pela Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que data de 1803 e foi construída pelos escravos que não podiam frequentar as outras igrejas.

Também passei pela Igreja do Carmo, essa com mais tempo. Ela foi construída pelos padres carmelitas calçados e data de 1665. 
É impressionante como todas as ruínas da cidade são de obras inacabadas. Alcântara era a cidade mais rica da capitania hereditária do Grão Pará, o que despertou o interesse do imperador D. Pedro II na época, isso fez com que a cidade crescesse ainda mais, mas ele nunca foi lá, e com a abolição da escravatura e ascensão de São Luis, a cidade foi abandonada e parece uma cidade fantasma.

Ainda existem comunidades originais descendentes de quilombos por lá! É o máximo poder ver de perto uma parte da história que parecia tão longe no tempo...

Para terminar, lá também existe o Museu Aeroespacial de Alcântara, que faz parte do Centro de Lançamentos de Alcântara. Houve um acidente lá no ano de 2003 e desde então o museu está fechado para visitação, inclusive as atividades do Centro de Lançamentos estão paralisadas. Mas por causa da maré, nem teríamos tempo de passar por lá.

Vale dar uma passada por lá, mesmo com o enjoo que dá o balanço do catamarã. Existem também visitas às praias e ilhas próximas de lá, mas isso seria mais um dia de passeio.


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19/01/2012

Região da Nova Luz

Durante o ano passado, fiz alguns trabalhos para a faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Um deles foi o levantamento da região da Nova Luz, que já está em andamento, sofrendo algumas modificações, restaurações, demolições e requalificações.

As fotos do levantamento compreenderam apenas um quarteirão, entre as ruas do Triunfo, dos Gusmões, dos Andradas e Gal. Osório, mas tivemos que verificar toda a região, desde edificações e ruas até o tipo de uso das moradias, frequentadores da região e o transporte público local.

Além de alguns prédios restaurados, tem aqueles que estão bem degradados porém não podem ser demolidos e os que serão destruídos dando lugar para novos.
O resultado está nessas fotos :)

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24/10/2010

Falando em São Paulo...



E falando de São Paulo, um vídeo do premiado cineasta e morador de São Paulo Marcelo Galvão, que conversa com a arquiteta Letícia Nobell, com os designers Fernando e Humberto Campana e com os arquitetos da Triptyque, sobre a forma como eles se relacionam com a cidade, como ela inspira a criatividade e a indústria, o que ela significa para eles.


No site Wallpaper tem de outras metrópoles do mundo, só olhar lá, que foi de onde tirei esse vídeo!
http://www.wallpaper.com/video/travel/city-short-so-paulo/207544211001


Diretor: Marcelo Galvão
Fotografia: Eduardo Makino
Diretores Assistentes: Gabriel Borba, Mauro Lima
Editores: Paulo Rosa, Marcelo Galvão
Arte: Rodrigo Tavares
Som: Sidney Sapucaia

03/06/2010

Lançamento no Alto da Lapa - AHOUSE

Olá Pessoal...

Estou mais atenta ao trabalhos das construtoras hoje em dia e já divulguei aqui alguns que achei interessantes e esse é mais um desses casos.



Coloquei logo abaixo algumas informações sobre o edifício e os apartamentos:

Apartamento

Metragem: 76 m²
Dormitórios: 3 Dorm
Suítes: 1 Suíte(s)
Vagas na Garagem: 2 Vaga(s)

Áreas Comuns

- Churrasqueira Com Forno De Pizza
- Espaço Gourmet
- Espaço Office
- Fitness
- Piscina Com Raia 17,5m
- Sala De Massagem
- Salão De Festas
- Sauna C/ Descanso
- Solarium
- Vagas Para Visitantes

Descritivo:

Total de unidades: 68 tipo + 4 Coberturas
Qtde vagas: 01 ou 02 + depósito
Pavimentos: 18 andares

Produto tipo: 03 Dorms (1 suíte)
Opção 1 : passa prato
Opção 2 : sala ampliada
Terraço c/ churrasqueira

Projeto Arquitetura: Gabriel Kalili
Projeto Paisagismo: Martha Gavião

Quem estiver interessado em conhecer o empreendimento, entre em contato com o corretor, seguem os dados dele:
- Igor Mendonça
- igor@ahouse.com.br
- www.ahouse.com.br
(se alguém quiser o telefone, me avise)

Para ser direcionado para o site da construtora, clique no título do post. :)

29/05/2010

Concreto e Suas Propriedades

Essa semana participei de um curso para me tornar técnica em concretagem. Ainda vou para a segunda fase, mas a primeira foi muito esclarecedora, me tirou muitas dúvidas e me ensinou o que fazer e não fazer na hora de comprar concreto para uma obra.

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Vou colocar aqui algumas informações sobre concreto que aprendi lá e que pode ser interessante para quem pretende ou já manuseia o concreto! :)

Composição

O concreto é formado por cimento, agregado miúdo (pedriscos, areia fina e grossa, etc), agregado graúdo (brita nos tamanhos 0 e 1), água e aditivos.

Água + Cimento = Pasta + Areia = Argamassa + Pedra = CONCRETO

Na betoneira, o concreto é misturado seco, com a areia e a brita, depois são colocados o aditivo e a água na dosagem exigida para cada tipo de concreto.

O que é traço?

O traço de concreto descreve os componentes e as quantidades necessárias para compor o volume de 1m³, ou seja, o que será usado como parâmetro para determinado tipo de concreto.

Estudos e testes de laboratório, determinam o traço de concreto necessário para atender a obra em termos de trabalhabilidade (concreto fresco), resistência e durabilidade (concreto endurecido).

Aditivos

São produtos químicos que proporcionam alteração no comportamento físico-químico do concreto fresco e/ou endurecido, conferindo ao concreto novas propriedades quanto à trabalhabilidade, resistências e/ou durabilidade.

Principais Aditivos:
- plastificantes: reduz a quantidade de água necessária em 6%
- polifuncionais (+ usados): reduzem a quantidade de água necessária de 12% a 15%
- superplastificantes: consegue fazer qualquer slump (quantidade de água no traço) e é usado geralmente para fazer concreto com resistência de 100MPa
- incorporadores de ar: deixa a superfície do concreto impermeável, impedindo que a água saia da mistura do concreto
- aceleradores: seca e aumenta a resistência rapidamente
- retardadores: demoram para secar mas não perdem a resistência

Tipos de Concreto

- concreto convencional
- concreto bombeável
- concreto auto adensável
- concreto de alta resistência
- concreto com temperatura controlada
- concreto leve
- concreto pesado
- concreto colorido
- concreto com pega-programada
- concreto submerso
- concreto com módulo de elasticidade especificado
- concreto compactado a rolo
- concreto para pisos industriais
- concreto para pavimentos
- concreto projetado
- concreto ecológico (leva borracha de pneu no lugar da brita)
- concreto com adição de fibras (para calçada não ter fissuras)
- concreto sem finos (cavernoso)
- concreto massa (com gelo)

Observações Importantes

- programe a chegada do caminhão betoneira com pelo menos 15 dias antes da data da concretagem na obra;
- as concreteiras não vendem menos que 3m³;
- cada caminhão came 8m³ de concreto
- sempre peça para um projetista calcular a quantidade de cada item da composição do concreto de acordo com o tipo de concreto exigido e resistência esperada;
- programe os intervalos de integra caso seja necessário mais de um caminhão;
- calcule o volume corretamente, pois não há encaixe de outros caminhões adicionais durante o dia programado;
- se o concreto tiver que ser bombeado na obra, a instalação da tubulação de passagem do concreto e a bomba devem ser instalados com antecedência, para que seja possível o caminhão chegar e apenas descarregar.

Bom, espero ter passado algumas das informações que aprendi no curso e que elas ajudem vocês na hora de usar esse material, que particularmente, gosto muito e que tem potencial para ser cada vez mais melhorado e usado.

OBS: fotos tiradas por mim e informações obtidas no curso da empresa Engemix, do grupo Votorantim.

01/05/2010

Casa Modernista na Rua Santa Cruz - Gregory Warchavchik

Estive lá no começo no ano passado, mais precisamente em Março, e não sei porque não coloquei nada no blog. Então, aproveitando que coloquei as informações sobre a casa da Rua Itápolis, vou atualizar com informações sobre essa casa que é tão legal quanto, e é de fato a primeira construída.

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Fotos tiradas pelo Robson Leandro :)
http://www.flickr.com/photos/robsonleandro/page60/

A Casa Modernista da rua Santa Cruz localiza-se no distrito de Vila Mariana, em São Paulo. Projeto do arquiteto Gregori Warchavchik é considerada a primeira residência modernista do Brasil, e é tombada pelo poder público estadual por sua importância histórica, artística e arquitetônica.

Em 1927, em função de seu casamento, começa a construir para si, na rua Santa Cruz, bairro de Vila Mariana, em São Paulo, aquela que seria considerada a primeira casa modernista do país, concluída em 1928. O projeto, a construção, a decoração, os interiores, os móveis e as peças de iluminação, são de autoria do arquiteto. Mina Klabin Warchavchik, além de prover financeiramente a obra, também colaborou com o projeto paisagístico para o jardim - eventualmente também considerado o primeiro projeto paisagístico moderno do país, embora tal afirmação também encontre divergências.

Muitos foram os obstáculos para tal empreendimento, desde a aprovação da fachada pela prefeitura até a disponibilidade do material desejado e o emprego da mão-de-obra. Para conseguir a aprovação dos “censores de fachadas” da Prefeitura de São Paulo, Warchavchik teve de apresentar um projeto ligeiramente camuflado com ornatos. Mas, ao começar a construção, alegou falta de recursos para tais acabamentos e assim a casa ficou conforme seu ideal - livre de rebuscamento, estuques e cornijas.

A beleza da fachada terá que resultar da racionalidade do plano da disposição interior, como a forma da máquina é determinada pelo mecanismo que é a sua alma. Manifesto número um da “Moderna Arquitetura Brasileira”.

Com esse projeto, surge uma das polêmicas mais importantes do movimento moderno, provocado pelo arquiteto Dácio de Morais, que o criticava em artigos do Correio Paulistano. Também no Correio, em 1928, Warchavchik responde às críticas com o artigo “Arquitetura Nova”, no qual encontra-se o seguinte trecho:

Não querendo copiar o que na Europa está se fazendo, inspirado pelo encanto das paisagens brasileiras, tentei criar um caráter de arquitetura que se adaptasse a esta região, ao clima e também às antigas tradições desta terra. Ao lado de linhas retas, nítidas, verticais e horizontais, que constituem, em forma de cubos e planos, o principal elemento da arquitetura moderna, fiz uso das tão decorativas e características telhas coloniais e creio que consegui idear uma casa muito brasileira, pela sua perfeita adaptação ao ambiente. O jardim, de caráter tropical, em redor da casa, contém toda a riqueza das plantas típicas brasileiras.[1]

Em suma, seu projeto para a casa teve como objetivo a racionalidade, o conforto, a utilidade, uma boa ventilação e iluminação – ideais preconizados por Le Corbusier. Inspirado nas paisagens brasileiras, criou uma arquitetura que se adaptou à região, ao clima e às tradições do país. O uso das telhas coloniais ao lado das linhas retas – principais elementos da arquitetura moderna – e a composição da arquitetura com o jardim de flora nativa de caráter tropical, projetado por sua esposa, deram à residência um aspecto muito brasileiro.

Durante a construção da casa, Warchavchik se deparou com alguns problemas devidos às limitações técnicas do país. Teve de vencer dificuldades como o alto preço dos materiais - cimento, vidro e ferro - e com a falta de uma indústria de acessórios construtivos típicos da arquitetura moderna. Além disso, teve de se transformar em mestre de obras, uma vez que a mão-de-obra também não estava preparada para tamanha inovação. Para tanto, montou oficinas para a execução de esquadrias de madeira lisa e, graças a um mestre de marcenaria alemão, introduziu no país a madeira compensada. A alvenaria também não pôde ser feita de concreto armado, mas de tijolo revestido por cimento branco.

Participantes da Semana de Arte Moderna de 1922, como Oswald de Andrade, Anísio Teixeira, Mário de Andrade, Osvaldo da Costa e Mário de Andrade, opinaram sobre o sucesso de Warchavchik, ao conseguir uma essência nacional na casa sem comprometer o objetivo de romper com os elementos tradicionais da Arquitetura.

Reforma de 1934

Em 1934 o arquiteto resolve reformar a casa, deslocando a entrada frontal para lateral e incluindo uma marquise. O mesmo se dá com o portão de acesso ao terreno, que é deslocado para a esquerda, onde se encontra até hoje. Foi ampliada a sala de estar, que avançou sobre a varanda e no piso superior foi criada uma varanda em substituição ao telhado colonial existente, um banheiro e foi ampliado o quarto principal. Os caixilhos originais em ferro foram substituídos por madeira e o caixilho com basculantes na escada foi substituído por blocos de vidro cilíndricos.

Atualidade

A casa, hoje pertencente ao Estado de São Paulo, foi tombada em 1986 [2] pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado e reconhecida como Patrimônio Histórico pelo IPHAN, tornando-se um parque. O tombamento se deu por intermédio de moradores da região que queriam impedir a implantação de um loteamento residencial, proposto por uma construtora, para o local.

Durante décadas, a casa da Rua Santa Cruz recebeu inúmeros projetos de restauro, sem que nada ocorresse de efetivo. Durante muito tempo esteve em péssimo estado de conservação. No final da década de 1990, um grupo de arquitetos fundadores da Escola da Cidade propôs implantar no parque-jardim, de aproximadamente 13.000m², uma escola de arquitetura; porém, foi impedido pela Secretaria da Cultura e pela Associação Pró-Parque Modernista, receosas de que a intervenção prejudicasse o parque.

Mais recentemente, representantes brasileiros de uma associação mundial que visa a preservação do patrimônio arquitetônico moderno, reuniram-se com o objetivo de solucionar os problemas da Casa de Warchavchik. O parque foi utilizado durante algum tempo por um grupo escoteiro para a manutenção e o cuidado.

Nos anos 2000 são realizadas obras para a restauração do imóvel, com a primeira etapa de 2000 a 2002 e segunda entre 2004 e 2007. Estas reformas restauraram a casa principal, mas o orçamento foi insuficiente para a recuperação da edícula e do parque.

Em março de 2008, o governo do Estado transferiu para a Prefeitura a responsabilidade pelo uso e manutenção da Casa Modernista. Como permissionária do imóvel, realiza trabalhos emergenciais e a reabre o parque e a casa em agosto do mesmo ano. No entanto, o conjunto precisa de completa recuperação ainda em andamento no final de 2008. Atualmente é uma das onze casas do Museu da Cidade de São Paulo.

OBS: informações retiradas do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_Modernista_%28rua_Santa_Cruz,_S%C3%A3o_Paulo%29.

Outros Planos: Brasília 50 Anos

Na semana passada, exatamente no dia 21/04, Brasília comemorou seu aniversário de 50 anos e levantou várias questões sobre seu urbanismo e arquitetura tão famosos e problemáticos em alguns pontos. O MCB, Museu da Casa Brasileira, fez uma exposição que mostra quais foram os outros projetos que concorreram com o de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. Abaixo seguem as informações! :)

Exposição “Outros Planos: Brasílias”
Reúne projetos finalistas do concurso para o plano piloto da Nova Capital
Abertura: 20 de abril, às 19h30
Visitação: 21 de abril a 16 de maio
Debates: 27 de abril e 11 de maio, às 19h30

Os sete projetos finalistas do concurso para o Plano Piloto da então nova Capital do Brasil, realizado em 1957, estarão na Exposição “Outros Planos: Brasília”, uma realização do Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBea).

Com curadoria do arquiteto Eduardo Della Manna, pesquisa de Jeferson Tavares e projeto de Fernando Brandão, a mostra traz as várias soluções urbanísticas, premiadas e ainda pouco conhecidas, e que tiveram um único objetivo: propor uma cidade ideal como Capital do País.

Serão apresentadas, em detalhes, as possíveis Brasílias em que os pedestres caminhariam em esteiras rolantes ou onde gigantescos edifícios substituíriam os tradicionais bairros.

“Hoje, sabemos da existência de mais de 30 planos para Brasília”, diz Eduardo Della Manna. “Esse conjunto de propostas carrega uma diversidade de soluções urbanísticas, algumas tradicionais, outras inovadoras, ainda pouco conhecidas”.

Uma visão crítica sobre a Brasília, que está completando 50 anos, passa pelo conhecimento de sua história. Qual foi o legado do projeto urbano da nova capital? E como teriam sido os outros projetos não construídos? Estas questões permeiam a mostra e os dois debates que serão realizados com alguns dos autores dos sete projetos finalistas, críticos e urbanistas. Como se sabe, o grande vencedor foi Lúcio Costa, com suas superquadras, as Asas Norte e Sul, a Praça dos Três Poderes e os Eixos Monumental e Rodoviário, os comércios locais e os prédios de seis andares.

Lista dos finalistas

1º lugar – Lúcio Costa
2º lugar – Boruch Milmann, João Henrique Rocha e Ney Fontes Gonçalves
3º lugar (empatados) – Marcelo Roberto e Maurício Roberto; Rino Levi, Roberto Cerqueira César, Luiz Roberto de Carvalho Franco e Paulo Fragoso
5º colocado (empatados) – Carlos Cascaldi, João V. Artigas, Mário Wagner V. Cunha e Paulo de Camargo e Almeida; Henrique E. Mindlin e Giancarlo Palanti; Construtécnica S/A – Milton C. Ghiraldini

O arquiteto Jeferson Tavares, responsável pela pesquisa dos projetos, diz que a seleção permite uma percepção das decisões do júri: “Compreendemos, assim, que a eleição dos finalistas esteve diretamente atrelada aos preceitos da vanguarda urbanística da época, ligada ao Movimento Moderno, embora a contribuição dos projetos vá além desses preceitos”. E conclui: “A mostra é um olhar sobre a realidade urbana brasileira da primeira metade do século XX, cujas soluções – esquecidas ou ignoradas – ainda podem nos ensinar através de erros e acertos”.

Na mostra, haverá painéis com imagens e textos que sintetizam cada uma das sete propostas premiadas, além dos comentários do júri, precedidos de uma breve contextualização do período e de fatos antecedentes ao concurso de 1957. O concurso do Plano Piloto era uma disputa de ideias, não de detalhes. De alguma forma, isso será revivido nesta exposição.

Haverá, também, um conjunto de vitrines com um pouco da memória em torno da inauguração de Brasília.

Arquiteto e urbanista, o curador Eduardo Della Manna é sócio-diretor do escritório PPU Planejamento e Projetos Urbanos e mestre pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Entre outros trabalhos, participou do Plano de Ação Integrada da Favela de Paraisópolis (2002), do Plano de Requalificação Sócio-Econômica do Centro Novo de São Paulo (2004) e do Plano de Desenvolvimento Sustentável da Região Serrana do Espírito Santo (2004).

Debates

Outros planos: Brasílias. Como seriam as outras brasílias?
27 de abril, às 19h30
Participam os arquitetos Jeferson Tavares, Jorge Wilheim, Pedro Paulo de Melo Saraiva e Marcio Roberto. Moderador: Eduardo Della Manna.

Brasílias: Reflexão e Crítica
11 de maio, às 19h30
Participam os arquitetos Jeferson Tavares, Sylvia Ficher, Milton Braga e Fernando Serapião. Moderador: Marcio Mazza.

Exposição

“Outros Planos: Brasílias”
Abertura: 20 de abril, às 19h30
Visitação: 21 de abril a 16 de maio
Debates: 27 de abril e 11 de maio, às 19h30

Serviço

Local: Museu da Casa Brasileira
Av. Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano Tel. 3032-3727
Ingresso: R$ 4,00 – Estudantes: R$ 2,00 (Gratuito domingos e feriados).
Acesso a portadores de deficiência física.
Visitas orientadas: 3032-2564 agendamento@mcb.org.br
Site: www.mcb.org.br
Twitter.com/mcb_org
Estacionamento: de terça a sábado até 30 min. grátis, até 2 horas R$ 8,00, demais horas R$ 2,00. Domingo: preço único de R$ 10,00.

OBS: informações retiradas do site www.mcb.org.br e http://theurbanearth.wordpress.com/

02/11/2009

8ª Bienal de Arquitetura em SP

Megaeventos e futuro sustentável são temas da 8ª BIA em SP

O impacto da realização de megaeventos nos centros urbanos será o tema central da 8ª Bienal Internacional de Arquitetura (BIA), que vai de 31 de outubro a 6 de dezembro no Parque Ibirapuera, em São Paulo (SP). A organização espera um público de 400 mil pessoas, o dobro do público da edição de 2007.

Com o tema "Ecos Urbanos", a Bienal deste ano se propõe a abordar quatro conceitos: espacialidade, conectividade, originalidade e sustentabilidade. "Queremos falar sobre a responsabilidade do arquiteto na concepção dos espaços coletivos. Mesmo a construção com finalidade social tem de ter originalidade, conectar a malha urbana e ser pensado em sua totalidade", explica Rosana Ferrari, presidente-executiva da 8ª BIA.

Workshops e um Fórum Permanente de Debates, com a presença de nomes importantes da arquitetura internacional, a exemplo do suíço Jacques Herzog, do espanhol Jordi Farrando e dos portugueses Nuno Portas e Manuel Graça Dias, serão duas das principais atrações da edição deste ano. Tendo como base o cenário brasileiro atual e experiências anteriores com megaeventos, a exemplo dos Jogos Olímpicos de Barcelona-1992, será avaliada a qualificação das cidades-sede dos jogos da Copa de 2014, em termos de planejamento urbano, transportes, logística, passando pela arquitetura de novos edifícios, iluminação, mobiliário, interiores e paisagismo.

"Teremos painéis, maquetes e constantes discussões sobre a consequência da realização de grandes eventos para os países. Queremos falar do legado positivo e o passivo deixado pelas construções e evitar os chamados 'elefantes brancos', em que o uso fica ocioso e comprometido", disse Rosana.

Nesta edição, a BIA também terá uma exposição de projetos de estudantes de arquitetura com o tema "Quiosques Sustentáveis" para parques; exposições internacionais de países como Alemanha, Estados Unidos, França, Holanda, Hong Kong, Itália e Portugal. Além disso, serão apresentados projetos da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, uma mostra da Pirelli em comemoração dos 80 anos da marca no Brasil, e um projeto educativo para crianças e adolescentes em parceria com o Instituto Tomie Ohtake.

"Bienal sustentável"
A organização da Bienal de Arquitetura prevê a utilização de materiais sustentáveis nas próprias instalações do evento, cujo resíduo gerado após a desmontagem será reciclado. Conversas sobre inclusão social de portadores de necessidades especiais e geração de emprego e renda para a população local também estão previstas.

Serviços:
De 31 de outubro a 6 de dezembro de 2009
Terças a quintas, das 12h às 22h; sextas, sábados domingos e feriados, das 10h às 22h
Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Fundação Bienal, Portão 3 do Parque do Ibirapuera
São Paulo-SP (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº)
R$ 12 (estudantes, idosos e crianças de 7 a 12 anos pagam meia-entrada).
Grátis para crianças até 6 anos e, às terças-feiras, para todos os públicos.
Visitas de escolas com agendamento prévio gratuitas às terças e quartas-feiras.
Informações: www.bienalinternacionaldearquitetura.com

EU VOU ESTAR LÁ AINDA ESSE MÊS, E COLOCO AQUI NO BLOG TUDO PARA VOCÊS :)

OBS: Informações e fotos retiradas dos sites: www.bienalinternacionaldearquitetura.com e http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/2009/10/30/ult4326u1426.jhtm

25/10/2009

Prêmio Alphaville de Urbanismo Sustentável

Olha só, vai acontecer o Prêmio Alphaville de Urbanismo Sustentável, que é para alunos de todas as faculdades... Eu ainda não posso participar porque ainda não tive urbanismo, mas quem tiver interesse, vale muuuito a pena.

Objetivos

Incentivar o desenvolvimento de projetos na área de Urbanismo Sustentável, por meio do reconhecimento e divulgação junto a comunidade academica e público em geral, contribuindo, assim, para um Brasil melhor.

Público

* Estudantes universitários de Engenharia e de Arquitetura e Urbanismo de faculdades públicas e privadas de todo o Brasil.
* Coordenadores e professores das Faculdades de Engenharia e de Arquitetura e Urbanismo.

Faculdades

Públicas e Privadas
Premiação

Prêmio para o 1º colocado:

* Troféu exclusivo e R$ 10.000,00

Prêmio para o 2º colocado:

* Placa exclusiva e R$ 7.000,00

Prêmio para o 3º colocado:

* Placa exclusiva e R$ 5.000,00

Prêmio para o 4º ao 10º colocado:

* Diploma

Prêmio para o Professor / Coordenador do projeto vencedor:

* Uma visita monitorada para um ALPHAVILLE no Brasil.

Cronograma

* 25/08/09: Regulamento no site;
* 25/08/09 a 18/12/09: Inscrições;
* 15/01/10: Último dia de entrega dos projetos;
* Março de 2010: Solenidade de premiação;
* As datas poderão sofrer alteraçoes sem prévio aviso.

Comissão Julgadora

* João Audi - Presidente AlphaVille
* Marcelo Willer - Diretor AlphaVille
* Mônica Picavêa - Diretora Fundação AlphaVille
* May East - Diretora GAIA
* Marcelo Todescan - Arquiteto
* Professor Alex Abiko - Professor Titular da Escola Politécnica da USP
* Professor Carlos Leite - Arquiteto e Professor no programa de pós-graduação em Arquitetura & Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Solenidade para Entrega do Prêmio

Março de 2010 em data e local a ser definida, posteriormente e divulgado no site do Prêmio. A data poderá ser alterada sem prévio aviso.

Regulamento
Clique no link do blog, você será direcionado para o site para fazer o download e a sua incrição.

Foto e Informações: do site do prêmio

17/10/2009

Exposição Casas do Chile

Depois de muito tempo sem escrever aqui (por falta de tempo mesmo), mais uma vez voltei para colocar coisas interessantes! Na semana passada estive na exposição Casas do Chile, que está no Museu da Casa Brasileira em São Paulo. Para quem gosta de arquitetura vale a visita.

Referência na América do Sul, a arquitetura chilena é apresentada na mostra sob três pontos de vista, com curadoria de Raul Pabst, por meio de diferentes tipologias de casas. Será possível conferir 12 residências que representam propostas selecionadas em bienais chilenas com prêmios e publicações nas principais revistas do mundo; o resultado do concurso mundial Elemental, que selecionou projetos de moradia social no Chile; e o 8 al cubo, com oito casas projetadas por oito dos arquitetos mais importantes daquele país.

Com imagens, vídeos e textos representativos de cada obra, a mostra pretende revelar o uso de novas tecnologias e a crescente busca de identidade arquitetônica que se reflete no desenvolvimento ascendente preponderante na América Latina. “O caminho para o crescimento e o surgimento de grandes obras públicas é resultante de um plano baseado no crescimento e na melhora da qualidade de vida das pessoas”, afirma Raul Pabst, que diz ter dado ênfase na mostra para os arquitetos de até 45 anos para abordar projetos de obras arquitetônicas e o estudo contemporâneo das mesmas.

12 casas – apresentam propostas selecionadas em bienais chilenas com prêmios e publicações nas principais revistas do mundo, como GA Document, Wallpaper, GA Houses , Casabella, A+U, Arquitectura Viva e Abitare Itália. Haverá maquetes em madeira com as 12 casas selecionadas, além de tela LCD com imagens das casas construídas. As 12 casas e os autores de seus projetos: Casa Reutter, de Mathias Klotz; Casa Gatica, de Felipe Assadi e Francisca Pulido; Casa en el Lago, de Gilluermo Acuña; Casa Rojas, de Izquerdo Lehmann; Casa Duque, de Rodrigo Duque; Casa La Reserva, de Sebastian Irarrazabal; Casa Muelle, de Jonas Retamal; Casa Chilena 1, de Smiljan Radic; Conjunto Habitacional Santa Clara, de Owar Arquitectos; Casa Wall, de FAR arquitectos; Casa Wolf, de Mauricio Pezo von Ellrichsausen; Casa em Aconcagua, de German Del Sol.

8 ao cubo – Criado pela Equipe de Arquitetura norte-americana Interdesign, Oito ao cubo é um projeto pioneiro em conceito arquitetônico no Chile. Seu nome simboliza a escolha de 64 arquitetos de prestígio chilenos que criarão oito conjuntos de oito casas, 64 casas no total. Oito ao cubo nasceu como um apelo contra os numerosos projetos imobiliários que se estendem nas periferias de nossas cidades, com casas trazidas desde realidades e histórias diferentes das nossas, imitações com apelos de estilo tendo como resultado final arquitetura de péssima qualidade. Vídeos do projeto “8 al cubo” com seis DVDs apresentarão obras dos seguintes arquitetos: José Cruz; Theodoro Fernandez; Sebastian Irarrazabal; Cecília Puga; Smiljan Radic e Mathias Klotz.

Elemental – Concurso internacional que selecionou projetos de moradia social para o Chile e atualmente tem mais de 10 tipologias de moradias e propostas urbanas em construção no próprio país, foi idealizado pelo arquiteto Alejandro Aravena e promovido em 2003 pela Pontifícia Universidade Católica do Chile, com patrocínio da Fondec (Fondo de la cultura e de las artes) e Copec (Companhia de Petróleo do Chile). Como conseqüência do concurso surge o escritório Elemental que tem atualmente projetos de habitação social no Chile, México e Itália. No Brasil encontra-se em fase de estudo a implantação de um projeto na favela de Paraisópolis. O escritório recebeu pela sua atuação o prêmio Leão de Prata na 10° Bienal de Arquitetura de Veneza. Projetos expostos:

Ganhadores do concurso:
-Antofagasta, Norte do Chile: arquiteto Alejandro Baptista (Uruguay)
-Renca, Santiago: arquiteto Theodoro fernandez (Chile) + Imagens de participação da favela nas ampliações dos projetos
-Temuco, Sul do Chile: arquitetos Künzel e Pasel (Alemanha-Holanda)

Escritório Elemental:
-Iquique, Norte do Chile: arquiteto Alejandro Aravena + Imagens do projeto na Bienal do Milão.
-Lo espejo, Santiago: arquitetos Alejandro Aravena, Victor Oddó, Diego Torres e Fernando Garcia-Huidobro.
-Antofagasta, Sede social: arquitetos Alejandro Aravena, Victor Oddó, Diego Torres e Fernando Garcia-Huidobro
Estes projetos estarão expostos de forma inusitada em estruturas de madeira contendo lentes para visualização em 3D das diversas moradias sociais construídas, além de um filme apresentando as etapas de construção de um módulo habitacional.

Realização: Consulado Geral do Chile
Patrocínio: Allianz Seguros, Huawei e Hunter Douglas

Museu da Casa Brasileira:
Abertura: 15/9, às 19h30 até 18/10
Ingresso: R$ 4,00 - Estudantes: R$ 2,00
Gratuito aos domingos e feriados
Acesso a pessoas com deficiência
Visitas orientadas: 3032-2564/agendamento@mcb.org.br
Estacionamento: de terça a sábado, até 30 min., grátis;
até 2 horas, R$ 8,00, demais horas, R$ 2,00; domingo: preço único, R$ 10,00.
OBS: FOTOS TIRADAS POR MIM :)

12/09/2009

Paisagem Conceitual

Com curadoria de Anne Thurmann-Jajes, a exposição apresenta 33 obras da coleção do Neues Museum Weserburg, da Universidade de Bremen. São cartazes, postais, gravuras, livros de artista e fotografias que apresentam uma visão de vinte artistas sobre o contexto urbano de cidades europeias.

A paisagem da cidade apresenta a arte do ver, a experiência da cidade capturada nos limites da figura, a delicadeza das coisas à margem, que é a fonte da apreciação artística.

Portas, passagens, mercados, vedute e fachadas de construções dominam a imagem da cidade européia: Barcelona, Veneza, Amsterdã, Paris, Londres, Berlim.

O mercado é um elemento fundamental para as cidades européias: como um espaço especial para vida urbana, defini-se pela polaridade entre o público e o privado, o modelo que oscila entre o mercado e a residência particular. A cidade européia representa o nascedouro da sociedade civil. Ao caminhar pelas cidades européias, o cidadão das sociedades atuais pode se tornar consciente de sua própria história. Nesse sentido, a história urbana européia é uma história de emancipação, origem da modernidade Ocidental.

Os artistas tomaram a cidade e sua história por meio de uma grande variedade de aproximações como tema, através dos tempos. Numa abordagem conceitual apresentam em diferentes perspectivas como se constitui a cidade e a vida urbana, seja do ponto de vista arquitetônico, sócio-político, urbano ou turístico. Uma apreciação mais conceitual de sua produção destaca não apenas ações dos artistas mas também elementos determinantes no contexto urbano, problemas da cidade contemporânea, referências da história da arte, assim como transformações e abstrações artísticas.

A exposição apresenta cartazes, cartões postais, gravuras, livros de artista, arte sonora, filme e fotografias, concebidas e realizadas por artistas.

Período : 1/9/2009 a 4/10/2009
Local : MAC USP Cidade Universitária - Rua da Reitoria, 160
Funcionamento: Terça a sexta das 10 às 18 horas, sábados, domingos e feriados das 10 às 16 horas
Entrada: Gratuita

OBS: informações e foto do site http://www.macvirtual.usp.br/mac/menuInterno.asp?op=1
OBS: informações da foto: Jan Swidzinski - Olhe para o Campo, 1981

30/08/2009

Edital de licitação para Nova Luz já pode ser acessado


Prefeitura de São Paulo admite o teto de quase 12 milhões de reais para a melhor proposta de revitalização de região central da cidade

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano de São Paulo lançou dia 6 de agosto o edital de licitação para a contratação da empresa ou consórcio que será responsável pela elaboração do projeto urbanístico da Nova Luz. A Prefeitura de São Paulo admite o teto máximo de quase 12 milhões de reais pela proposta, que determinará a revitalização de 44 quadras da região central da cidade.

A licitação será realizada por meio da modalidade "do tipo técnica e preço". Segundo o Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, os aspectos técnicos terão peso de 70% e o preço de 30% na seleção dos projetos.

As propostas enviadas compreendem não só o projeto urbanístico, mas também os estudos de viabilidade econômica, mercadológica e fundiária, estudos do impacto ambiental, relatórios de estudos e plano de comunicação. Toda essa documentação deverá ser entregue junto com o projeto urbanístico até o dia 21 de setembro no setor de protocolo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de São Paulo, responsável pela realização do concurso. Depois de selecionado, o vencedor da licitação terá 10 meses a partir da data de emissão de serviço para apresentar o projeto definitivo, que servirá como base para a execução das obras.

O projeto Nova Luz tem como objetivo revitalizar uma área degradada de 498 mil m2 no centro de São Paulo, delimitada pelas avenidas Ipiranga, São João, Casper Líbero, Duque de Caxias e Mauá. Para tanto, junto ao edital vem anexado um termo de referência com cerca de 50 diretrizes que reúnem o que a Prefeitura planeja para a região.

Além das 50 diretrizes a serem seguidas pelos formuladores do projeto, no edital há especificado também como será o procedimento de licitação, a avaliação dos postulantes e o modelo de contrato a ser firmado no futuro com a empresa vencedora. Após a escolha do projeto, mediante a concorrência, será selecionada a empresa que ganhará a concessão para executá-lo.

Para acessar o edital e ler na íntegra, acesse o link abaixo:
http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/desenvolvimentourbano/legislacao/0005

Reportagem de Victor Martinez
Disponível em http://www.piniweb.com.br//construcao/urbanismo/edital-de-licitacao-para-nova-luz-ja-pode-ser-acessado-146302-1.asp, foto do mesmo site.

29/07/2009

Viaduto Santa Ifigênia

O Viaduto Santa Ifigênia tem 225 m de comprimento e foi encomendado na Bélgica. Os responsáveis alegavam que a cidade não dispunha de mão-de-obra especializada para garantir a construção desta obra, o que a tornou a mais cara executada na época.

O objetivo era facilitar o fluxo de veículos que enfrentavam a ladeira da Avenida São João, além de melhorar o trânsito dos bondes que subiam a Rua São Bento e a Rua XV de Novembro.

Hoje, o viaduto de estilo art nouveau serve como área de passagem para pedestres. Ele possui uma estrutura pintada de ocre, arcos multicoloridos e uma iluminação noturna que destaca suas linhas.

OBS: esse viaduto é mais ou menos da mesma época que a construção da Torre Eiffel em Paris, que foram construídos na era do Ferro na Europa, também conhecida como Belle Époque.

Informações e foto retirada do site:
http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Passeios/Estabelecimento/Viaduto_Santa_Ifig%EAnia.aspx?id=13661