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26/04/2012

Condephaat tomba prédio da emissora MTV


O prédio que abriga a emissora MTV em São Paulo, no bairro do Sumaré, zona oeste da capital, foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) na segunda-feira, de acordo com a Secretaria de Cultura do Estado.

O edifício, localizado na Avenida Professor Alfonso Bovero, é conhecido por já ter sediado, em 1934, a rádio Difusora e, depois, a TV Tupi, até 1980. Ele foi construído em 1961 e foi o primeiro a ser projetado especificamente para abrigar uma emissora de TV, conforme o Condephaat.

Segundo a Secretaria de Cultura, como o prédio mantém até hoje a mesma função, e com uma arquitetura modernista, é considerado um símbolo da trajetória televisiva no Brasil. Com o tombamento, o edifício não pode ser alterado nas fachadas, no volume ou implantação sem autorização do conselho.
Conforme a análise do Condephaat, as pastilhas que revestem a fachada do prédio foram implantadas com técnicas semelhantes ao do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, construído na mesma época. Além disso, outro destaque fica no painel artístico com imagens de índios, assinado por Gershon Knispel.
Procurada pela reportagem, a Abril Radiofusão S.A., do Grupo Abril, a quem a MTV pertence, informou que não iria comentar sobre o tombamento do prédio.

22/03/2012

Estado agora vai 'tombar' bem imaterial

A viola tropeira, o virado à paulista, a ciranda, o sotaque da Mooca, a pizza de domingo. Essas e outras tradições tão tipicamente paulistas podem ser preservadas agora pelo governo estadual, por meio do Programa do Patrimônio Imaterial. A ideia é registrar pela primeira vez danças, músicas, pratos, costumes, rituais, livros, brincadeiras, lugares ou outros tipos de manifestações artísticas que estejam intimamente ligados à história e à memória de São Paulo.


O primeiro bem imaterial a ser "tombado" deverá ser a congada, dança surgida com a vinda de povos africanos de origem Banto, das regiões do Congo, Moçambique e Angola.
 "Será feito o registro com todos os detalhes de cada manifestação. Assim, quando forem repetir, haverá uma espécie de receita para que aquela manifestação possa ser repetida de forma correta", explica o secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo.
De acordo com a nova legislação, publicada ontem no Diário Oficial do Estado, qualquer pessoa pode agora pedir o registro de um bem imaterial. A deliberação ficará por conta do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat), órgão estadual ligado à Secretaria de Cultura, responsável pelos tombamentos de imóveis históricos. Poderá ser feito o registro "universal", quando a manifestação ocorre em vários pontos no Estado, ou o registro "específico", quando tal prática é encontrada apenas em uma região de São Paulo.


O conceito de patrimônio imaterial existe desde 1930. Os primeiros estudos sobre o tema foram do escritor Mario de Andrade, que realizou várias pesquisas folclóricas, coletando objetos, músicas e outras expressões da cultura nacional. Um decreto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ampara esse tipo de registro no País desde 2000 - há 23 bens imateriais registrados até hoje pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas nenhum especificamente em São Paulo. Tanto a legislação estadual quanto a municipal ainda não tinham um programa para viabilizar o registro histórico dessas práticas culturais.


Reportagem de: RODRIGO BRANCATELLI
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,estado-agora-vai-tombar-bem-imaterial-,787358,0.htm
Fotos: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/49/Rugendascongada.jpg/400px-Rugendascongada.jpg e https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgN0jafsVAxZbqpvtG0QnbdNdgnp51bZClSenoo63uRASFmgFnly_swp2Ki4uCKCnvFPF2x62cr0IrJ-uWDK72P5XQkuL34n67Swed7ZSQpMbVrTljmJsgZKu5cICBgL6egVI1bSM3PwM6x/s1600/congada.jpg

15/03/2012

Prédio do Banespa reabre para visitas depois de reforma

Com vista panorâmica, edifício no centro de São Paulo volta a receber turistas nesta quarta após 1 mês fechado. Elevadores passaram por manutenção; como o Martinelli, espaço não cobra visita ao seu mirante, a mais de 100 m.


O edifício Altino Arantes, mais conhecido como prédio do Banespa, no centro de São Paulo, é um dos únicos de onde se tem uma vista panorâmica da cidade.


De cima dos seus 35 andares, o visitante vê a multidão de prédios paulistanos e, lá embaixo, o caos da cidade aparece pequenininho.


No horizonte, pico do Jaraguá, na zona norte, e a serra do Mar completam a cena.


Esta vista privilegiada estará de novo disponível para o público. Depois de uma reforma de pouco mais de um mês, o Altino Arantes reabriu na quarta-feira (14).


O prédio fechou para turistas sem alarde no dia 6 de fevereiro, para manutenção dos elevadores. Neste período, quem tentou ver São Paulo de cima por ali deu com o nariz na porta.
O comerciário Luciano Caturelli, 39, veio de Ribeirão Preto (SP), na última quarta, e quis aproveitar para visitar o prédio. Ficou para fora.


"Fiquei surpreso. Não havia nenhuma placa ou informação. Como é um dos cartões-postais mais famosos de São Paulo precisava ser tratado com mais carinho e respeito." Uma alternativa para os desavisados é usar o mirante do edifício Martinelli, que fica ao lado.


O Santander, que administra o edifício, diz que a informação do fechamento não foi divulgada pois a reforma levaria pouco tempo.


O banco informa que nada muda com a reabertura: a visita continua gratuita e acontece de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h.


TOMBADO


Junto com o Martinelli, o Altino Arantes é o único mirante gratuito de São Paulo. Mas a importância do edifício vai além da vista.


Inaugurado em 1947, e inspirado no Empire State, em Nova York, o edifício foi símbolo do crescimento de São Paulo na época -foi o prédio mais alto da cidade e chegou a ser considerado a maior construção de concreto do mundo. Sede do Banespa, foi privatizado em 2000, após a venda do banco.


Mesmo perdendo o posto de mais alto de São Paulo, o Altino Arantes é um colosso. São 161,22 metros, 900 degraus e 1.190 janelas.


Em junho de 2011, foi tombado pelo patrimônio histórico. Com a resolução, ele deve ter a fachada, o terraço e cinco pisos preservados. Também foram tombados os móveis que contam a história do Banespa, como uma enorme mesa usada nas reuniões da presidência do banco.


Fonte do texto e da foto: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1060206-predio-do-banespa-em-sp-reabre-para-visita-depois-de-reforma.shtml
Reportagem de MARIANA DESIDÉRIO DE SÃO PAULO

02/02/2012

Casarão da célebre Marquesa de Santos é restaurado

Não satisfeita com os sete anos em que viveu o papel de amante de dom Pedro I no Rio de Janeiro, Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa de Santos, mudou-se para São Paulo em 1829, quando seu caso com o imperador chegou ao fim, e seguiu no altíssimo nível de relacionamentos: casou-se com Rafael Tobias de Aguiar, bom partido que era nada menos que uma espécie de governador do estado na época. Coincidência ou não, ela decidiu morar bem ao lado do trabalho do novo amor, que despachava no palácio oficial erguido onde hoje está o Pátio do Colégio. Comprou então um imóvel na Rua do Carmo, hoje chamada Roberto Simonsen. O Palacete do Carmo, ou Solar da Marquesa de Santos, fervia. Era palco de tradicionais eventos sociais e animadas festas. Também se realizavam ali reuniões beneficentes, já que Domitila tinha uma associação de apoio a prostitutas e mães solteiras, e saraus literários que contaram com a participação de poetas como Castro Alves.

Após sua morte, em 1867, o endereço acabou descaracterizado. Em 1909, o imóvel foi adquirido pela The São Paulo Gaz Company, que demoliu paredes, janelas e portas, além de alterar o desenho do telhado. O tombamento veio somente em 1971, quando não restavam mais vestígios de parte da arquitetura original.

De lá para cá, inúmeros projetos de restauro foram prometidos pelo poder público. Na prática, o edifício ficou esquecido e se deteriorou. “As calhas do telhado já se haviam oxidado, e isso ocasionara vazamentos e infiltrações que comprometiam algumas paredes feitas de taipa”, explica Regina Ponte, diretora do Museu da Cidade, que funciona em determinadas salas do imóvel desde 1993. Esse quadro decadente começou a ser revertido nos últimos três anos, com um projeto de obras financiado por um empréstimo de 3,5 milhões de reais do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O prédio reformado será aberto para visitação pública no próximo sábado (19).

A mostra foi dividida em três partes, espalhadas por treze cômodos: uma sobre a Rua do Carmo e os entornos, outra a respeito da vida da antiga proprietária e, como não poderia deixar de ser, um espaço para lembrar a tórrida história de amor entre ela e dom Pedro I, por meio de cartas enviadas pelo imperador, que as assinava como “Demonão” e chamava a amante de “Titília”.


UM MUSEU DE FOTOS

Bem ao lado do Solar da Marquesa, o paulistano poderá conferir outra novidade que está saindo do forno da Secretaria Municipal de Cultura. Na chamada Casa Nº 1, também reformada recentemente, funcionará a Casa da Imagem, espaço que sediará exposições de artistas e fotógrafos que usam São Paulo como matéria-prima para seus registros. “Serão três salas em que vamos exibir o que há de melhor no acervo iconográfico da cidade”, explica Henrique Siqueira, gestor do museu. A inauguração será feita com uma mostra sobre Guilherme Gaensly (1843-1928), um dos mais respeitados fotógrafos de seu tempo. Ele registrou com maestria um centro ainda movido a charretes e bondes. Na abertura, será feito também o lançamento de um livro sobre o autor, montado pela editora Cosac Naify.

OBS: vale a pena uma visita, a entrada nos locais é gratuita.
Reportagem original:
http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2243/casarao-da-celebre-marquesa-de-santos-restaurado

26/01/2012

Casas em processo de Tombamento vão ao chão

VANESSA CORREA DE SÃO PAULO
 
Apesar de protegido por processo de tombamento, um conjunto de quatro sobrados dos anos 1940 veio ao chão na quinta passada em Perdizes, zona oeste paulistana.

As casas faziam parte de um estudo do Conpresp (órgão do patrimônio histórico municipal), aberto em setembro. No processo, 63 imóveis do bairro seriam avaliados e poderiam ser tombados.


Os sobrados demolidos na rua Monte Alegre com a Turiassu estavam no processo "por se tratar de um tipo de ocupação que predominou no período entre 1940 e 1950, antes da verticalização da região", segundo o Conpresp.
O dono, Carlos Manoel dos Santos Eloy Rodrigues Pereira, 58, afirma que não havia sido comunicado sobre a abertura de tombamento e que tinha o alvará de demolição. "Então, eu quero que vão para o raio que os parta".
Ele diz que o conjunto foi construído pelo seu avô para obter renda com o aluguel, "como fazia todo português". Afirma que vai construir um prédio, também para locação.
O Conpresp diz que, como não havia autorizado a demolição, ela é irregular, e, "constatados os danos", o proprietário pode ser multado.
A multa pode chegar a até dez vezes o valor do imóvel. O Conpresp pode ainda pedir o embargo de obras no local.
O poder do órgão, porém, é limitado. Muitos proprietários recorrem, alegando não ter sido informados sobre o tombamento ou questionando os valores das multas.
Grande parte delas não são pagas -os multados ameaçam ir à Justiça devido à fragilidade das autuações.

Os conselheiros do Conpresp, que devem votar pela aplicação, temem responsabilidade judicial, segundo apurou a Folha.
O orçamento para 2011 vindo do fundo de multas é de R$ 800 mil. Mas o valor de autuações é bem maior: só o dono de um imóvel, no Brás, foi multado em mais de R$ 20 milhões.
O processo de aplicação foi revisado e será enviado "em breve" à Câmara, diz o órgão.
Destruição do patrimônio é ainda crime com pena de até três anos de reclusão, segundo a Lei de Crimes Ambientais.
Outro caso, bastante conhecido, foi o da mansão Mataraz-zo, na av. Paulista, tombada em 1989. Tempos depois, bombas explodiram no subsolo e suas estruturas foram comprometidas por vazamentos.
Os donos conseguiram, então, reverter na Justiça o tombamento e demoliram o imóvel.

Dúvidas sobre tombamento
1 - Imóveis tombados podem ser modificados?
Sim, mas só com autorização do órgão de patrimônio competente, como o Conpresp. Mudanças não autorizadas estão sujeitas a punição
2 - Qual é a punição para quem demole um imóvel tombado ou em processo de tombamento?
Embargo de qualquer obra no terreno e multa, que pode chegar a dez vezes o valor do imóvel. A destruição de patrimônio histórico também é crime, com pena de até três anos de reclusão


Análise

Desrespeito é duplo, porque inclui a lei e também a vontade dos moradores
NADIA SOMEKH ESPECIAL PARA A FOLHA

Nos anos 70, com o boom imobiliário advindo do BNH, que financiava as duas pontas da indústria da construção civil (a produção e a venda dos apartamentos), assistimos como corolário a destruição maciça do nosso patrimônio histórico edificado.
A criação do DPH (Departamento de Patrimônio Histórico), na mesma época, e do Conpresp, em 1985, possibilitou uma reação positiva ao furor de demolição.
A criação das Z8-200, modalidade do zoneamento/tombamento, em 1975, permitiu um começo de proteção à nossa memória, mas carecemos ainda de política efetiva de preservação dos bens culturais, não só com instrumentos mais eficazes e incentivadores, prevendo penalidades adequadas, mas também com uma conscientização mais ampla da sociedade e dos empreendedores imobiliários.
Não podemos congelar a cidade, e valorizar o contemporâneo significa modernizar, dar lugar ao belo, que inclui, essencialmente, nossa memória.
É com tristeza que assistimos a destruição de um conjunto de casas da década de 1940, em processo de tombamento a pedido da própria população de Perdizes.
Isso significa um duplo desrespeito: com o conselho e com a lei, que prevê punição de crime, e com a população, que tenta defender sua história.
Ficamos mais pobres culturalmente quando perdemos nossa história. Essa frase vem se repetindo recorrentemente nas cidades e, principalmente, em São Paulo. "Da força da grana que ergue e destrói coisas belas", como canta Caetano em "Sampa".

NADIA SOMEKH é professora da FAU Mackenzie e conselheira do Conpresp

Reportagem original da Folha de São Paulo:
https://acesso.uol.com.br/login.html?dest=CONTENT&url=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/14615-casas-em-processo-de-tombamento-vao-ao-chao.shtml&COD_PRODUTO=7

31/05/2009

Cine Marabá reaberto!

Após uma reforma que custou R$ 8 milhões, o segurança do número 757 da Avenia Ipiranga, no Centro de São Paulo, tem que ter paciência com a curiosidade dos transeuntes ao verem a fachada imponente, as antigas bilheterias com cortinas de veludo vermelho e, pelas portas de vidro, escadarias cobertas por tapetes vermelhos. Para os saudosos da Cinelândia, como era conhecido o circuito de cinemas do Centro, o Cine Marabá, fechado desde 2007, abriu novamente suas portas ontem, dia 31/05/2009. O edifício foi reformado e restaurado pela PlayArte e os arquitetos Ruy Ohtake e Samuel Kruchin.

Inaugurado em 1945, o prédio é tombado desde 1992 e, por isso, fachada, saguão e detalhes decorativos foram mantidos, como os espelhos, as paredes revestidasde mármore de Carrara, o deslumbrante lustre, e as belas colunas que tiveram 12 camadas de tinta removidas até a cor e textura originais serem encontradas. O piso do saguão foi recriado com cerca de 60 mil peças de madeira e o mármore das antigas bilheterias e escadarias também foi recuperado. As entradas do antigo mezanino também foram mantidas e, por isso, as salas 4 e 5, respectivamente com 161 e 176 lugares, podem causar estranheza aos frequentadores de cinema, já que as cadeiras centrais simplesmente não existem.

Em compensação, como afirmou o próprio Ruy Ohtake, quando as lindas portas de couro restauradas do saguão são abertas é que o visitante te o "maior susto". No lugar em que havia a única sala do Marabá, com 2720 metros quadrados e 1438 lugares, agora estão, bem ao estilo contemporâneo do arquiteto, uma bomboniere, duas salas ovais com cerca de 120 lugares cada, e a principal, com 430 lugares. Para o arquiteto a maior dificuldade foi tranformar a única sala em cinco e fazer o contemporâneo conviver com o antigo.

Além de ser a maior do multiplex, a sala I conta com platéia stadium (visibilidade de todas as poltronas) e tela para projeções em 3D. E, para quem quer ver um pouco mais do que foi mantido do edifício original, ela guarda surpresas. Apesar de dividir com duas salas menores um espaço comum moderno, com espelhos e paredes listradas, a sala guarda detalhes ddecorativos encontrados durante a restauração e reforma. "Nessa sala encontramos um ornato que estava escondido embaixo do palco, assim como detalhes da boca de cena que também não estavam visíveis. E restauro é isso mesmo, é o deixar vir a tona. O forro também é original, só mudamos a cor. Antes era rosa, mas eesa cor interfere nas projeções contemporâneas", explicou Kruchin, responsável pela restauração.

Acho que vale a visita, primeiro pelo patrimônio recuperado que dá um pontapé inicial na revitalização do centro de São Paulo, segundo porque os filmes são atuais, terceiro porque é muito especial ir a um lugar onde as pessoas antigamente só iam de vestido longo, chapéus e depois da sessão tomavam chá.
Curiosidade: O primeiro filme exibido no Cine Marabá foi o drama "Desde que Partiste", clássico com Shirley Temple e Claudete Colbert. um ano depois de sua inauguração, ele já era a décima sala com maior público da cidade. Em 1957, com 1,7 milhão de espectadores, ficou atrás apenas do Art-Palácio.

Informações do Jornal Metrô News, Edição Final de Semana, distribuída em 30/05/2009. XXXV - 32 e www.arcoweb.com.br
Foto do Site: http://cinemaraba.wordpress.com/