Olá pessoas!!! Depois de mais de um mês e meio de sem colocar nada aqui, cá estou, com coisas novas :) O tempo anda curto por causa da facu e de projetos, mas vou voltar a colocar informações todas as semanas ou, se encontrar algo relevante, coloco antes mesmo!!!
Há umas duas semanas, fui até a região da estação Tiradentes, fotografar um terreno que meus professores de projeto da faculdade pediram para pesquisar. Daí, passamos pelo arquivo histórico municipal e entramos no prédio, eu e minha amiga Day. Lá fomos muito bem recepcionadas por uma guia, que gentilmente perguntou se queríamos conhecer o prédio todo, daí, lógico que entramos. Como pretendo trabalhar com restauro, estou me cercando do máximo de informações possíveis para criar um repertório.
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Nessa visita monitorada, descobrimos que esse prédio do Arquivo Histórico Municipal era a antiga Escola do Curso de Elétrica, que faz parte do conjunto politécnico, que são os atuais edifícios do Centro Paula Souza. O edifício foi o primeiro da região, construído por Ramos de Azevedo, assim como os outros, que foram feitos para atender a demanda dos estudantes posteriormente.
Tudo nele permanece original, mesmo depois do restauro realizado no ano passado. Seus gradis de ferro (como corrimãos e portadas) foram confeccionados pelo Liceu de Artes de Ofícios, sediado onde hoje está a Pinacoteca do Estado. Há um vão central, com pé direito triplo, que alcança uma abertura zenital, por onde entra ventilação e iluminação, e que era onde os alunos faziam as atividades práticas do curso.
Os vitrais que ficam nos patamares das escadas, foram confeccionados pela Casa Conrado, que era uma das mais tradicionais na época. Um deles tem a imagens e as referências do engenheiro e o outro do arquiteto, que são as profissões que usam a elétrica diretamente.
As escadas foram todas confecionadas com pedras retiradas da Serra da Cantareira, cada degrau é feito com um bloco único de pedra, esculpido para ganhar forma de degrau convidativo à subida. Eles são todos fixados na parede e não usam vigas para ficar sustentados. E o mais legal é que a manutenção deles é feita por uma porta no subsolo...
O que é mais interessante, é que esse edifício não possui vigas de sustentação. Ele foi feito com arcos ogivais no subsolo, que criam passagens abobadadas, fazendo com que o peso da edificação fique distribuido por igual entre as colunas de passagem. Esse subsolo abriga ainda a estrutura aparente dos tijolos da construção do prédio, e das estruturas da entrada e dos pilares. Ainda há o ladrilho hidráulico original no piso em alguns ambientes e os banheiros ainda tem as louças originais trazidas de Londres.
A funcionalidade é muito presente nas obras do Ramos de Azevedo e nesse edifício não foi diferente: todos os pinos de abertura das janelas e as maçanetas não simples e de encaixe, o que facilitava o manuseio pelos alunos. As aberturas eram variadas, de pivotante à basculante. As salas de aula eram pequenas e as lousas eram removíveis, criando vãos de ar.
Mas o que realmente vale a pena visitar, é o auditório. Construído com acústia perfeita, ele tem o que se chama de Centro de Convergência do Som. Ao ficar no centro da sala e falar, você escuta sua voz, como se estivesse falando no seu próprio ouvido. Isso ajudava o professor a perceber conversas paralelas ou qualquer outro som. As cadeiras ainda são originais, de madeira, do tipo universitárias, construídas também pelo Liceu.
Vale a visita, para quem gosta de curiosidades sobre a história e arquitetura da cidade de São Paulo. Nas fotos, coloquei também o terreno onde vamos desenvolver o projeto de uma Galeria de Arte e fotos da região, tudo para fazer um bom projeto.
Semana que vem volto com mais coisas legais!!!
Esse blog começou como algo específico sobre design de interiores, mas com o tempo e com a experiência, comecei a mostrar mais sobre o patrimônio arquitetônico, cultural, gastronômico e imaterial em cidades brasileiras, falando também sobre como o turismo acontece nesses locais e como visitar. Por aqui você também vai ver atividades relacionadas à cultura, como exposições e mostras.
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20/03/2010
Arquivo Histórico Municipal
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30/01/2010
São João del-Rei - Minas Gerais
Infelizmente, essa foi a última cidade que passamos, eu passaria minha vida toda passeando... :)
São João del-Rei é uma cidade muito bonita e uma das mais antigas da época da Inconfidência e da Mineração. Lá vimos a única igreja que foi construída com pedras e óleo de baleia, e que as paredes tem 2,10m de espessura. Atrás dessa igreja há um cemitério, onde estão enterrados Tancredo Neves e sua esposa.

Para ver todas as fotos dessa cidade, clique aqui!
Foi fundada em fins do século XVII por taubateanos liderados por Tomé Portes del Rei que por isso é considerado seu fundador.
Em 1709 a cobiça pelo ouro gerou discórdia entre portugueses e paulistas dando causa à Guerra dos Emboabas acontecendo o triste episódio do “Capão da Traição” quando os paulistas foram emboscados e chacinados pelos portugueses.Em 08 de dezembro de 1713 o arraial alcançou foros de vila com o nome deSão João del Rei,homenagem a D. João V e também passa a ser sede da Comarca do Rio das Mortes.
O ouro a pecuária e a agricultura foram os fatores de desenvolvimento e progresso da vila e aos 6 de março de 1838 é elevada à categoria de cidade.São João del Rei participou sempre das decisões mineiras e nacionais. Em 1833 na Sedição Militar de Ouro Preto: em 1842 na Revolução Liberal, e sendo sede do 11°BI - Batalhão Tiradentes, participou das revoluções de 1930 e 1964. Combateu na Itália triunfando em Montese e Castelnuovo. Aqui nasceram os grandes heróis nacionais:
- Joaquim José da Silva Xavier (o Tiradentes Proto Mártir da Independência e Patrono Cívico da Nação Brasileira);
- Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira (a heroína da Inconfidência)
- Presidente Dr. Tancredo de Almeida Neves (instaura a nova república e conduz o Brasil novamente à Democracia)

Em São João del Rei encontram-se exemplares de arquitetura colonial mineira. O paço Municipal (Prefeitura), Casa do Barão de Itambé, os solares do Barão de São João del Rei da Baronesa de Itaverava, dos Lustosas, dos Neves o casario da rua Santo Antônio e muitos outros. O solar de João Antônio da Silva Mourão onde está instalado o museu do SPHAN é um dos mais belos prédios da cidade. Há o pelourinho (lembrança da férrea Justiça colonial) o Chafariz da Legalidade, as pontes da Cadeia e do Rosário o monumento ao Cristo Redentor no alto da Bela Vista donde se descortina a visão geral da cidade e outros.
Além dos 5 passos da Via Sacra há em São João del Rei as seguintes igrejas e capelas: Catedral-Basílica do Pilar ( 1721 ) - Rosário ( 1720) - Carmo (1733) - Mercês e Bonfim (1769) - São Francisco de Assis ( 1774) - Senhor dos Montes Santo Antônio e N. Sra. da Piedade do Bom Despacho (antiga capela da Cadeia além das que foram construídas neste século.
O estilo da maioria destas igrejas obedeceu àquele que se denomina "barroco mineiro" onde salienta-se a opulência dos altares dourados e a profusão de detalhes arquitetônicos e ornamentais. Notabitizaram-se nestas construções grandes artífices como: Manoel Rodrigues Coelho, Francisco de Lima Cerqueira, Luiz Pinheiro de Souza, Joaquim de Assis Pereira e Aniceto de Souza Lopes.
Entre as artes, a Música é o pendor maior dos sanjoanenses, sendo justo os cognomes de "Terra da Música" e "Terra onde os sinos falam" dados a São João del Rei desde o século XIX. Existem aqui, duas corporações musicais mais que centenárias: as orquestras Lira Sanjoanense e Ribeiro Bastos, responsáveis pela grande tradição da música sacra nas igrejas são-joanenses, ainda hoje em pleno vigor. Existem ainda, a Sociedade de Concertos Sinfônicos e o Conservatório Estadual de Música "Pe. José Maria Xavier". Entre os compositores sanjoanenses, os mais notáveis foram o Pe. José Maria Xavier, Martiniano Ribeiro Bastos, Luiz Baptista Lopes, Presciliano Silva e João Feliciano de Souza.
OBS: informações retiradas do site http://www.saojoaodelreisite.com.br/
São João del-Rei é uma cidade muito bonita e uma das mais antigas da época da Inconfidência e da Mineração. Lá vimos a única igreja que foi construída com pedras e óleo de baleia, e que as paredes tem 2,10m de espessura. Atrás dessa igreja há um cemitério, onde estão enterrados Tancredo Neves e sua esposa.
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Foi fundada em fins do século XVII por taubateanos liderados por Tomé Portes del Rei que por isso é considerado seu fundador.
Em 1709 a cobiça pelo ouro gerou discórdia entre portugueses e paulistas dando causa à Guerra dos Emboabas acontecendo o triste episódio do “Capão da Traição” quando os paulistas foram emboscados e chacinados pelos portugueses.Em 08 de dezembro de 1713 o arraial alcançou foros de vila com o nome deSão João del Rei,homenagem a D. João V e também passa a ser sede da Comarca do Rio das Mortes.
O ouro a pecuária e a agricultura foram os fatores de desenvolvimento e progresso da vila e aos 6 de março de 1838 é elevada à categoria de cidade.São João del Rei participou sempre das decisões mineiras e nacionais. Em 1833 na Sedição Militar de Ouro Preto: em 1842 na Revolução Liberal, e sendo sede do 11°BI - Batalhão Tiradentes, participou das revoluções de 1930 e 1964. Combateu na Itália triunfando em Montese e Castelnuovo. Aqui nasceram os grandes heróis nacionais:
- Joaquim José da Silva Xavier (o Tiradentes Proto Mártir da Independência e Patrono Cívico da Nação Brasileira);
- Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira (a heroína da Inconfidência)
- Presidente Dr. Tancredo de Almeida Neves (instaura a nova república e conduz o Brasil novamente à Democracia)
Em São João del Rei encontram-se exemplares de arquitetura colonial mineira. O paço Municipal (Prefeitura), Casa do Barão de Itambé, os solares do Barão de São João del Rei da Baronesa de Itaverava, dos Lustosas, dos Neves o casario da rua Santo Antônio e muitos outros. O solar de João Antônio da Silva Mourão onde está instalado o museu do SPHAN é um dos mais belos prédios da cidade. Há o pelourinho (lembrança da férrea Justiça colonial) o Chafariz da Legalidade, as pontes da Cadeia e do Rosário o monumento ao Cristo Redentor no alto da Bela Vista donde se descortina a visão geral da cidade e outros.
Além dos 5 passos da Via Sacra há em São João del Rei as seguintes igrejas e capelas: Catedral-Basílica do Pilar ( 1721 ) - Rosário ( 1720) - Carmo (1733) - Mercês e Bonfim (1769) - São Francisco de Assis ( 1774) - Senhor dos Montes Santo Antônio e N. Sra. da Piedade do Bom Despacho (antiga capela da Cadeia além das que foram construídas neste século.
O estilo da maioria destas igrejas obedeceu àquele que se denomina "barroco mineiro" onde salienta-se a opulência dos altares dourados e a profusão de detalhes arquitetônicos e ornamentais. Notabitizaram-se nestas construções grandes artífices como: Manoel Rodrigues Coelho, Francisco de Lima Cerqueira, Luiz Pinheiro de Souza, Joaquim de Assis Pereira e Aniceto de Souza Lopes.
Entre as artes, a Música é o pendor maior dos sanjoanenses, sendo justo os cognomes de "Terra da Música" e "Terra onde os sinos falam" dados a São João del Rei desde o século XIX. Existem aqui, duas corporações musicais mais que centenárias: as orquestras Lira Sanjoanense e Ribeiro Bastos, responsáveis pela grande tradição da música sacra nas igrejas são-joanenses, ainda hoje em pleno vigor. Existem ainda, a Sociedade de Concertos Sinfônicos e o Conservatório Estadual de Música "Pe. José Maria Xavier". Entre os compositores sanjoanenses, os mais notáveis foram o Pe. José Maria Xavier, Martiniano Ribeiro Bastos, Luiz Baptista Lopes, Presciliano Silva e João Feliciano de Souza.
OBS: informações retiradas do site http://www.saojoaodelreisite.com.br/
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Tiradentes
25/01/2010
Tiradentes - Minas Gerais
Tiradentes foi a penúltima cidade que visitamos e ela também é, sem dúvida, uma das mais bonitas. Ela está toda preservada porque a Fundação Roberto Marinho mantém verbas de restauro e patrocínio na cidade, e em troca, a utilizam como cenário para novelas e minisséries da TV Globo.

Para ver todas as fotos de Tiradentes, clique aqui!
História
O ouro descoberto por João Siqueira Afonso, em 1702, no local denominado “Ponta do Morro” atraiu um grande número de pessoas que, interessadas na exploração, ergueram uma capela e formaram um arraial que ficou conhecido com Santo Antônio da Ponta do Morro.
Tiradentes foi uma das cidades que mais teve ouro de superfície no Brasil, e graças a esta abundância, o arraial se desenvolveu, sendo elevado em 1718, à categoria de Vila de São José del Rei, ganhando a configuração arquitetônica que permanece até hoje.
A decadência do metal não impede a Coroa Portuguesa de lançar a derrama, exigindo o pagamento compulsório de impostos atrasados do quinto do ouro. Esta atitude opressora da metrópole faz nascer um sentimento revolucionário, que ficou conhecido como Inconfidência Mineira.
Em 06 de dezembro de 1889, com a valorização da figura do alferes, o governo republicano, decide trocar o nome da cidade para Tiradentes , homenageando o filho ilustre, nascido em 1746 na fazenda do Pombal, à margem direita do rio das mortes e em 1938, não só a cidade, mas todo seu entorno paisagístico é tombado pelo IPHAN, e hoje, Tiradentes se orgulha de sua vocação turística, sendo considerada um dos pólos turísticos mais importantes do Brasil.
Igrejas

Igreja Matriz de Santo Antonio: Seguindo a rua Padre Toledo se encontra um dos mais belos templos do Barroco brasileiro; a imponente Matriz de Santo Antônio, considerada a 2a mais rica do país, com aproximadamente 480 quilos de ouro. Sua construção, iniciada em 1710, foi finalizada em 1752, ano em que sua talha foi revestida em ouro. No coro está uma das mais preciosas de Minas Gerais, o órgão de origem portuguesa, fabricado por Simão Fernandes Coutinho. As pinturas estilo rococó, em tons vermelho e azul foram feitas por Manuel Víctor de Jesus. Seu interior é extremamente rico em detalhes, imagens, talhas, pinturas, sentimentos e estilos, merecendo uma visita minuciosa com os guias locais.
Sua fachada atual é de 1810, com planta de Antônio Francisco Lisboa; o Aleijadinho. No adro, um original relógio de sol esculpido por Leandro Gonçalves Chaves. Dali, uma das mais belas vistas da Serra de São José.

Igreja de São Francisco de Paula: A partir da rodoviária pela rua São Francisco chega-se ao alto do morro, onde se ergue esta construção do século XVIII. A capela possui um diferencial das demais tiradentinas, que é o de ter as sineiras no corpo de sua fachada. Possui um cruzeiro instalado em 1718, ano da elevação do Arraial à Vila de São José del Rei. Em frente à capela há um gramado de onde descortina a mais bela vista da Matriz de Santo Antônio e de toda a cidade. Local perfeito para fotografias. Lá também foi gravada a minissérie Hilda Furacão, com Ana Paula Arósio e Rodrigo Santoro.
OBS: informações retiradas do site http://www.tiradentesgerais.com.br/ e do guia local Vicente.
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História
O ouro descoberto por João Siqueira Afonso, em 1702, no local denominado “Ponta do Morro” atraiu um grande número de pessoas que, interessadas na exploração, ergueram uma capela e formaram um arraial que ficou conhecido com Santo Antônio da Ponta do Morro.
Tiradentes foi uma das cidades que mais teve ouro de superfície no Brasil, e graças a esta abundância, o arraial se desenvolveu, sendo elevado em 1718, à categoria de Vila de São José del Rei, ganhando a configuração arquitetônica que permanece até hoje.
A decadência do metal não impede a Coroa Portuguesa de lançar a derrama, exigindo o pagamento compulsório de impostos atrasados do quinto do ouro. Esta atitude opressora da metrópole faz nascer um sentimento revolucionário, que ficou conhecido como Inconfidência Mineira.
Em 06 de dezembro de 1889, com a valorização da figura do alferes, o governo republicano, decide trocar o nome da cidade para Tiradentes , homenageando o filho ilustre, nascido em 1746 na fazenda do Pombal, à margem direita do rio das mortes e em 1938, não só a cidade, mas todo seu entorno paisagístico é tombado pelo IPHAN, e hoje, Tiradentes se orgulha de sua vocação turística, sendo considerada um dos pólos turísticos mais importantes do Brasil.
Igrejas
Igreja Matriz de Santo Antonio: Seguindo a rua Padre Toledo se encontra um dos mais belos templos do Barroco brasileiro; a imponente Matriz de Santo Antônio, considerada a 2a mais rica do país, com aproximadamente 480 quilos de ouro. Sua construção, iniciada em 1710, foi finalizada em 1752, ano em que sua talha foi revestida em ouro. No coro está uma das mais preciosas de Minas Gerais, o órgão de origem portuguesa, fabricado por Simão Fernandes Coutinho. As pinturas estilo rococó, em tons vermelho e azul foram feitas por Manuel Víctor de Jesus. Seu interior é extremamente rico em detalhes, imagens, talhas, pinturas, sentimentos e estilos, merecendo uma visita minuciosa com os guias locais.
Sua fachada atual é de 1810, com planta de Antônio Francisco Lisboa; o Aleijadinho. No adro, um original relógio de sol esculpido por Leandro Gonçalves Chaves. Dali, uma das mais belas vistas da Serra de São José.
Igreja de São Francisco de Paula: A partir da rodoviária pela rua São Francisco chega-se ao alto do morro, onde se ergue esta construção do século XVIII. A capela possui um diferencial das demais tiradentinas, que é o de ter as sineiras no corpo de sua fachada. Possui um cruzeiro instalado em 1718, ano da elevação do Arraial à Vila de São José del Rei. Em frente à capela há um gramado de onde descortina a mais bela vista da Matriz de Santo Antônio e de toda a cidade. Local perfeito para fotografias. Lá também foi gravada a minissérie Hilda Furacão, com Ana Paula Arósio e Rodrigo Santoro.
OBS: informações retiradas do site http://www.tiradentesgerais.com.br/ e do guia local Vicente.
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22/01/2010
Ouro Preto - Minas Gerais
Lá vou eu colocar mais uma cidade aqui da viagem que fiz. Mas essa é muito especial! Foi a cidade que eu mais gostei de todas, porque ela é linda, com 100% das casas originais preservadas, ainda da época da Inconfidência Mineira. Lá também fica o Pico do Itacolomi, um dos picos mais impressionantes que eu já vi, em uma serra mais impressionante ainda. Bom, só vendo as fotos e a história de Ouro Preto para entender como é fácil se apaixonar por esta cidade!

Para ver todas as fotos, clique aqui!
Não se sabe ao certo quem descobriu a primeira pedrinha de ouro. Corria algum dia entre 1693 e 1698. Provavelmente a expedição era comandada por Duarte Lopes. Naqueles idos bandeirantes serpenteavam as montanhas de Minas em busca da lendária Serra de Sabarabuçu, relatada pelos índios. Eram homens rudes, pois as adversidades assim exigiam, mas não perdiam a sensibilidade para reconhecer o fausto. Tanto é assim que nosso anônimo descobridor decerto ficou curioso com as pedrinhas escuras encontradas, enquanto escarafunchava o rio Tripuí (água veloz, em tupi). Ouro negro, eclipse de um sol de mais puro quilate, encoberto por uma camada fina de óxido de ferro.
Apure os ouvidos ao andar pelas ruas de Ouro Preto. Sem muito esforço e alguma imaginação é possível ouvir os sussurros conspiratórios, os ideais subversivos, as intrigas palacianas... Os paralelepípedos cobrem um chão sagrado, abençoado pela história. E onde há história há interesses dicotômicos, que se chocaram violentamente pelas ruas de Vila Rica.
Ouro Preto não é feita só de histórias douradas. A natureza foi bem generosa e também exigiu sua cota de sacrifício. O ouro, neste aspecto, tem apenas o papel de recheio numa paisagem que revela muito mais riquezas. Belos vales, esplendorosos mirantes, infinitas nascentes. Um paraíso perdido em meio às lendas.
O maior conjunto barroco do mundo. Uma cidade setecentista em pleno séc. XXI. Anacronismos à parte, a antiga Vila Rica foi palco da vaidade, da soberba, da competição e da genialidade humana. Sentimentos muito atuais hoje, mas que naquela época eram traduzidos com estilo, com orgulho. A arte era resultado de anos, da paciência e da entrega absoluta.
Igrejas Importantes em Ouro Preto

Matriz Nossa Senhora do Pilar: o projeto desta igreja, considerada uma das mais requintadas do barroco, é atribuído a Pedro Gomes Chaves. A talha da capela-mor foi executada por Francisco Xavier de Brito. O acervo ainda inclui magnífica talha coberta de ouro e mais de quatrocentos anjos esculpidos. Foram empregados em sua ornamentação cerca de 400 quilos de ouro e 400 de prata. Em anexo, na sacristia, está o Museu de Arte Sacra do Pilar
Entrada: R$ 3,00 (estudantes e idosos pagam meia)
Praça Monsenhor Castilho Barbosa.
Horário: de terça a domingo, das 9 às 10:45h e das 12 às 16:45h.
OBS: proibido fotografar dentro da igreja

São Francisco de Assis: a mais famosa de Ouro Preto, um dos exemplares mais magníficos do barroco mineiro. Sua construção foi iniciada em 1766. é considerada obra-prima de Aleijadinho, responsável pelo risco geral do prédio, portada, tribuna do altar-mor, altares laterais e capela-mor. São também suas as esculturas da portada e dos púlpitos. Mestre Ataíde conferiu excelência artística ao teto, representando a assunção de Nossa Senhora. A arquitetura desta igreja tem inspiração militar.
Entrada: R$ 2,00
Largo de Coimbra (em frente à feira de artesanato com pedra-sabão)
Horário: de terça a domingo, das 8:30 às 11:45h e das 13:30 às 17h.
OBS: proibido fotografar dentro da igreja
Tem muuuitas igrejas lá, mas visitamos apenas essas, que são as mais importantes, além do Museu da Inconfidência e dos casarios antigos em estilo colonial e barroco.
OBS: informações retiradas do site http://www.ouropreto.org.br/ e dos guias locais.
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Não se sabe ao certo quem descobriu a primeira pedrinha de ouro. Corria algum dia entre 1693 e 1698. Provavelmente a expedição era comandada por Duarte Lopes. Naqueles idos bandeirantes serpenteavam as montanhas de Minas em busca da lendária Serra de Sabarabuçu, relatada pelos índios. Eram homens rudes, pois as adversidades assim exigiam, mas não perdiam a sensibilidade para reconhecer o fausto. Tanto é assim que nosso anônimo descobridor decerto ficou curioso com as pedrinhas escuras encontradas, enquanto escarafunchava o rio Tripuí (água veloz, em tupi). Ouro negro, eclipse de um sol de mais puro quilate, encoberto por uma camada fina de óxido de ferro.
Apure os ouvidos ao andar pelas ruas de Ouro Preto. Sem muito esforço e alguma imaginação é possível ouvir os sussurros conspiratórios, os ideais subversivos, as intrigas palacianas... Os paralelepípedos cobrem um chão sagrado, abençoado pela história. E onde há história há interesses dicotômicos, que se chocaram violentamente pelas ruas de Vila Rica.
Ouro Preto não é feita só de histórias douradas. A natureza foi bem generosa e também exigiu sua cota de sacrifício. O ouro, neste aspecto, tem apenas o papel de recheio numa paisagem que revela muito mais riquezas. Belos vales, esplendorosos mirantes, infinitas nascentes. Um paraíso perdido em meio às lendas.
O maior conjunto barroco do mundo. Uma cidade setecentista em pleno séc. XXI. Anacronismos à parte, a antiga Vila Rica foi palco da vaidade, da soberba, da competição e da genialidade humana. Sentimentos muito atuais hoje, mas que naquela época eram traduzidos com estilo, com orgulho. A arte era resultado de anos, da paciência e da entrega absoluta.
Igrejas Importantes em Ouro Preto
Matriz Nossa Senhora do Pilar: o projeto desta igreja, considerada uma das mais requintadas do barroco, é atribuído a Pedro Gomes Chaves. A talha da capela-mor foi executada por Francisco Xavier de Brito. O acervo ainda inclui magnífica talha coberta de ouro e mais de quatrocentos anjos esculpidos. Foram empregados em sua ornamentação cerca de 400 quilos de ouro e 400 de prata. Em anexo, na sacristia, está o Museu de Arte Sacra do Pilar
Entrada: R$ 3,00 (estudantes e idosos pagam meia)
Praça Monsenhor Castilho Barbosa.
Horário: de terça a domingo, das 9 às 10:45h e das 12 às 16:45h.
OBS: proibido fotografar dentro da igreja
São Francisco de Assis: a mais famosa de Ouro Preto, um dos exemplares mais magníficos do barroco mineiro. Sua construção foi iniciada em 1766. é considerada obra-prima de Aleijadinho, responsável pelo risco geral do prédio, portada, tribuna do altar-mor, altares laterais e capela-mor. São também suas as esculturas da portada e dos púlpitos. Mestre Ataíde conferiu excelência artística ao teto, representando a assunção de Nossa Senhora. A arquitetura desta igreja tem inspiração militar.
Entrada: R$ 2,00
Largo de Coimbra (em frente à feira de artesanato com pedra-sabão)
Horário: de terça a domingo, das 8:30 às 11:45h e das 13:30 às 17h.
OBS: proibido fotografar dentro da igreja
Tem muuuitas igrejas lá, mas visitamos apenas essas, que são as mais importantes, além do Museu da Inconfidência e dos casarios antigos em estilo colonial e barroco.
OBS: informações retiradas do site http://www.ouropreto.org.br/ e dos guias locais.
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16/01/2010
Cidades Históricas de Minas Gerais
Nas férias fiz uma das melhores viagens da minha vida, pois fui conhecer as Cidades Históricas de Minas Gerais. Para quem é apaixonado por arquitetura, história da arte e história geral como eu sou, é um prato cheio conhecer esses lugares.
Estive em várias cidades, então vou colocar os posts aos poucos aqui para que vocês possam acompanhar como foi a viagem e usufruir das fotos dos lindos lugares por onde passei. Os posts sempre estarão com o nome das cidades e com a história de cada uma, assim fica mais fácil de ler. As cidades por onde passei foram: Belo Horizonte, Sabará, Sete Lagoas, Cordisburgo, Congonhas do Campo, Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, Lagoa Dourada e São João del-Rei.
Gostaria também de dizer que fiquei muito grata pelas informações obtidas com os guias que nos acompanharam na viagem, eles são excelentes, conhecem muito bem os lugares por onde passam e sempre são atenciosos. Fiz a viagem pela CVC e recomendo, porque a organização e a logística do passeio, bem como a qualidade dos serviços que usamos, em nenhum momento deixaram a desejar, tudo foi do bom e do melhor.
Bom, vou começar com a primeira cidade que visitamos, Congonhas do Campo, e nos dias que seguem vou adicionando as outras.
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