Mostrando postagens com marcador Arte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arte. Mostrar todas as postagens

02/07/2014

Exposição Obsessão Infinita de Yayoi Kusama

Estive na exposição Obsessão Infinita da artista Yayoi Kusama realizada no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo, que oferece um panorama do trabalho da artista japonesa (uma das mais originais e inventivas do pós-guerra) através de aproximadamente 100 obras realizadas no período entre 1949 e 2012, que incluem pinturas, trabalhos em papel, esculturas, vídeos, apresentações de slides e instalações.

O caráter psicológico singular e pronunciado em seu trabalho sempre foi combinado com uma dose de reinvenção e inovação formal, o que lhe permite dividir sua visão única com um público mais amplo, através do espaço infinitamente espelhado e da repetição obsessiva de pontos que caracteriza sua obra.

Nos anos 50 ela se mudou para New York, onde entrou em contato com artistas como Andt Warhol, Donald Judd, Claes Oldenberg e Joseph Cornell, o que influenciou diretamente sua obra em termos de aparência e de tipos.

Em seus trabalhos mais recentes, a artista renovou o contato com seus instintos mais radicais em instalações imersivas e colaborativas – peças que fizeram dela, com justiça, a artista viva mais celebrada do Japão.


OBS: disponibilizei aqui também o folder que peguei por lá e as fotos (Flickr). 

DICA VALIOSA: como a artista ficou famosa pela exposição 'das bolinhas', é bom se precaver, pois há filas para entrar no Instituto (você fica mais ou menos uma meia hora nela) e, além disso, para visitar os ambientes com as instalações e as obras, também têm muitas filas (para que as pessoas não se atropelem lá dentro, já que alguns são escuros). Se estiver a fim de ver, vá com MUITA paciência (porque as pessoas furam fila) e, principalmente, mente aberta!

Instituto Tomie Ohtake
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201, entrada pela Rua Coropés - Pinheiros
Tel.: 11-2245-1900
Horário de atendimento: das 11h às 20h.
Entrada Gratuita - De 22/05 à 27/07.
Curadoria: Philip Larratt-Smith e Frances Morris

27/06/2014

Exposição Casamata

Estive há mais ou menos um mês na Exposição Casamata que está acontecendo na Pinacoteca do Estado (clique aqui para visitar o site) do artista Laerte Ramos. São 102 peças em formato de Casamatas, feitas em cerâmica e 44 peças Columbiformes de dois tamanhos diferentes que reproduzem pombos. 

Casamata é uma construção baixa, um abrigo normalmente abobadado e fortificado, às vezes blindado, que pode ser parcialmente subterrâneo e que tem como finalidades instalar armas, estocar munição ou alojar pessoas. Na instalação apresentada na Pinacoteca, Laerte Ramos faz um paralelo dessas pequenas construções com as habitações que os pássaros popularmente conhecidos como João-de-barro. O artista cria uma série de modelos de moradas a partir da junção de formas geométricas simples como esferas e cubos. Tais formas se multiplicam, encaixam-se, combinam-se, com repetições e agrupamentos. Sustentadas por cabos de aço, praticamente soltas e visíveis de todos os ângulos, muitas trazem em seus vãos ou em superfícies maiores areia e plantas artificiais.

A presença de mais de 100 casamatas no espaço Central do museu possibilita que as esculturas interajam com o espaço banhado de luz, no qual as paredes ainda exibem a alvenaria de tijolos de barro que explicitam a estrutura do edifício – historicamente inacabado – e cujo piso, de mármore branco, cor também aplicada em todas as Casamatas, possibilita ampliar o jogo de cheios e vazios, o peso da matéria e a leveza do suporte.Além das casamatas, nos dois pátios laterais ao Octógono foram instalados os Columbiformes, que acomodam-se em diversos pontos, chamando novamente a atenção para os vestígios de uma construção nunca finalizada.

Este final de semana é o último para ver a exposição, aproveitem para visitar, é bem legal para arquitetos que buscam inspiração e para pessoas que só querem ver a arte com um olhar diferente.




O restante das fotos está disponível aqui: Flickr
Curadoria de Ana Paula Nascimento, para o Projeto Octógono de Arte Contemporânea na Pinacoteca.

Fonte: Pinacoteca  /  Fotos: Acervo Pessoal

22/03/2012

Estado agora vai 'tombar' bem imaterial

A viola tropeira, o virado à paulista, a ciranda, o sotaque da Mooca, a pizza de domingo. Essas e outras tradições tão tipicamente paulistas podem ser preservadas agora pelo governo estadual, por meio do Programa do Patrimônio Imaterial. A ideia é registrar pela primeira vez danças, músicas, pratos, costumes, rituais, livros, brincadeiras, lugares ou outros tipos de manifestações artísticas que estejam intimamente ligados à história e à memória de São Paulo.


O primeiro bem imaterial a ser "tombado" deverá ser a congada, dança surgida com a vinda de povos africanos de origem Banto, das regiões do Congo, Moçambique e Angola.
 "Será feito o registro com todos os detalhes de cada manifestação. Assim, quando forem repetir, haverá uma espécie de receita para que aquela manifestação possa ser repetida de forma correta", explica o secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo.
De acordo com a nova legislação, publicada ontem no Diário Oficial do Estado, qualquer pessoa pode agora pedir o registro de um bem imaterial. A deliberação ficará por conta do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat), órgão estadual ligado à Secretaria de Cultura, responsável pelos tombamentos de imóveis históricos. Poderá ser feito o registro "universal", quando a manifestação ocorre em vários pontos no Estado, ou o registro "específico", quando tal prática é encontrada apenas em uma região de São Paulo.


O conceito de patrimônio imaterial existe desde 1930. Os primeiros estudos sobre o tema foram do escritor Mario de Andrade, que realizou várias pesquisas folclóricas, coletando objetos, músicas e outras expressões da cultura nacional. Um decreto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ampara esse tipo de registro no País desde 2000 - há 23 bens imateriais registrados até hoje pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas nenhum especificamente em São Paulo. Tanto a legislação estadual quanto a municipal ainda não tinham um programa para viabilizar o registro histórico dessas práticas culturais.


Reportagem de: RODRIGO BRANCATELLI
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,estado-agora-vai-tombar-bem-imaterial-,787358,0.htm
Fotos: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/49/Rugendascongada.jpg/400px-Rugendascongada.jpg e https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgN0jafsVAxZbqpvtG0QnbdNdgnp51bZClSenoo63uRASFmgFnly_swp2Ki4uCKCnvFPF2x62cr0IrJ-uWDK72P5XQkuL34n67Swed7ZSQpMbVrTljmJsgZKu5cICBgL6egVI1bSM3PwM6x/s1600/congada.jpg

27/07/2010

Obras de Arte Modernas

Eu adoro obras de arte modernas e contemporâneas, sem deixar de admirar as clássicas. Existem no Brasil muitos artistas que eu admiro e a Barbara Ribeiro é uma delas. Algumas de suas obras estão distribuidas ao longo desse post.




A Barbara Ribeiro é arquiteta e artista plástica, com diversas exposições individuais e coletivas, nacionais e internacionais. Além da arte, é professora e co-fundadora da Pós-Graduação Lato Sensu em Design de Interiores na PUC- RJ.

Eu acredito que para ser um bom arquiteto ou arquiteta, a pessoa tem que estar sempre envolvida com a arte, pois é a partir dela que se tem um ponto de partida, uma referência ou inspiração para desenvolver o trabalho. É o famoso repertório!
Ela expõe seus trabalhos da Vilaseca, uma loja de arte conceituada no Rio de Janeiro por oferecer serviços relacionados às obras, como molduras e por trazer artistas novos ao mercado.

A Vilaseca Assessoria de Arte é uma loja que oferece serviços destinados a conservação e valorização das obras de arte. A loja oferece mais de 200 perfis de molduras, do mais simples ao mais sofisticado, em madeira, acrílico, metal e aço. As molduras são exclusivas e projetadas para espaços customizados. Além disso, a Vilaseca é a responsável por toda a venda exclusiva das reproduções das obras de Portinari no Rio de Janeiro, além da curadoria de jovens artistas.

Serviço:
Vilaseca Assessoria de Arte
(21) 2429-8116
www.vilaseca.com.br


OBS: fotos e informações passadas pela Priscilla Poubel da Assessorando.

13/07/2010

Móveis de Fibras

Eu tenho loucura pos móveis de fibra, acho que são um coringa na hora de fazer uma decoração, e vão de projetos extremamente clássicos até os mais modernos.

A maioria deles pode ser usado na área externa e na área interna o uso é livre. Mas normalmente as pessoas acham que esse tipo de mobiliário pode ser usado somente em casas de campo ou de veraneio. O uso é livre e pode ser em todos os tipos de decoração.

A Fibras Arte é uma das empresas pioneiras no Brasil desse tipo de mobiliário, e tem uma variedade incrível de tipos. Essas fotos que estão no blog são do lançamento deste ano. A peça que mais gostei foi a mesa de centro, achei muito legal!!!

Para a Fibras Arte ser o que é hoje, foi preciso muita fibra de dois irmãos que, ainda menores de idade, já aprendiam o artesanato aplicado em móveis para ajudar a família, em uma pequena fábrica de móveis artesanais.

Depois de alguns anos, começaram a trabalhar em casa, num espaço de 40m², com apenas dois ajudantes. O negócio prosperou e, em 1984, inauguraram seu sonho: uma fábrica em Duque de Caxias, a Fibras Arte.

Em 1999, os dois foram ainda mais longe - firmaram parcerias internacionais para comercializar produtos importados da Indonésia, China, Tailândia e Marrocos em seu showroom, criado há 14 anos.

Atualmente, a empresa possui representantes comerciais em diversos estados brasileiros, com acesso direto à fábrica. Além disso, também trabalham com móveis com design exclusivos, projetados pelo arquiteto Paulo César Pinto.

Visite o site da empresa, que também é lindo e tem sugestões de decoração com o mobiliário www.fibrasarte.com.br

OBS: informações da empresa e as fotos foram fornecidas por Priscila Poubel da Assessorando Comunicação.

05/06/2010

Jardim Botânico de São Paulo e Suas Novas Exposições

Em comemoração ao Ano Internacional da Biodiversidade, o Jardim Botânico de São Paulo, apresenta de 1 de junho a 29 de agosto, as exposição "Biodiversidade – olhando a vida com outros olhos". e "Natureza brasileira - olhando a biodiversidade pelos olhos da arte".


O objetivo principal do Ano Internacional da Biodiversidade, criado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, é dar maior visibilidade ao problema da destruição da natureza e ao mesmo tempo valorizar ações em defesa da vida em nosso planeta.

Exposição "Biodiversidade – olhando a vida com outros olhos"

Sob a curadoria do Núcleo de Educação do Instituto de Botânica, órgão pertencente a Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SMA, a mostra expõe 30 painéis, com 60 fotos que apresentam alguns representantes do imenso universo da flora e fauna da Mata Atlântica, enfocando as que ocorrem no PEFI - Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, onde está o Jardim Botânico de São Paulo.

O PEFI e a biodiversidade

O Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, é uma Unidade de Conservação que abriga um dos mais expressivos remanescentes de Mata Atlântica, inserido em área urbana do país.

Este remanescente abriga uma flora de grande importância científica, ornamental e econômica, muitas espécies endêmicas e em risco de extinção, cerca de 70 espécies de liquens, 1.000 espécies de algas microscópicas de água doce, mais de 400 espécies de fungos, 130 espécies de pteridófitas, cerca de 1.200 espécies de fanerógamas, totalizando quase 3.000 espécies de seres vivos, além de uma fauna relativamente rica.

Exposição "Natureza brasileira - olhando a biodiversidade pelos olhos da arte"

A exposição fotográfica clicada com arte pela Família Zuppani , composta por 15 belas obras, como um dos objetivo, buscar recriar a situação visual mais próxima do real que estava no ambiente fotografado.

Mostrando detalhes, formas, cores, sensações de cada lugar, energia em equilíbrio repleto de vidas, pretendemos sensibilizar o ser humano para a grandiosidade da biodiversidade, retratada nas paisagem naturais de várias regiões brasileira.

A Família Zuppani

Amar a existência, a vida, as belezas, um ser humano e o nosso ambiente. Isso é o que inspira à criação artística em nossa família. Porém o equilíbrio de se fazer arte fotográfica em grupo é uma “dança de pêndulos” entre o individualismo e o coletivo. Isso porque, de um lado a fotografia é, em essência, uma arte individual onde, sozinho com seu equipamento, um fotógrafo revela seu olhar de mundo. Mas por outro lado somos aqui uma fusão de três personagens entrelaçados por um fio de ligação que é aqueles amores já comentados. Assim, juntos ou separados, nós formamos uma linguagem única de arte e comunicação fotográfica da família Zuppani.
Somos então o Du Zuppani, pai da história; o Palê Zuppani, filho mais velho; o Zé Zuppani, caçula, nascidos em Taquaritinga, São Paulo. Cada um com virtudes particulares, para somar ao trio, e com equipamentos fotográficos em mãos vai para a janela e o quintal de nossa casa, para a praça da cidade, a praia, a metrópole, a comunidade tradicional, a paisagem rural, a floresta e os diversos ecossistemas terrestres.

O processo de tratamento digital é indispensável em nosso tipo de equipamento, mas
buscamos sempre a beleza e as sensações que cada lugar pode nos presentear, pretendemos sensibilizar o ser humano para as riquezas naturais de nosso país..

Locais
"Biodiversidade – olhando a vida com outros olhos"
Alameda Fernando Costa

"Biodiversidade- um olhar além da arte fotográfica ou Natureza brasileira - olhando a biodiversidade pelos olhos da arte"
Museu Botânico Dr.João Barbosa Rodrigues

Informações:
Jardim Botânico de São Paulo
Av.Miguel Estéfano 3031 – São Paulo
de terça a domingo, das 9:00 as 17:00 hs
www.ibot.sp.gov.br
Para entrar, paga-se um valor simbólico e estudante paga meia entrada.

OBS: informações retiradas do release da assessora de imprensa do Jardim Botânico de São Paulo, Marilia Vazquez Aun.
OBS: fotos retiradas do site http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/foto/0,,16812800-EX,00.jpg e http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/sao-paulo/imagens/jardim-botanico-de-sao-paulo-1.jpg, respectivamente.

01/05/2010

Outros Planos: Brasília 50 Anos

Na semana passada, exatamente no dia 21/04, Brasília comemorou seu aniversário de 50 anos e levantou várias questões sobre seu urbanismo e arquitetura tão famosos e problemáticos em alguns pontos. O MCB, Museu da Casa Brasileira, fez uma exposição que mostra quais foram os outros projetos que concorreram com o de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. Abaixo seguem as informações! :)

Exposição “Outros Planos: Brasílias”
Reúne projetos finalistas do concurso para o plano piloto da Nova Capital
Abertura: 20 de abril, às 19h30
Visitação: 21 de abril a 16 de maio
Debates: 27 de abril e 11 de maio, às 19h30

Os sete projetos finalistas do concurso para o Plano Piloto da então nova Capital do Brasil, realizado em 1957, estarão na Exposição “Outros Planos: Brasília”, uma realização do Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBea).

Com curadoria do arquiteto Eduardo Della Manna, pesquisa de Jeferson Tavares e projeto de Fernando Brandão, a mostra traz as várias soluções urbanísticas, premiadas e ainda pouco conhecidas, e que tiveram um único objetivo: propor uma cidade ideal como Capital do País.

Serão apresentadas, em detalhes, as possíveis Brasílias em que os pedestres caminhariam em esteiras rolantes ou onde gigantescos edifícios substituíriam os tradicionais bairros.

“Hoje, sabemos da existência de mais de 30 planos para Brasília”, diz Eduardo Della Manna. “Esse conjunto de propostas carrega uma diversidade de soluções urbanísticas, algumas tradicionais, outras inovadoras, ainda pouco conhecidas”.

Uma visão crítica sobre a Brasília, que está completando 50 anos, passa pelo conhecimento de sua história. Qual foi o legado do projeto urbano da nova capital? E como teriam sido os outros projetos não construídos? Estas questões permeiam a mostra e os dois debates que serão realizados com alguns dos autores dos sete projetos finalistas, críticos e urbanistas. Como se sabe, o grande vencedor foi Lúcio Costa, com suas superquadras, as Asas Norte e Sul, a Praça dos Três Poderes e os Eixos Monumental e Rodoviário, os comércios locais e os prédios de seis andares.

Lista dos finalistas

1º lugar – Lúcio Costa
2º lugar – Boruch Milmann, João Henrique Rocha e Ney Fontes Gonçalves
3º lugar (empatados) – Marcelo Roberto e Maurício Roberto; Rino Levi, Roberto Cerqueira César, Luiz Roberto de Carvalho Franco e Paulo Fragoso
5º colocado (empatados) – Carlos Cascaldi, João V. Artigas, Mário Wagner V. Cunha e Paulo de Camargo e Almeida; Henrique E. Mindlin e Giancarlo Palanti; Construtécnica S/A – Milton C. Ghiraldini

O arquiteto Jeferson Tavares, responsável pela pesquisa dos projetos, diz que a seleção permite uma percepção das decisões do júri: “Compreendemos, assim, que a eleição dos finalistas esteve diretamente atrelada aos preceitos da vanguarda urbanística da época, ligada ao Movimento Moderno, embora a contribuição dos projetos vá além desses preceitos”. E conclui: “A mostra é um olhar sobre a realidade urbana brasileira da primeira metade do século XX, cujas soluções – esquecidas ou ignoradas – ainda podem nos ensinar através de erros e acertos”.

Na mostra, haverá painéis com imagens e textos que sintetizam cada uma das sete propostas premiadas, além dos comentários do júri, precedidos de uma breve contextualização do período e de fatos antecedentes ao concurso de 1957. O concurso do Plano Piloto era uma disputa de ideias, não de detalhes. De alguma forma, isso será revivido nesta exposição.

Haverá, também, um conjunto de vitrines com um pouco da memória em torno da inauguração de Brasília.

Arquiteto e urbanista, o curador Eduardo Della Manna é sócio-diretor do escritório PPU Planejamento e Projetos Urbanos e mestre pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Entre outros trabalhos, participou do Plano de Ação Integrada da Favela de Paraisópolis (2002), do Plano de Requalificação Sócio-Econômica do Centro Novo de São Paulo (2004) e do Plano de Desenvolvimento Sustentável da Região Serrana do Espírito Santo (2004).

Debates

Outros planos: Brasílias. Como seriam as outras brasílias?
27 de abril, às 19h30
Participam os arquitetos Jeferson Tavares, Jorge Wilheim, Pedro Paulo de Melo Saraiva e Marcio Roberto. Moderador: Eduardo Della Manna.

Brasílias: Reflexão e Crítica
11 de maio, às 19h30
Participam os arquitetos Jeferson Tavares, Sylvia Ficher, Milton Braga e Fernando Serapião. Moderador: Marcio Mazza.

Exposição

“Outros Planos: Brasílias”
Abertura: 20 de abril, às 19h30
Visitação: 21 de abril a 16 de maio
Debates: 27 de abril e 11 de maio, às 19h30

Serviço

Local: Museu da Casa Brasileira
Av. Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano Tel. 3032-3727
Ingresso: R$ 4,00 – Estudantes: R$ 2,00 (Gratuito domingos e feriados).
Acesso a portadores de deficiência física.
Visitas orientadas: 3032-2564 agendamento@mcb.org.br
Site: www.mcb.org.br
Twitter.com/mcb_org
Estacionamento: de terça a sábado até 30 min. grátis, até 2 horas R$ 8,00, demais horas R$ 2,00. Domingo: preço único de R$ 10,00.

OBS: informações retiradas do site www.mcb.org.br e http://theurbanearth.wordpress.com/

23/04/2010

Casa Modernista na Rua Itápolis - Gregory Warchavchik

Domingo passado estive numa das casas modernistas de São Paulo, aliás uma das primeiras do Brasil, idealizada e construída pelo arquiteto Gregory Warchavchik. Essa, junto com as casas modernistas da Rua Santa Cruz e Rua Bahia, constituem algumas das mais importantes obras desse arquiteto, que já tinha idéias modernistas muito antes de Oscar Niemeyer.

Fiz uma visita guiada, organizada pelo Museu da Casa Brasileira, que está de parabéns pela iniciativa de desenvolver essas atividades e pela organização. Coloquei algumas fotos para vocês verem...

Created with Admarket's flickrSLiDR.
Warchavchik nasceu na cidade de Odessa, Ucrânia, então parte do Império Russo. Iniciou os estudos de arquitetura na própria Universidade Nacional de Odessa.

Em 1918 muda-se para Roma, Itália, ingressando no Regio Istituto Superiore di Belle Arti, diplomando-se em 14 de julho de 1920. Passa os dois primeiros anos de formado trabalhando para o professor e arquiteto neoclássico Marcello Piacentini (1881-1960), mais tarde conhecido como l'architetto del regime (fascista), e dirige a construção do Cinema-teatro Savoia (1922), em Florença.

Chega ao Brasil (segundo ele, terreno preparado para minhas idéias e meus sonhos) em 1923, no auge da vanguarda modernista, apenas um ano após a Semana de 22, encontrando aqui uma predisposição à aceitação das ideias que ele trazia da Europa - os preceitos de Walter Gropius (1883-1969), Mies van der Rohe (1886-1969) e Le Corbusier (1887-1966) - e já empregado pela Companhia Construtora de Santos, dirigida por Roberto Cochrane Simonsen, primeiro intelectual brasileiro a defender o trabalho racional dentro da indústria, seguindo a escola do taylorismo e do fordismo.

Contudo, ele não poderia ter chegado a um lugar mais oportuno, pois a província de São Paulo, mesmo possuindo ainda características de uma vila, fervilhava de intelectuais defensores da nova arte como Paulo Prado, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Graça Aranha, Renato de Almeida, Guilherme de Almeida, Menotti del Picchia, Plínio Salgado, Victor Brecheret, Emiliano Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Heitor Villa Lobos e outros. Warchavchik, como não poderia deixar de ser, logo entrou em contato com o grupo modernista de São Paulo, onde conheceu a jovem Mina Klabin, filha de um grande industrial da elite paulista, com quem viria a se casar em 1927, naturalizando-se brasileiro.

Em 1925, Warchavchik, escreve aquele que seria o primeiro manifesto da arquitetura modernista no Brasil, publicado inicialmente em italiano no jornal Il Piccolo no dia 15 de junho, intitulado “Futurismo?”, posteriormente traduzido e republicado pelo Correio da Manhã em 1º de novembro, como “Acerca da Architectura Moderna”. No mesmo ano, Walter Gropius iniciava a publicação dos Bauhausbücher, com a obra Internationale Architektur. Pode-se dizer que poucas e relativas dissonâncias separam seu documento ao do mestre alemão.

No artigo de Warchavchik, são expostas algumas ideias do arquiteto sobre o novo padrão de estética arquitetônica que estava florescendo. Segundo ele, assim como as máquinas que acompanhavam a evolução tecnológica, os edifícios também precisavam se modernizar, pois são verdadeiras “máquinas de morar” - não apenas no sentido das técnicas construtivas, que ficavam a cargo dos engenheiros da época, mas principalmente em relação à “cara” da construção. A crítica ao ornamento é feita de forma veemente: detalhe inútil e absurdo, imitação cega da técnica da arquitetura clássica, tudo isso era lógico e belo, mas não é mais. Para ele, o estudo da arquitetura clássica deveria servir apenas para dar ao arquiteto um sentimento de equilíbrio e proporção, do contrário, estaríamos fadados a viver em verdadeiras réplicas antiquadas, que destoavam totalmente dos equipamentos modernos, dos costumes modernos, enfim, da vida moderna.

Neste sentido, defendeu fortemente a produção de uma arquitetura livre dos legados do passado, e que refletisse a época da modernidade - lógica e livre de ornatos.

Mesmo tendo em seus conhecimentos extensa cultura clássica e ainda convivido com Marcello Piacentini, o qual publicaria em 1930 o livreto Architettura d'oggi, atacando a nova arquitetura e afirmando que esta lhe parecia um produto efêmero, Warchavchik se mostra fiel ao movimento que se processava e aos seus estudos sobre os novos materiais.

A Casa da Rua Itápolis

Essa casa, no Pacaembu, aqui em São Paulo, ficou em exposição de 26 de março a 20 de abril de 1930 e impulsionou a renovação arquitetônica brasileira, tornando-se uma referência e complementando a revolução assinalada pela “Semana de Arte Moderna de 1922”.

No projeto, Warchavchik procurou resolver, de maneira mais estética possível, a questão econômica e funcional. Ao contrário do tradicional, eliminou corredores com a finalidade de obter mais espaço. Uma planta-baixa pequena, simples e econômica mudou a concepção de muitos a respeito da arquitetura moderna e passou a ser referência para o Estado. Ou seja, usar menos espaço para ter mais integração.

Warchavchik recebeu muitos elogios, mas especiais foram os de Le Corbusier, já que era um admirador e seguidor de suas idéias. Le Corbusier, que visitou a casa ainda em construção, em 1929, admirou a plasticidade do muro em curva que separa o jardim social do quintal de serviço, dentre outros aspectos do projeto. Muito impressionado, decide, em uma reunião junto com outros intelectuais paulistas, na própria residência, que Warchavchik representaria não só o Brasil como toda a América do Sul, como delegado dos Congrès Internationaux d'Architecture Moderne (CIAM). Durante a exposição, dentro da casa, haviam objetos de vários artistas do período, entre escultores, pintores, escritores, etc.

Eu, que nunca tinha ouvido falar desse arquiteto até conhecer a casa modernista da Rua Santa Cruz, fico cada vez mais impressionada com o pensamento inovador que ele tinha para a época em que viveu e sua esposa, Mina Klabin, também criou o paisagismo com plantas brasileiras. Assim como foi com as obras do Frank Lloyd Wright, as obras do Warchavchik são amor à primeira vista!

OBS:
- fotos tiradas pelo Robson Leandro e eu... :D
- algumas informações do texto foram passadas pelo guia da casa e do museu, outras foram retiradas do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Gregori_Warchavchik
- Museu da Casa Brasileira www.mcb.org.br

Aliás, essas visitas guiadas fizeram tanto sucesso que o museu pensa em manter essa atividade permanente, legal né?! :D

30/01/2010

São João del-Rei - Minas Gerais

Infelizmente, essa foi a última cidade que passamos, eu passaria minha vida toda passeando... :)

São João del-Rei é uma cidade muito bonita e uma das mais antigas da época da Inconfidência e da Mineração. Lá vimos a única igreja que foi construída com pedras e óleo de baleia, e que as paredes tem 2,10m de espessura. Atrás dessa igreja há um cemitério, onde estão enterrados Tancredo Neves e sua esposa.

Para ver todas as fotos dessa cidade, clique aqui!

Foi fundada em fins do século XVII por taubateanos liderados por Tomé Portes del Rei que por isso é considerado seu fundador.
Em 1709 a cobiça pelo ouro gerou discórdia entre portugueses e paulistas dando causa à Guerra dos Emboabas acontecendo o triste episódio do “Capão da Traição” quando os paulistas foram emboscados e chacinados pelos portugueses.Em 08 de dezembro de 1713 o arraial alcançou foros de vila com o nome deSão João del Rei,homenagem a D. João V e também passa a ser sede da Comarca do Rio das Mortes.

O ouro a pecuária e a agricultura foram os fatores de desenvolvimento e progresso da vila e aos 6 de março de 1838 é elevada à categoria de cidade.São João del Rei participou sempre das decisões mineiras e nacionais. Em 1833 na Sedição Militar de Ouro Preto: em 1842 na Revolução Liberal, e sendo sede do 11°BI - Batalhão Tiradentes, participou das revoluções de 1930 e 1964. Combateu na Itália triunfando em Montese e Castelnuovo. Aqui nasceram os grandes heróis nacionais:

- Joaquim José da Silva Xavier (o Tiradentes ­Proto Mártir da Independência e Patrono Cívico da Nação Brasileira);
- Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira (a heroína da Inconfidência)
- Presidente Dr. Tancredo de Almeida Neves (instaura a nova república e conduz o Brasil novamente à Democracia)

Em São João del Rei encontram-se exemplares de arquitetura colonial mineira. O paço Municipal (Prefeitura), Casa do Barão de Itambé, os solares do Barão de São João del Rei da Baronesa de Itaverava, dos Lustosas, dos Neves o casario da rua Santo Antônio e muitos outros. O solar de João Antônio da Silva Mourão onde está instalado o museu do SPHAN é um dos mais belos prédios da cidade. Há o pelourinho (lembrança da férrea Justiça colonial) o Chafariz da Legalidade, as pontes da Cadeia e do Rosário o monumento ao Cristo Redentor no alto da Bela Vista donde se descortina a visão geral da cidade e outros.

Além dos 5 passos da Via Sacra há em São João del Rei as seguintes igrejas e capelas: Catedral-Basílica do Pilar ( 1721 ) - Rosário ( 1720) - Carmo (1733) - Mercês e Bonfim (1769) - São Francisco de Assis ( 1774) - Senhor dos Montes Santo Antônio e N. Sra. da Piedade do Bom Despacho (antiga capela da Cadeia além das que foram construídas neste século.

O estilo da maioria destas igrejas obedeceu àquele que se denomina "barroco mineiro" onde salienta-se a opulência dos altares dourados e a profusão de detalhes arquitetônicos e ornamentais. Notabitizaram-se nestas construções grandes artífices como: Manoel Rodrigues Coelho, Francisco de Lima Cerqueira, Luiz Pinheiro de Souza, Joaquim de Assis Pereira e Aniceto de Souza Lopes.

Entre as artes, a Música é o pendor maior dos sanjoanenses, sendo justo os cognomes de "Terra da Música" e "Terra onde os sinos falam" dados a São João del Rei desde o século XIX. Existem aqui, duas corporações musicais mais que centenárias: as orquestras Lira Sanjoanense e Ribeiro Bastos, responsáveis pela grande tradição da música sacra nas igrejas são-joanenses, ainda hoje em pleno vigor. Existem ainda, a Sociedade de Concertos Sinfônicos e o Conservatório Estadual de Música "Pe. José Maria Xavier". Entre os compositores sanjoanenses, os mais notáveis foram o Pe. José Maria Xavier, Martiniano Ribeiro Bastos, Luiz Baptista Lopes, Presciliano Silva e João Feliciano de Souza.

OBS: informações retiradas do site http://www.saojoaodelreisite.com.br/

25/01/2010

Tiradentes - Minas Gerais

Tiradentes foi a penúltima cidade que visitamos e ela também é, sem dúvida, uma das mais bonitas. Ela está toda preservada porque a Fundação Roberto Marinho mantém verbas de restauro e patrocínio na cidade, e em troca, a utilizam como cenário para novelas e minisséries da TV Globo.

Para ver todas as fotos de Tiradentes, clique aqui!

História

O ouro descoberto por João Siqueira Afonso, em 1702, no local denominado “Ponta do Morro” atraiu um grande número de pessoas que, interessadas na exploração, ergueram uma capela e formaram um arraial que ficou conhecido com Santo Antônio da Ponta do Morro.

Tiradentes foi uma das cidades que mais teve ouro de superfície no Brasil, e graças a esta abundância, o arraial se desenvolveu, sendo elevado em 1718, à categoria de Vila de São José del Rei, ganhando a configuração arquitetônica que permanece até hoje.

A decadência do metal não impede a Coroa Portuguesa de lançar a derrama, exigindo o pagamento compulsório de impostos atrasados do quinto do ouro. Esta atitude opressora da metrópole faz nascer um sentimento revolucionário, que ficou conhecido como Inconfidência Mineira.

Em 06 de dezembro de 1889, com a valorização da figura do alferes, o governo republicano, decide trocar o nome da cidade para Tiradentes , homenageando o filho ilustre, nascido em 1746 na fazenda do Pombal, à margem direita do rio das mortes e em 1938, não só a cidade, mas todo seu entorno paisagístico é tombado pelo IPHAN, e hoje, Tiradentes se orgulha de sua vocação turística, sendo considerada um dos pólos turísticos mais importantes do Brasil.

Igrejas

Igreja Matriz de Santo Antonio: Seguindo a rua Padre Toledo se encontra um dos mais belos templos do Barroco brasileiro; a imponente Matriz de Santo Antônio, considerada a 2a mais rica do país, com aproximadamente 480 quilos de ouro. Sua construção, iniciada em 1710, foi finalizada em 1752, ano em que sua talha foi revestida em ouro. No coro está uma das mais preciosas de Minas Gerais, o órgão de origem portuguesa, fabricado por Simão Fernandes Coutinho. As pinturas estilo rococó, em tons vermelho e azul foram feitas por Manuel Víctor de Jesus. Seu interior é extremamente rico em detalhes, imagens, talhas, pinturas, sentimentos e estilos, merecendo uma visita minuciosa com os guias locais.
Sua fachada atual é de 1810, com planta de Antônio Francisco Lisboa; o Aleijadinho. No adro, um original relógio de sol esculpido por Leandro Gonçalves Chaves. Dali, uma das mais belas vistas da Serra de São José.

Igreja de São Francisco de Paula: A partir da rodoviária pela rua São Francisco chega-se ao alto do morro, onde se ergue esta construção do século XVIII. A capela possui um diferencial das demais tiradentinas, que é o de ter as sineiras no corpo de sua fachada. Possui um cruzeiro instalado em 1718, ano da elevação do Arraial à Vila de São José del Rei. Em frente à capela há um gramado de onde descortina a mais bela vista da Matriz de Santo Antônio e de toda a cidade. Local perfeito para fotografias. Lá também foi gravada a minissérie Hilda Furacão, com Ana Paula Arósio e Rodrigo Santoro.

OBS: informações retiradas do site http://www.tiradentesgerais.com.br/ e do guia local Vicente.

22/01/2010

Ouro Preto - Minas Gerais

Lá vou eu colocar mais uma cidade aqui da viagem que fiz. Mas essa é muito especial! Foi a cidade que eu mais gostei de todas, porque ela é linda, com 100% das casas originais preservadas, ainda da época da Inconfidência Mineira. Lá também fica o Pico do Itacolomi, um dos picos mais impressionantes que eu já vi, em uma serra mais impressionante ainda. Bom, só vendo as fotos e a história de Ouro Preto para entender como é fácil se apaixonar por esta cidade!

Para ver todas as fotos, clique aqui!

Não se sabe ao certo quem descobriu a primeira pedrinha de ouro. Corria algum dia entre 1693 e 1698. Provavelmente a expedição era comandada por Duarte Lopes. Naqueles idos bandeirantes serpenteavam as montanhas de Minas em busca da lendária Serra de Sabarabuçu, relatada pelos índios. Eram homens rudes, pois as adversidades assim exigiam, mas não perdiam a sensibilidade para reconhecer o fausto. Tanto é assim que nosso anônimo descobridor decerto ficou curioso com as pedrinhas escuras encontradas, enquanto escarafunchava o rio Tripuí (água veloz, em tupi). Ouro negro, eclipse de um sol de mais puro quilate, encoberto por uma camada fina de óxido de ferro.

Apure os ouvidos ao andar pelas ruas de Ouro Preto. Sem muito esforço e alguma imaginação é possível ouvir os sussurros conspiratórios, os ideais subversivos, as intrigas palacianas... Os paralelepípedos cobrem um chão sagrado, abençoado pela história. E onde há história há interesses dicotômicos, que se chocaram violentamente pelas ruas de Vila Rica.

Ouro Preto não é feita só de histórias douradas. A natureza foi bem generosa e também exigiu sua cota de sacrifício. O ouro, neste aspecto, tem apenas o papel de recheio numa paisagem que revela muito mais riquezas. Belos vales, esplendorosos mirantes, infinitas nascentes. Um paraíso perdido em meio às lendas.

O maior conjunto barroco do mundo. Uma cidade setecentista em pleno séc. XXI. Anacronismos à parte, a antiga Vila Rica foi palco da vaidade, da soberba, da competição e da genialidade humana. Sentimentos muito atuais hoje, mas que naquela época eram traduzidos com estilo, com orgulho. A arte era resultado de anos, da paciência e da entrega absoluta.

Igrejas Importantes em Ouro Preto

Matriz Nossa Senhora do Pilar: o projeto desta igreja, considerada uma das mais requintadas do barroco, é atribuído a Pedro Gomes Chaves. A talha da capela-mor foi executada por Francisco Xavier de Brito. O acervo ainda inclui magnífica talha coberta de ouro e mais de quatrocentos anjos esculpidos. Foram empregados em sua ornamentação cerca de 400 quilos de ouro e 400 de prata. Em anexo, na sacristia, está o Museu de Arte Sacra do Pilar
Entrada: R$ 3,00 (estudantes e idosos pagam meia)
Praça Monsenhor Castilho Barbosa.
Horário: de terça a domingo, das 9 às 10:45h e das 12 às 16:45h.
OBS: proibido fotografar dentro da igreja

São Francisco de Assis: a mais famosa de Ouro Preto, um dos exemplares mais magníficos do barroco mineiro. Sua construção foi iniciada em 1766. é considerada obra-prima de Aleijadinho, responsável pelo risco geral do prédio, portada, tribuna do altar-mor, altares laterais e capela-mor. São também suas as esculturas da portada e dos púlpitos. Mestre Ataíde conferiu excelência artística ao teto, representando a assunção de Nossa Senhora. A arquitetura desta igreja tem inspiração militar.
Entrada: R$ 2,00
Largo de Coimbra (em frente à feira de artesanato com pedra-sabão)
Horário: de terça a domingo, das 8:30 às 11:45h e das 13:30 às 17h.
OBS: proibido fotografar dentro da igreja

Tem muuuitas igrejas lá, mas visitamos apenas essas, que são as mais importantes, além do Museu da Inconfidência e dos casarios antigos em estilo colonial e barroco.

OBS: informações retiradas do site http://www.ouropreto.org.br/ e dos guias locais.

01/12/2009

Concurso "Arte na Obra" - UNINOVE

Eu e uma amiga minha da faculdade, a Dayane, entramos em um concurso onde precisamos desenvolver um objeto, móvel, enfim, qualquer coisa, com materiais que seriam descartados de obras. Pois bem, trabalho na área de arquitetura e em uma das visitas para medição decobri uma caçamba com muitos vidros e pisos quebrados, restos de tijolos e argamassa ainda nos sacos.

Pois bem, com esse material na mão, pedi para uma pessoa adaptar esse vidro, fazendo cortes como se fossem filetes, porque assim ficaria mais fácil manusear e os pedaços ficariam "iguais", pois os vidros estavam muito quebrados, mas não tinhamos nada em mente. Então, pensei em fazer uma luminária, aproveitando a transparência do vidro.

Lixamos os filetes todos, para que não houvessem cortes nas mãos de quem manuseia, colamos dois, um no outro para criar pressão e não descolar mais. Depois a colagem das peças foi feita com cola branca, araldite e cola de silicone. Ah, o soquete onde estava a lâmpada também foi achado em uma caçamba, mas de outra obra.

Boa parte descolocu depois que estava montado, tivemos que colar de novo, na última hora, parecia que tudo ia dar errado, até pessoas invejosas apareceram para criticar :S, mas conseguimos entregar e esperamos um bom resultado. :)

Valeu muito a pena!!!

22/11/2009

A Arte Indígena de Victor Brecheret

Hoje estive no Centro Cultural da CAIXA, na Sé, para ver a segunda parte da exposição do Brecheret, que faz parte de algumas das comemorações do ano da França no Brasil.

Com curadoria de Maria Aparecida Brecheret, a exposição traz obras inspiradas nos antepassados indígenas e no primitivismo milenar.

Foram selecionadas 24 esculturas e 23 desenhos, inspirados na cultura indígena, brasilianista e marajoara, oriunda da Ilha de Marajó, no Pará, o artista criou grafismos que lembram escritas antigas. A terracota era um dos materiais que ele usava para entalhar lendas e mitos indígenas. Foi Mário de Andrade, amigo de Brecheret, que lançou a sugestão de abrasileirar a produção, pouco antes da Semana de Arte Moderna em 1922. Anos depois, as palavras do escritor influenciaram a obra de Brecheret.

Sobre o escultor...

Brecheret era italiano de nascença, mas se considerava brasileiro. Em 1912, já no Brasil, frequentou o Liceu de Artes e Ofícios em São Paulo e no ano seguinte, voultou à Itália para ser aluno de Arturo Dazzi. Em 1915 abriu seu próprio atelier em Roma, onde sofre influência de escultores Rodin e Mestrovic. Depois de 6 anos na Itália, ele retornou ao Brasil, ganhou uma Bolsa de estudos do governo do estado de São Paulo e foi para a França (sua produção dessa época está exposta no SESC Vila Mariana e no post anterior aqui do blog). Quando retornou ao Brasil, participou da semana de 22. Em 1936 começou a trabalhar no Monumento às Bandeiras (apesar de ter passado muitos anos definindo como seria), e depois, em 1940, começou sua produção indígena. Ele participou das Bienais de Veneza em 1950 e 1952 (XXV e XXVI), das Bienais I, III e IV de São Paulo. Na Bienal de 1951, recebeu um Prêmio de Melhor Escultor Nacional, fora os outros recebeidos na França. Em 1955 ele faleceu.

Informações:
De 05/11 até 10/01/2010 - GRÁTIS
Caixa Cultural Sé - Praça da Sé, 111 - Galeria Michelon
De terça a domingo, das 9h às 21h
Telefone: 11-3321-4400

OBS:
Informações retiradas do site: http://www.caixacultural.com.br/html/main.html
Fotos retiradas do site http://designinforma.blogspot.com/2009/10/obras-do-escultor-brecheret-chegam.html (a primeira escultura de chama Bartira e a segunda se chama O Beijo)

20/11/2009

Brecheret e a Escola de Paris


Hoje estive na exposição do Vitor Brecheret, no SESC Vila Mariana. É uma exibição de obras escultóricas dele, grande expoente do Modernismo brasileiro, produzidas entre o período de 1920 e 1930. A exposição também é composta por fotos que registraram a estada de Brecheret em Paris, documentos, revistas, publicações, cartas e desenhos originais do artista. Eles têm visitas monitoradas à exposição e, aos finais de semana, a alguns locais da cidade, para conhecimento de sua obra pública (esse tem vagas limitadas, porém é de graça).

Participei da visita monitorada e foi bem interessante saber que ele criava as esculturas e as formas em argila e gesso, e depois passava para outra pessoa esculpir em pedra ou metal. Ver seu primeiro esboço do Monumento às Bandeiras também foi interessante, porque é só com muitos croquis que se consegue definir a obra final.

Ele saiu de uma fase que aplicava apenas a proporção àurea para uma fase de produção influenciada pelo Modernismo, Brancusi, entre outros artistas, mas sem perder o estilo próprio e a mescla de informações.

Abertura no dia 03/11, vai até 03/01
De 3ª a 6ª, das 9h às 21h, sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30
SESC Vila Mariana - Atrium e Térreo.
Rua Pelotas, 141 - Vl Mariana - SP

OBS:
- foto do Monumento às Bandeiras retirada do site http://www.klickeducacao.com.br/Klick_Portal/Enciclopedia/images/Br/4463/1665.jpg
- foto da escultura Portadora de Perfume do site http://andrelossio.blogspot.com/2008/10/esttica.html

30/10/2009

31º Panorama da Arte Brasileira - MAM

Uma das mais importantes exposições do calendário nacional, o Panorama da arte brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo completa 40 anos com uma edição inusual e controversa.

Intitulada Mamõyguara opá mamõ pupé, a mostra de 2009 tem curadoria de Adriano Pedrosa e uma seleção que traz cerca de 30 artistas estrangeiros.

Os artistas são estrangeiros, mas a cultura brasileira é o eixo condutor dos trabalhos. Adriano Pedrosa optou por exibir artistas de fora do país cujas obras são influenciadas pela cultura e arte brasileiras em lugar de fazer um novo recorte da produção de artistas nacionais.

Serviços:
Início: 04 out 2009
Término: 20 dez 2009
Sala: MAM - Grande Sala MAM
Parque do Ibirapuera, portão 3 - s/nº
São Paulo - SP - Brasil
04094-000
Tel.: (11) 5085-1300
Fax: (11) 5085-2342
http://twitter.com/MAM_SP
Horários
Bilheteria: terça a domingo e feriados das 10h às 17h30
Visitação: terça a domingo e feriados das 10h às 18h
Fechado às segundas-feiras (inclusive feriados)
Entrada: R$5,50
Meia entrada para estudantes, mediante apresentação da carteirinha
Gratuidade para menores de 10 e maiores de 65 anos, sócios do MAM e funcionários das empresas parceiras
ENTRADA GRATUITA AOS DOMINGOS

OBS: informações e fotos retiradas do site do MAM

12/09/2009

Paisagem Conceitual

Com curadoria de Anne Thurmann-Jajes, a exposição apresenta 33 obras da coleção do Neues Museum Weserburg, da Universidade de Bremen. São cartazes, postais, gravuras, livros de artista e fotografias que apresentam uma visão de vinte artistas sobre o contexto urbano de cidades europeias.

A paisagem da cidade apresenta a arte do ver, a experiência da cidade capturada nos limites da figura, a delicadeza das coisas à margem, que é a fonte da apreciação artística.

Portas, passagens, mercados, vedute e fachadas de construções dominam a imagem da cidade européia: Barcelona, Veneza, Amsterdã, Paris, Londres, Berlim.

O mercado é um elemento fundamental para as cidades européias: como um espaço especial para vida urbana, defini-se pela polaridade entre o público e o privado, o modelo que oscila entre o mercado e a residência particular. A cidade européia representa o nascedouro da sociedade civil. Ao caminhar pelas cidades européias, o cidadão das sociedades atuais pode se tornar consciente de sua própria história. Nesse sentido, a história urbana européia é uma história de emancipação, origem da modernidade Ocidental.

Os artistas tomaram a cidade e sua história por meio de uma grande variedade de aproximações como tema, através dos tempos. Numa abordagem conceitual apresentam em diferentes perspectivas como se constitui a cidade e a vida urbana, seja do ponto de vista arquitetônico, sócio-político, urbano ou turístico. Uma apreciação mais conceitual de sua produção destaca não apenas ações dos artistas mas também elementos determinantes no contexto urbano, problemas da cidade contemporânea, referências da história da arte, assim como transformações e abstrações artísticas.

A exposição apresenta cartazes, cartões postais, gravuras, livros de artista, arte sonora, filme e fotografias, concebidas e realizadas por artistas.

Período : 1/9/2009 a 4/10/2009
Local : MAC USP Cidade Universitária - Rua da Reitoria, 160
Funcionamento: Terça a sexta das 10 às 18 horas, sábados, domingos e feriados das 10 às 16 horas
Entrada: Gratuita

OBS: informações e foto do site http://www.macvirtual.usp.br/mac/menuInterno.asp?op=1
OBS: informações da foto: Jan Swidzinski - Olhe para o Campo, 1981

11/09/2009

"Uma Aventura Moderna" - Mostra Francesa

Parte do calendário oficial do Ano da França no Brasil, "Uma Aventura Moderna" chega à capital paulista no dia 11 deste mês, onde fica até 15 de dezembro. Depois de uma temporada em Curitiba, a exposição, que faz parte da Coleção de Arte Renault, se instala no MAC (Museu de Arte Contemporânea da USP), no Ibirapuera. A entrada é gratuita.

Com obras de 18 artistas franceses, entre eles, Arman, Joan Miró, Jean Dubuffet, Jean Tinguely e Victor Vasarely, a mostra itinerante apresenta o cenário da arte moderna do país europeu.

A seleção, dividida em quatro núcleos --O Universo Industrial, O Meio Ambiente Dubuffet, Pintura Abstrata e Pintura Cinética--, reúne peças que representam o elo entre o universo industrial e a arte.

Período : 11/9/2009 a 15/12/2009
Local : MAC USP Ibirapuera - Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3º piso
Funcionamento: Terça a domingo das 10 às 18 horas
Entrada: Gratuita

OBS: informações e foto do site http://guia.uol.com.br/exposicoes/ult10048u619069.shtml

07/09/2009

Henri Matisse: Aujourd'hui (hoje) e Variação (de Celeste Boursier-Mougenot)




HENRI MATISSE

Ontem estive na exposição de Henri Matisse, que foi um dos artistas mais brilhantes que viveu entre os séculos XIX e XX. Ele nasceu em 1869, em Le Cateau-Cambrésis e faleceu em 1954, em Nice, ainda na plenitude de sua criatividade com uma crise cardíaca.





Passou pelas duas grandes guerras mundiais e participou de vários movimentos modernistas (entre eles o pontilhismo e o expressionismo), mas ficou conhecimento mesmo no Fauvismo, movimento que em francês significa "feras", e era assim chamado por ser considerado um movimento purista, onde o artista utilizava a cor pura, sem contornos, apenas mostrando como a luz influenciava a cor, qual a sua percepção sobre a cor, o que deixava a percepção da paisagem em segundo plano.





A mostra está linda e vale a pena a visita, exibe cerca de 80 obras que integram importantes coleções públicas e privadas, da França e do Brasil. É a primeira vez no Brasil, e na América Latina, que acontece uma exposição individual de Henri Matisse. Ontem já tinha fila para entrar na Pinacoteca e fila para entrar na exposição, mas a espera valeu muito a pena. Uma coisa que chamou a minha atenção é que a mostra está dividida em duas partes: do lado esquerdo estão as obras de Matisse e do lado direito as obras de artistas contemporâneos que se inspiram em Matisse para compor. No final da exposição está também o processo de produção do livro Jazz, feito por Matisse (que demorou 5 anos para ser produzido)e foi um dos mais vendidos em todo o século XX.





CELESTE BOURSIER-MOUGENOT

Também está na Pinacoteca a mostra Variação de Celeste Boursier-Mougenot. Tratam-se de três piscinas, com bombas que jorram água e fazem com que as tigelas de cerâmica branca esmaltada se toquem, produzindo um som que relaxa e traz e bem estar. Eu poderia ficar horas só escutando o barulhindo das tigelas.


Serviços da Pinacoteca do Estado:
Praça da Luz, 2 – Fone: 11-3324-1000
Aberta de terça a domingo, das 10 às 18h
Ingresso (Pinacoteca + Estação Pinacoteca): R$ 6,00 ou 3,00. Grátis aos sábados
Estudantes pagam meia entrada.
Essa mostra acontece de 5 de setembro a 1º de novembro