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22/01/2010

Ouro Preto - Minas Gerais

Lá vou eu colocar mais uma cidade aqui da viagem que fiz. Mas essa é muito especial! Foi a cidade que eu mais gostei de todas, porque ela é linda, com 100% das casas originais preservadas, ainda da época da Inconfidência Mineira. Lá também fica o Pico do Itacolomi, um dos picos mais impressionantes que eu já vi, em uma serra mais impressionante ainda. Bom, só vendo as fotos e a história de Ouro Preto para entender como é fácil se apaixonar por esta cidade!

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Não se sabe ao certo quem descobriu a primeira pedrinha de ouro. Corria algum dia entre 1693 e 1698. Provavelmente a expedição era comandada por Duarte Lopes. Naqueles idos bandeirantes serpenteavam as montanhas de Minas em busca da lendária Serra de Sabarabuçu, relatada pelos índios. Eram homens rudes, pois as adversidades assim exigiam, mas não perdiam a sensibilidade para reconhecer o fausto. Tanto é assim que nosso anônimo descobridor decerto ficou curioso com as pedrinhas escuras encontradas, enquanto escarafunchava o rio Tripuí (água veloz, em tupi). Ouro negro, eclipse de um sol de mais puro quilate, encoberto por uma camada fina de óxido de ferro.

Apure os ouvidos ao andar pelas ruas de Ouro Preto. Sem muito esforço e alguma imaginação é possível ouvir os sussurros conspiratórios, os ideais subversivos, as intrigas palacianas... Os paralelepípedos cobrem um chão sagrado, abençoado pela história. E onde há história há interesses dicotômicos, que se chocaram violentamente pelas ruas de Vila Rica.

Ouro Preto não é feita só de histórias douradas. A natureza foi bem generosa e também exigiu sua cota de sacrifício. O ouro, neste aspecto, tem apenas o papel de recheio numa paisagem que revela muito mais riquezas. Belos vales, esplendorosos mirantes, infinitas nascentes. Um paraíso perdido em meio às lendas.

O maior conjunto barroco do mundo. Uma cidade setecentista em pleno séc. XXI. Anacronismos à parte, a antiga Vila Rica foi palco da vaidade, da soberba, da competição e da genialidade humana. Sentimentos muito atuais hoje, mas que naquela época eram traduzidos com estilo, com orgulho. A arte era resultado de anos, da paciência e da entrega absoluta.

Igrejas Importantes em Ouro Preto

Matriz Nossa Senhora do Pilar: o projeto desta igreja, considerada uma das mais requintadas do barroco, é atribuído a Pedro Gomes Chaves. A talha da capela-mor foi executada por Francisco Xavier de Brito. O acervo ainda inclui magnífica talha coberta de ouro e mais de quatrocentos anjos esculpidos. Foram empregados em sua ornamentação cerca de 400 quilos de ouro e 400 de prata. Em anexo, na sacristia, está o Museu de Arte Sacra do Pilar
Entrada: R$ 3,00 (estudantes e idosos pagam meia)
Praça Monsenhor Castilho Barbosa.
Horário: de terça a domingo, das 9 às 10:45h e das 12 às 16:45h.
OBS: proibido fotografar dentro da igreja

São Francisco de Assis: a mais famosa de Ouro Preto, um dos exemplares mais magníficos do barroco mineiro. Sua construção foi iniciada em 1766. é considerada obra-prima de Aleijadinho, responsável pelo risco geral do prédio, portada, tribuna do altar-mor, altares laterais e capela-mor. São também suas as esculturas da portada e dos púlpitos. Mestre Ataíde conferiu excelência artística ao teto, representando a assunção de Nossa Senhora. A arquitetura desta igreja tem inspiração militar.
Entrada: R$ 2,00
Largo de Coimbra (em frente à feira de artesanato com pedra-sabão)
Horário: de terça a domingo, das 8:30 às 11:45h e das 13:30 às 17h.
OBS: proibido fotografar dentro da igreja

Tem muuuitas igrejas lá, mas visitamos apenas essas, que são as mais importantes, além do Museu da Inconfidência e dos casarios antigos em estilo colonial e barroco.

OBS: informações retiradas do site http://www.ouropreto.org.br/ e dos guias locais.

20/01/2010

Belo Horizonte - Minas Gerais

No segundo dia, voltamos a Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, onde estávamos hospedados. Aproveitamos que a chuva havia cessado e fomos para um city tour. Conhecemos vários bairros, no dia anterior estivemos até na Praça do Papa, mas nesse dia descemos para conhecer a Pampulha.

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Projetada pelo engenheiro Aarão Reis entre 1894 e 1897, Belo Horizonte foi a primeira cidade brasileira moderna planejada. Elementos chaves do seu traçado incluem uma malha perpendicular de ruas cortadas por avenidas em diagonal, quarteirões de dimensões regulares e uma avenida em torno de seu perímetro, a Avenida do Contorno.

Entretanto, Aarão Reis não queria a cidade como um sistema que se expandiria indefinidamente. Entre a paisagem urbana e a natural foi prevista uma zona suburbana de transição, mais solta, que articulava os dois setores através de um boulevard circundante, a Avenida do Contorno, bastante flexível e que se integrava perfeitamente na composição essencial. A concepção do plano fundia as tradições urbanísticas americanas e europeias do século XIX. O tabuleiro de xadrez da primeira era corrigido por meio das amplas artérias oblíquas, e espaços vazios, uma preocupação constante com as perspectivas monumentais que provinha do Velho Mundo, com marcadas influências de Haussmann.

Belo Horizonte surgia como uma tentativa de síntese urbana no final do século XIX. O objetivo de se criar uma das maiores cidades brasileiras do século XX, era atingido. Porém, o plano de Belo Horizonte pertencia a sua época, seu conceito estava embasado em fundamentos do século anterior.

O projeto da cidade foi inspirado no modelo das mais modernas cidades do mundo, como Paris e Washington. Os planos revelavam algumas preocupações básicas, como as condições de higiene e circulação humana. A cidade foi dividida em três principais zonas: a área central urbana, a área suburbana e a área rural.

A área central urbana receberia toda a estrutura urbana de transportes, educação, saneamento e assistência médica, e abrigaria os edifícios públicos dos funcionários estaduais. Ali também deveriam se instalar os estabelecimentos comerciais. Seu limite era a Avenida do Contorno, que à época se chamava de 17 de Dezembro. A região suburbana, formada por ruas irregulares, deveria ser ocupada mais tarde e não recebeu de imediato a infraestrutura urbana. A área rural seria composta por cinco colônias agrícolas com inúmeras chácaras e funcionaria como um cinturão verde, abastecendo a cidade com produtos hortigranjeiros.

Pampulha

A 8,5 km do centro de Belo Horizonte está a Região da Pampulha, com uma grande lagoa artificial, com belas e modernas residências. Ali há um conjunto arquitetônico de importantes obras: a Capela de São Francisco de Assis, localizada na beira do lago, projetada por Oscar Niemeyer e decorada com pinturas de Cândido Portinari, recebeu jardins do paisagista Roberto Burle Marx. É também na Pampulha que se encontra o estádio Governador Magalhães Pinto, conhecido como o Mineirão, o segundo maior estádio de futebol do país; o Mineirinho, que detém o recorde de público em um jogo da Superliga, na partida entre Telemig Celular/Minas x Ulbra em 21 de abril de 2001 com a presença de 23.535 torcedores, e o recorde mundial de público em um jogo de vôlei indoor na partida entre Brasil e a Itália, com 25.326 torcedores presentes; a Casa do Baile; o Museu de Arte da Pampulha (MAP); o Parque Ecológico da Pampulha; o Jardim Botânico de Belo Horizonte; o Parque Guanabara; e o Jardim Zoológico da cidade.

OBS: informações retiradas do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Belo_Horizonte

17/01/2010

Gruta Rei do Mato: Sete Lagoas - Minas Gerais


A Gruta Rei do Mato fica na cidade de Sete Lagoas em Minas Gerais. No mesmo dia que estivemos em Sabará, na sequência, saímos para visitar essa gruta.

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A Gruta Rei do Mato fica a 62 quilômetros de Belo Horizonte (MG), pela BR-040, junto ao trevo de acesso a Sete Lagoas, com um desnível de 30 metros, tem 235 metros de extensão e possui tres salões cujas pinturas rupestres, datam de seis mil anos e mostram predominância de figuras monocrômicas e de temática zoofórmica. Suas formações de estalagmite, que são cilíndricas com o diâmetro de aproximadamente 12 pés de altura, segundo os geólogos, são raras no mundo.

Nenhuma gruta brasileira tem em seu interior formações como essas. Diversos órgãos governamentais, ligados ao meio ambiente, participaram do projeto de preservação e aproveitamento turístico da Gruta. Projeto este que demorou mais de dois anos em sua execução. Foi um processo de urbanização e não, simplesmente um processo de acesso e iluminação. Os técnicos e cientistas que fizeram parte do projeto previram o que há de mais moderno em urbanização de grutas.

Na Grutinha, além de pinturas rupestres, feitas com sangue e gordura vegetal, foram encontradas soterradas, ferramentas indígenas petrificadas, em perfeito estado. Nela encontra-se, ainda, uma réplica, em resina, do Xenorhinothericen bahiense - a macraoquemia - animal herbívoro que habitou Minas, Bahia e sul de São Paulo, há cerca de seis mil anos.

O nome do local, se deve ao fato de ter sido ela habitada por um homem de identidade ignorada, possivelmente fugitivo da Revolução de 1930, que foi chamado de "Rei do Mato".

Sabará - Minas Gerais


Sabará foi a segunda cidade visitada por nós. Saímos logo cedo para conhecer a igreja em estilo barroco decorada com Ouro, a rua que D. Pedro frequentava e ver como é uma das cidades do percurso Estrada Real.

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Sabará tem origem num arraial de bandeirantes que apareceu no fim do século XVII. O povoado cresceu e foi criada a freguesia em 1707, que foi elevada a vila e município em 1711, com o nome de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará. É cidade desde 1838.

O princípio da história de Sabará está ligado à descoberta de ouro na região, então conhecida como Sabarabuçu, em finais do século XVII e a presença de Borba Gato, que ali permaneceu após a morte de Fernão Dias e que veio a ser o seu primeiro guarda-mor. Predomina hoje a versão de que quando o bandeirante paulista lá chegou já encontrou uma povoação e que o núcleo urbano por ele criado foi, na verdade, Santo Antônio do Bom Retiro da Roça Grande, que está um pouco antes da entrada de Sabará, do outro lado do rio das Velhas. A origem do nome é bastante controvertida.

O viajante inglês Richard Burton ouviu em 1867 que ele teria sido tomado de um velho pagé que ali viveu em tempos remotos. Outro viajante, o sábio francês Saint-Hilaire, também dá uma versão pouco consistente misturando corruptelas de termos indígenas numa bela confusão. Segundo o historiador mineiro Diogo de Vasconcelos, o nome tem a ver com as particularidades geográficas da junção de um rio menor com um rio maior, como ocorre no sítio em que a cidade foi criada, onde o rio Sabará deságua no rio das Velhas. Isso é bem mais aceitável, sabedores que somos de que os índios brasileiros das mais diversas nações, sempre identificavam os acidentes geográficos compondo nomes, conforme a figuração ou idéia concreta ou abstrata que tais acidentes sugeriam.

Sabará foi elevada a categoria de vila por Antônio de Albuquerque , logo após o fim da Guerra dos Emboabas, juntamente com o Ribeirão do Carmo e Vila Rica. Como sede de comarca de uma importante região aurífera, possuía a sua odiada casa de fundição para onde deveria ser levado todo o ouro extraído na região para ser fundido em barras e devidamente taxado. A antiga comarca de Sabará era a maior de Minas Gerais, atingindo até a região de Paracatu e o Triângulo Mineiro.

No princípio do século XIX Sabará era dividida em cidade velha e cidade nova. A cidade velha era a região onde hoje ficam as igrejas de Nossa Senhora do Ó e Nossa Senhora da Conceição e a cidade nova era a região que abrange o centro histórico e a parte baixa, em direção ao rio.

Foi em Sabará que morreu um dos delatores da Inconfidência Mineira, o coronel do regimento de auxiliares de Paracatu, Basílio do Brito Malheiro. Morreu amaldiçoando o Brasil e os brasileiros e temendo ser emboscado em algum beco escuro, punido pelo povo de Sabará pela sua vil delação. Daqui também saiu um dos mais implacáveis devassantes da Inconfidência, o desembargador César Manitti, ouvidor da Comarca e escrivão do tribunal que condenou os inconfidentes.

Sabará possui um dos mais notáveis acervos de igrejas setecentistas de Minas. Nossa Senhora do Ó de 1717, uma das mais representativas do barroco mineiro, possui influência chinesa em sua arquiterura externa e na decoração interna, o seu nome é devido às ladainhas de Nossa Senhora que sempre começam com o Ó e seguem com algum louvor ou agradecimento (foi a igreja onde estivemos). Nossa Senhora da Conceição de 1710, matriz da cidade, localizada na praça Getúlio Vargas (cidade antiga); Nossa Senhora do Carmo de 1763, com várias obras de aleijadinho. Nossa Senhora das Mercês dos homens de cor de 1781 (na primeira imagem do artigo), com linhas arquitetônicas simples, sem ornamentações internas, mas localizada em lugar privilegiado na composição da paisagem urbana; Nossa Senhora do Rosário de 1713, inacabada pelos escravos da irmandade dos homens pretos da Barra do Sabará, os quais a construíam e pararam por falta de recursos. São Francisco de 1781, além de várias capelas.

OBS: informações retiradas dos guias locais do passeio e do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Sabará

16/01/2010

Cidades Históricas de Minas Gerais

Olá de novo... :D Depois de um "longo" período de férias que aproveitei para descansar e colocar as idéias em ordem, voltei para colocar aqui várias coisas sobre arquitetura em geral, decoração, mobiliário, enfim, tudo que for possível para passar o máximo de informações possíveis.

Nas férias fiz uma das melhores viagens da minha vida, pois fui conhecer as Cidades Históricas de Minas Gerais. Para quem é apaixonado por arquitetura, história da arte e história geral como eu sou, é um prato cheio conhecer esses lugares.

Estive em várias cidades, então vou colocar os posts aos poucos aqui para que vocês possam acompanhar como foi a viagem e usufruir das fotos dos lindos lugares por onde passei. Os posts sempre estarão com o nome das cidades e com a história de cada uma, assim fica mais fácil de ler. As cidades por onde passei foram: Belo Horizonte, Sabará, Sete Lagoas, Cordisburgo, Congonhas do Campo, Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, Lagoa Dourada e São João del-Rei.

Gostaria também de dizer que fiquei muito grata pelas informações obtidas com os guias que nos acompanharam na viagem, eles são excelentes, conhecem muito bem os lugares por onde passam e sempre são atenciosos. Fiz a viagem pela CVC e recomendo, porque a organização e a logística do passeio, bem como a qualidade dos serviços que usamos, em nenhum momento deixaram a desejar, tudo foi do bom e do melhor.

Bom, vou começar com a primeira cidade que visitamos, Congonhas do Campo, e nos dias que seguem vou adicionando as outras.

25/12/2009

Até o próximo ano!!!

Vim aqui no blog hoje, Dia de Natal, para desejar a todos vocês que acompanham meu blog um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de novidades, possibilidades, prosperidade, amor, felicidade e coisas boas!

Não tem nada melhor do que entrar o ano que vem com o pé direito, de bem com a vida... É como eu me sinto esse ano! Muito feliz e sei que o ano que vem será bem melhor que esse, porque temos que melhorar sempre.

Também vim aqui para dizer que minha próxima postagem será só no ano que vem, pois vou viajar nas férias e no Reveillon. Vou para as cidades históricas de Minas Gerais, pertencentes ao ciclo do Ouro: Ouro Preto, Mariana, Sabará, Congonhas do Campo, São João del-Rei e Tiradentes (algumas são tombadas pelo patrimônio histórico arquitetônico brasileiro e outras pela Unesco). Então, quando eu voltar, terei muuuitas coisas boas para colocar aqui no blog, sobre arquitetura, história e decoração!

Muito obrigada a todos vocês que vêm aqui para ler o que eu escrevo e espero de verdade que no ano que vem eu possa passar muitas coisas boas para vocês!!!

Beijos :D

OBS:
primeira foto retirada do sitehttp://images.paraorkut.com/img/papeldeparede/1280x1024/f/fogos_de_artificio-5069.jpg
segunda foto retirada do site http://www.manualdoturista.com.br/fotos/BRMGOUROPRETOIGREJA.jpg