Mostrando postagens com marcador Reciclagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reciclagem. Mostrar todas as postagens

01/12/2009

Concurso "Arte na Obra" - UNINOVE

Eu e uma amiga minha da faculdade, a Dayane, entramos em um concurso onde precisamos desenvolver um objeto, móvel, enfim, qualquer coisa, com materiais que seriam descartados de obras. Pois bem, trabalho na área de arquitetura e em uma das visitas para medição decobri uma caçamba com muitos vidros e pisos quebrados, restos de tijolos e argamassa ainda nos sacos.

Pois bem, com esse material na mão, pedi para uma pessoa adaptar esse vidro, fazendo cortes como se fossem filetes, porque assim ficaria mais fácil manusear e os pedaços ficariam "iguais", pois os vidros estavam muito quebrados, mas não tinhamos nada em mente. Então, pensei em fazer uma luminária, aproveitando a transparência do vidro.

Lixamos os filetes todos, para que não houvessem cortes nas mãos de quem manuseia, colamos dois, um no outro para criar pressão e não descolar mais. Depois a colagem das peças foi feita com cola branca, araldite e cola de silicone. Ah, o soquete onde estava a lâmpada também foi achado em uma caçamba, mas de outra obra.

Boa parte descolocu depois que estava montado, tivemos que colar de novo, na última hora, parecia que tudo ia dar errado, até pessoas invejosas apareceram para criticar :S, mas conseguimos entregar e esperamos um bom resultado. :)

Valeu muito a pena!!!

28/06/2009

Cadeiras de Garrafas PET

Em um trabalho de Ergonomia e Antropometria, desenvolvi com meu grupo uma cadeira feita de garrafas plásticas, as famosas PET.

Essa cadeira seguiu rigorosas especificações em relação ao tamanho do corpo das crianças que iriam utilizar, sua função e sua plasticidade. Sua estrutura deveria ser apenas de garrafa, sendo 90% da cadeira de PET e os outros 10% de diversos materiais para prender ou enfeitar a cadeira.

Nosso projeto inicial foi fazer uma cadeira infantil, para crianças de 7 a 10 anos, que estariam em fase inicial de leitura. Basicamente, uma cadeira para sala de leitura e atividades escolares.

Desenvolvemos vários módulos de garrafas até definir os que ficarias no assento, os que ficariam no braço e os que ficariam no encosto. O módulo do assento foi o mais resistente de todos, pois além de suportar o peso da criança teria que resistir aos movimentos bruscos e repentinos que as crianças dessa idade têm.

Os módulos do assento foram revestidos com gibis e fitas adesivas, os braços e o encosto aproveitaram as cores originais das garrafas, criando assim o efeito lúdico e as almofadas foram feitas de plástico de toalha de mesa, com gibis amassados e decorando as almofadas com joguinhos. Atrás das almofadas, colado no encosto, ficou o compartimento secreto, onde as crianças poderiam guardar gibis e revistinhas. No braço direito colocamos duas garrafas cortadas para fazer porta lápis e canetinhas.

Para construir essa cadeira utilizamos 3 rolos de fita adesiva larga transparente, 300 garrafas entre brancas, verdes, laranjas e roxas e 3 metros de fitilho. Para as almofadas rasgamos 20 gibis e utilizamos 1,5 m2 de plástico transparente utilizado como toalha de mesa, costurado com fio de nylon.

02/05/2009

Design em Metais

Recebi um e-mail essa semana de Renato Martins, divulgando seu trabalho como Designer de Objetos com Metais, e como restaurador de peças e móveis antigos.

Achei muito interessante seus objetos, principalmente os que reutilizam materiais que seriam descartados ou abandonados, como por exemplo um instrumento musical antigo.

Acredito que o mundo está carente de pessoas que utilizam coisas já produzidas para desenvolver seu trabalho, até porque não deixam de ser menos criativas por reaproveitar, mas demonstram o respeito pelo planeta e pela pessoa que criou as formas do objeto utilizado.

O designer também participou da Casa Cor do ano passado, em 2008, no apartamento do arquiteto Chicô Gouvêa, expondo seus objetos na decoração.

Parabéns pela iniciativa, precisamos de mais pessoas assim para salvar o mundo.

Para quem tem interesse em encomendar algum projeto ou objeto, instalações, etc, o contato dele segue logo abaixo:
http://www.omelhoremmetais.blogspot.com/
OBS: foto retirada do mesmo site.

24/02/2009

Bienal de Arquitetura de Veneza

A mais recente edição da Bienal de Arquitetura de Veneza situa-se entre mostra de artes e feira de ciências. Em seus espaços expositivos, multiplicam-se esculturas e experimentos que procuram traduzir ou dar respostas a questões prementes de um futuro próximo, relacionadas sobretudo à interface do indivíduo com o meio. Nesse contexto, o design é visto como ferramenta primordial aos novos tempos preconizados pelo evento.

Trata-se, em síntese, de criar soluções relacionadas a produtos ou a serviços que tornem ecologicamente responsável e socialmente amigável o convívio entre toda a ordem de diferenças culturais e comportamentais mundo afora. E, no mesmo caminho, a proposta é repensar o meio que habitamos, desde o programa de nossas casas (sejam elas unifamiliares ou multifamiliares) e os objetos nelas contidos até sistemas domésticos capazes de diminuir o impacto ambientalmente negativo dos acúmulos coletivos de nossa existência. Lirismo, ecologia e certa dose de bom humor estão na ordem do dia desta bienal.

São atributos que permeiam as mais diversas exposições, desde a instalação principal - Out There: Architecture Beyond Building, com curadoria de Aaron Betsy - até as participações nacionais. O discurso da mostra parece ter mudado na direção de um olhar compartilhado com outras áreas de conhecimento, com os não-arquitetos, com gente das ciências e das artes ou, simplesmente, com os moradores anônimos das cidades.

Portanto, nada de expor centros culturais ao longo dos pavilhões, nada de estatísticas relacionadas a deslocamentos urbanos ou referências ao vocabulário formal e contemporâneo da arquitetura, para citar alguns dos debates levantados durante as duas edições anteriores do evento.

É hora de voltar a atenção às casas e aos indivíduos, vistos na condição de um grande laboratório de ensaios que não aceita isoladamente a idéia da arquitetura e do urbanismo como a arte e a técnica de projetar cidades e edifícios. É necessário algo a mais para que se crie a arquitetura em processo, conceito em voga nesta bienal. É preciso, portanto, o aporte do design para que surjam os ambientes, objetos e sistemas representativos de novos programas, individualidades, formas de existência e necessidades.

A começar pela participação dos designers holandeses do escritório Droog Design no espaço Singletown, inspirado por estatísticas que indicam que nos próximos dez ou 20 anos vai duplicar o número de lares com apenas um ocupante. Como moram essas pessoas, quem são elas, de que maneira se comportam? A equipe da Droog, em parceria com a agência de comunicação KesselsKramer, elencou nove tipos, nove personagens que se organizam em alguns conjuntos principais: o executivo com excesso de trabalho e sempre em trânsito, o eterno estudante, o comissário de bordo, o que trabalha em casa, o solteiro convicto e o recém-divorciado.

Os objetos reunidos em Singletown são a extensão de hábitos e preferências pessoais: o armário em que mangueiras plásticas fazem as vezes de prateleiras, a fim de possibilitar certa desordem de roupas e acessórios; a divisória que armazena objetos utilitários compartilháveis entre residências contíguas; a poltrona retrátil que se projeta pela janela a fim de alcançar o ar fresco e o banho de sol; ou o assento climatizado, que prescinde do aquecimento de todo o ambiente.

A participação brasileira, em sintonia com o tema, reúne depoimentos em que pessoas das mais variadas atividades revelam sua leitura em relação à arquitetura. Há desde casas feitas com resíduos luxuosos de desfiles de carnaval até reminiscências da infância.

A curadoria, de Roberto Loeb, parece ter conquistado a aprovação do público, que já nos primeiros dias da mostra preencheu boa parte dos livros de observações com depoimentos favoráveis.

Na outra ponta das discussões está o tema da sustentabilidade, e é assim que a bienal alcança toda a sua riqueza conceitual. Surpreendentemente, são exibidos inúmeros projetos, hipotéticos ou em processo de implantação, que abrangem da autonomia auto-sustentável de edifícios ou grupos de residências nas cidades até as mais diversas formas de reciclagem.

Estas, afinal, assumem a forma de interessantes reapropriações culturais mundo afora, na medida em que recolocam em cena objetos que são quase ícones modernos e contemporâneos. Estão lá caixas de leite revestindo paredes de uma antiga estação ferroviária nunca concluída, assentos de aeronaves transferidos para o ambiente doméstico, pneus de carros reutilizados em bancos públicos. Vale a pena conferir, nesse contexto, os projetos do coletivo virtual Superuse (www.superuse.org). A Bienal de Arquitetura de Veneza teve início em 14 de setembro e permaneceu em cartaz até 23 de novembro de 2008.

Fonte: Revista Projeto http://www.arcoweb.com.br/design/design104.asp
Foto: uma das instalações, chamada Singletown - Revista Projeto http://www.arcoweb.com.br/design/fotos/104/ft1.jpg

13/11/2008

Sustentabilidade

O assunto do momento é a preservação do planeta e de suas reservas naturais, consumo consciente e respeito à natureza e aos seres vivos, e isso inclui o homem.

No mercado da arquitetura e do design de interiores há uma constante preocupação sobre o impacto que causamos no meio-ambiente quando fazemos uma obra, construímos uma casa, colocamos um determinado piso e até quando pintamos a casa e nela colocamos móveis e eletrodomésticos.

Todos esses itens citados acima já estão no mercado em versões que não prejudicam o meio-ambiente: móveis e assoalhos são feitos de madeira reaproveitada ou de reflorestamento, eletrodomésticos são produzidos para utilizar o mínimo de energia ou energias alternativas, reuso de água em jardins de casas e ambientes comerciais, descarte adequado do lixo de obra e do lixo comum (reciclável e orgânico), entre outras coisas.

Mais importante do que o mercado produzir esses produtos, é o consumidor, nós, também nos preocuparmos com o que queremos para nosso futuro, e essas iniciativas são de grande ajuda para mudar a consciência da população. Esses produtos ainda são mais caros do que os proutos comuns, mas se houver maior procura e maior conscientização, esses produtos vão chegar aos preços do que hoje temos no mercado mais acessíveis.

Faça sua parte: recicle seu lixo de forma correta, consuma produtos biodegradáveis, de reaproveitamento ou de certificação de preservação, economize água e energia elétrica e ajude a espalhar essa idéia, pois o planeta só vai sobreviver se cuidarmos dele e precisamos de mais pessoas engajadas nessa causa.

OBS: caso queira mais informações sobre esse tema, entre em contato pelo e-mail que está ao lado, acima.
- Foto retirada do site: http://www.camiseteria.com/design.aspx?did=16166

15/06/2008

Reformas Conscientes

Para você que pensa em reformar sua casa ou apartamento, leve em consideração alguns aspectos que podem agilizar sua obra e economizar dinheiro na hora de investir.

Se você pensa em fazer uma reforma mais pesada, que inclui a retirada e recolocação de pisos e revestimentos, quebra ou construção de paredes, esses itens que seguem abaixo podem te ajudar:

- antes de qualquer coisa, defina com um profissional (arquiteto, designer de interiores ou engenheiro) o projeto da sua reforma, ou seja, que paredes podem ser retiradas ou construídas, onde há a necessidade de revestimentos e que tipo de piso pode ser colocado;

- caso seja possível, evite fazer a reforma morando no local, pois isso gera cansaço e stress desnecessário;

- depois do projeto definido escolha uma pessoa ou uma empresa de confiança para executar os serviços (procure referências e outras obras que já tenham sido concluídas por eles para ver se o trabalho é de qualidade e se houve algum tipo de atraso ou dano no andamento da obra);

- escolha os materiais necessários para a reforma, efetue a compra e os deixe em stand by, aguardando o término da fase de retirada dos materiais antigos e preparo do ambiente para iniciar a colocação dos mesmos;

- ao efetuar a compra, procure comprar tudo de uma vez, para evitar que o profissional fique parado, recebendo pelos dias trabalhados sem trabalhar, ou seja, dentro desses materiais devem estar incluídos argamassa, rejunte, pisos, revestimentos, tintas, vernizes, espátulas, massa corrida, fita crepe e sacos plásticos, entre outros;

- para quem mora em apartamentos, verifique os horários em que é possível fazer barulho, e quando é possível retirar o entulho com uma caçamba (as empresas de caçambas dão destinos adequados para esses materiais). Jamais jogue nas dependências do prédio ou do condomínio seu lixo, pois os outros moradores não obrigados a conviver com a sua obra;

- ao término da parte pesada da sua obra, procure reaproveitar móveis antigos, como pintar armários, revestir sofás com capas, reformar cadeiras e mesas, doar objetos que não são mais utilizados.

Existem sites especializados na internet que podem ajudar com a sua reforma, acredito que vale a pena dar uma olhada antes de começar a sua:

www.clickreforma.com.br/
www.clickreformas.com.br/
www.steprevestimentos.com.br/

A regra é: não jogue nada fora, doe ou reaproveite, o planeta precisa ser preservado e quanto mais lixo produzimos, menos chance temos para os nossos filhos sobreviverem com o superaquecimento, falta de água e de comida.

OBS: foto do site www.sertaozinho.sp.gov.br