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02/07/2014

Exposição Obsessão Infinita de Yayoi Kusama

Estive na exposição Obsessão Infinita da artista Yayoi Kusama realizada no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo, que oferece um panorama do trabalho da artista japonesa (uma das mais originais e inventivas do pós-guerra) através de aproximadamente 100 obras realizadas no período entre 1949 e 2012, que incluem pinturas, trabalhos em papel, esculturas, vídeos, apresentações de slides e instalações.

O caráter psicológico singular e pronunciado em seu trabalho sempre foi combinado com uma dose de reinvenção e inovação formal, o que lhe permite dividir sua visão única com um público mais amplo, através do espaço infinitamente espelhado e da repetição obsessiva de pontos que caracteriza sua obra.

Nos anos 50 ela se mudou para New York, onde entrou em contato com artistas como Andt Warhol, Donald Judd, Claes Oldenberg e Joseph Cornell, o que influenciou diretamente sua obra em termos de aparência e de tipos.

Em seus trabalhos mais recentes, a artista renovou o contato com seus instintos mais radicais em instalações imersivas e colaborativas – peças que fizeram dela, com justiça, a artista viva mais celebrada do Japão.


OBS: disponibilizei aqui também o folder que peguei por lá e as fotos (Flickr). 

DICA VALIOSA: como a artista ficou famosa pela exposição 'das bolinhas', é bom se precaver, pois há filas para entrar no Instituto (você fica mais ou menos uma meia hora nela) e, além disso, para visitar os ambientes com as instalações e as obras, também têm muitas filas (para que as pessoas não se atropelem lá dentro, já que alguns são escuros). Se estiver a fim de ver, vá com MUITA paciência (porque as pessoas furam fila) e, principalmente, mente aberta!

Instituto Tomie Ohtake
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201, entrada pela Rua Coropés - Pinheiros
Tel.: 11-2245-1900
Horário de atendimento: das 11h às 20h.
Entrada Gratuita - De 22/05 à 27/07.
Curadoria: Philip Larratt-Smith e Frances Morris

04/05/2008

Centenário da Imigração Japonesa - Comemorações

Está programado para 2008 no Brasil, o Festival dos 100 Anos da Imigração. Por decisão da Comissão Executiva para a Construção do Monumento em Homenagem ao Centenário da Imigração Japonesa para o Brasil e do escultor Kota Kinutani, será doado à Prefeitura da cidade de São Paulo, um monumento formado de sete peças de granito.

Este projeto foi anteriormente registrado no Ministério das Relações Exteriores brasileiro e também, conjuntamente com a Prefeitura da cidade de São Paulo.

O local da instalação do monumento será o Parque do Carmo, no bairro de Itaquera, e foi escolhido pelo próprio escultor, juntamente pelo local ter uma íntima ligação com a imigração japonesa. A escolha do Parque do Carmo para abrigar a escultura se deve ao fato de a região de Itaquera concentrar uma colônia de moradores japoneses responsável pelo Bosque das Cerejeiras, no parque. A comunidade local promove todos os anos a Festa da Cerejeira, celebrando a florada desta espécie no interior do bosque.

As primeiras seis peças foram confeccionadas em granito branco japonês Inada, oriundo da região de Ibaraki no Japão, e foram trazidas para cá de navio pela mesma empresa que trouxe os primeiros imigrantes japoneses há cem anos. A última está sendo confeccionada em granito vermelho Red Dragon, oriundo do Ceará, aqui no país, em uma pedreira. A peça ficará pronta até junho, quando será integrada às outras seis. Elas serão expostas em formato de mandala sendo que esta última ficará no centro, representando o sol, e as outras seis ficarão ao redor, representando os seis continentes. Juntas elas pesam quase 200 toneladas.

A idéia do escultor surgiu em 2003 quando ele conseguiu uma bolsa de estudos para cursar pós-doutorado na Escola de Comunicação e Artes da USP. As esculturas surgiram primeiramente como protótipos e desde o fim do ano retrasado começaram a ser produzidas. O que ele quer é fazer com que as peças sejam acolhidas pelos adultos e crianças que frequentam o parque pois é possível interagir, tocando, entrando e escalando as esculturas.

A idéia e o projeto foram acolhidos também pelo arquiteto Júlio Mitsui, que está ajudando na elaboração da última e na organização do evento.

"Gostaria que minha obra pudesse ser usada por várias pessoas ao mesmo tempo. E que pudesse proporcionar sonhos para as crianças que a tocassem. E para as pessoas grandes que estejam sofrendo gostaria que a escultura servisse de consolo", afirma Kinutani.
















FONTES (info e fotos):
www.globo.com/sptv
http://brazil-monument.sakura.ne.jp/index_p.html
http://blog.centenario2008.org.br/
www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php%3Fp%3D23141+Kota+Kinutani&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=3&gl=br

08/02/2008

Centenário da Imigração Japonesa

Esse ano, depois de muitas reportagens e comentários, acontece o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Além de tudo de bom que eles trouxeram para o país em termos de plantio, cultura e filosofia, a decoração não poderia ficar de fora.
O Japão é responsável por uma arquitetura moderna, de espaços pequenos, e de sistemas contrutivos inteligentes, como utilização de materiais reciclados, casas inteligentes em poucos espaços e prédios que suportam terremotos entre outros desastres naturais.

Além disso, temos no país hoje uma das maiores personalidades, que nasceu no Japão em 1913 e veio para o Brasil aos 23 anos para visitar o irmão e aqui ficou. Tomie Ohtake, uma das artitas plásticas de maior representatividade no mundo.

Rui Ohtake, um dos maiores arquitetos do país e principalmente do mundo, é filho de Tomie Ohtake, e faz com que a arquitetura no Brasil seja cada vez mais diferenciada e moderna, e é claro que não podemos deixar de citar que suas origens têm influenciado-o durante todos esses anos.

Como a comemoração este ano é especial, foi criado um mascote por Maurício de Sousa, chamado "Tikara", que significa força, vigor e energia, representando a luta dos japoneses em se estabelecer em um local totalmente diferente de suas origens e por se manterem.

Até mais!