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06/03/2014

Alcântara - MA

Bom, falando um pouco sobre viagens, há um pouco mais de um ano, fui visitar algumas cidades do Maranhão de férias. Como eu já contei aqui, gosto muito de arquitetura histórica, patrimônio, edifícios antigos e cidades que colaboraram para a formação do Brasil.

Para começar a falar um pouco sobre este estado lindo, vou falar sobre a cidade de Alcântara. Essa pequena cidade localizada a 2º (dois graus) da linha do Equador, fica na parte do continente que é próxima a ilha de São Luis, capital do estado. É possível chegar lá pegando um catamarã que sai do Porto da Praia Grande em São Luis e a viagem dura mais ou menos uma hora em mar aberto (evitem dias chuvosos porque o mar é revolto).

E tudo gira em torno da maré no Maranhão... A compensação de água das marés acontece de 6 em 6 horas, e o mar desce 8 metros quando a maré baixa, esses metros são consideráveis pois o mar praticamente some da cidade e aparecem alguns quilômetros de praias e mangues. O porquê de tudo isso é que todas as viagens de barco devem ser programadas de acordo com a maré alta... Se não, você corre o risco de ficar na cidade e voltar no dia seguinte ou, se já estiver no meio do caminho, descer até onde o barco conseguir chegar e depois dar uma boa caminhada, pela faixa de areia que apareceu, até a orla (foi o que aconteceu e foi uma aventura e tanto rsrsrs).

Mas falando da cidade, existem muitas ladeiras e casarios coloniais com todos os tipos de azulejos portugueses. Visitei as ruínas da Igreja da Matriz de São Matias, a antiga cadeia e o pelourinho original de pedras e com tronco. As coisas por lá parecem que pararam no tempo! As ruas e calçadas ainda são de pedra, boa parte é original. Passei rapidamente pela Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que data de 1803 e foi construída pelos escravos que não podiam frequentar as outras igrejas.

Também passei pela Igreja do Carmo, essa com mais tempo. Ela foi construída pelos padres carmelitas calçados e data de 1665. 
É impressionante como todas as ruínas da cidade são de obras inacabadas. Alcântara era a cidade mais rica da capitania hereditária do Grão Pará, o que despertou o interesse do imperador D. Pedro II na época, isso fez com que a cidade crescesse ainda mais, mas ele nunca foi lá, e com a abolição da escravatura e ascensão de São Luis, a cidade foi abandonada e parece uma cidade fantasma.

Ainda existem comunidades originais descendentes de quilombos por lá! É o máximo poder ver de perto uma parte da história que parecia tão longe no tempo...

Para terminar, lá também existe o Museu Aeroespacial de Alcântara, que faz parte do Centro de Lançamentos de Alcântara. Houve um acidente lá no ano de 2003 e desde então o museu está fechado para visitação, inclusive as atividades do Centro de Lançamentos estão paralisadas. Mas por causa da maré, nem teríamos tempo de passar por lá.

Vale dar uma passada por lá, mesmo com o enjoo que dá o balanço do catamarã. Existem também visitas às praias e ilhas próximas de lá, mas isso seria mais um dia de passeio.


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30/01/2010

São João del-Rei - Minas Gerais

Infelizmente, essa foi a última cidade que passamos, eu passaria minha vida toda passeando... :)

São João del-Rei é uma cidade muito bonita e uma das mais antigas da época da Inconfidência e da Mineração. Lá vimos a única igreja que foi construída com pedras e óleo de baleia, e que as paredes tem 2,10m de espessura. Atrás dessa igreja há um cemitério, onde estão enterrados Tancredo Neves e sua esposa.

Para ver todas as fotos dessa cidade, clique aqui!

Foi fundada em fins do século XVII por taubateanos liderados por Tomé Portes del Rei que por isso é considerado seu fundador.
Em 1709 a cobiça pelo ouro gerou discórdia entre portugueses e paulistas dando causa à Guerra dos Emboabas acontecendo o triste episódio do “Capão da Traição” quando os paulistas foram emboscados e chacinados pelos portugueses.Em 08 de dezembro de 1713 o arraial alcançou foros de vila com o nome deSão João del Rei,homenagem a D. João V e também passa a ser sede da Comarca do Rio das Mortes.

O ouro a pecuária e a agricultura foram os fatores de desenvolvimento e progresso da vila e aos 6 de março de 1838 é elevada à categoria de cidade.São João del Rei participou sempre das decisões mineiras e nacionais. Em 1833 na Sedição Militar de Ouro Preto: em 1842 na Revolução Liberal, e sendo sede do 11°BI - Batalhão Tiradentes, participou das revoluções de 1930 e 1964. Combateu na Itália triunfando em Montese e Castelnuovo. Aqui nasceram os grandes heróis nacionais:

- Joaquim José da Silva Xavier (o Tiradentes ­Proto Mártir da Independência e Patrono Cívico da Nação Brasileira);
- Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira (a heroína da Inconfidência)
- Presidente Dr. Tancredo de Almeida Neves (instaura a nova república e conduz o Brasil novamente à Democracia)

Em São João del Rei encontram-se exemplares de arquitetura colonial mineira. O paço Municipal (Prefeitura), Casa do Barão de Itambé, os solares do Barão de São João del Rei da Baronesa de Itaverava, dos Lustosas, dos Neves o casario da rua Santo Antônio e muitos outros. O solar de João Antônio da Silva Mourão onde está instalado o museu do SPHAN é um dos mais belos prédios da cidade. Há o pelourinho (lembrança da férrea Justiça colonial) o Chafariz da Legalidade, as pontes da Cadeia e do Rosário o monumento ao Cristo Redentor no alto da Bela Vista donde se descortina a visão geral da cidade e outros.

Além dos 5 passos da Via Sacra há em São João del Rei as seguintes igrejas e capelas: Catedral-Basílica do Pilar ( 1721 ) - Rosário ( 1720) - Carmo (1733) - Mercês e Bonfim (1769) - São Francisco de Assis ( 1774) - Senhor dos Montes Santo Antônio e N. Sra. da Piedade do Bom Despacho (antiga capela da Cadeia além das que foram construídas neste século.

O estilo da maioria destas igrejas obedeceu àquele que se denomina "barroco mineiro" onde salienta-se a opulência dos altares dourados e a profusão de detalhes arquitetônicos e ornamentais. Notabitizaram-se nestas construções grandes artífices como: Manoel Rodrigues Coelho, Francisco de Lima Cerqueira, Luiz Pinheiro de Souza, Joaquim de Assis Pereira e Aniceto de Souza Lopes.

Entre as artes, a Música é o pendor maior dos sanjoanenses, sendo justo os cognomes de "Terra da Música" e "Terra onde os sinos falam" dados a São João del Rei desde o século XIX. Existem aqui, duas corporações musicais mais que centenárias: as orquestras Lira Sanjoanense e Ribeiro Bastos, responsáveis pela grande tradição da música sacra nas igrejas são-joanenses, ainda hoje em pleno vigor. Existem ainda, a Sociedade de Concertos Sinfônicos e o Conservatório Estadual de Música "Pe. José Maria Xavier". Entre os compositores sanjoanenses, os mais notáveis foram o Pe. José Maria Xavier, Martiniano Ribeiro Bastos, Luiz Baptista Lopes, Presciliano Silva e João Feliciano de Souza.

OBS: informações retiradas do site http://www.saojoaodelreisite.com.br/

25/01/2010

Tiradentes - Minas Gerais

Tiradentes foi a penúltima cidade que visitamos e ela também é, sem dúvida, uma das mais bonitas. Ela está toda preservada porque a Fundação Roberto Marinho mantém verbas de restauro e patrocínio na cidade, e em troca, a utilizam como cenário para novelas e minisséries da TV Globo.

Para ver todas as fotos de Tiradentes, clique aqui!

História

O ouro descoberto por João Siqueira Afonso, em 1702, no local denominado “Ponta do Morro” atraiu um grande número de pessoas que, interessadas na exploração, ergueram uma capela e formaram um arraial que ficou conhecido com Santo Antônio da Ponta do Morro.

Tiradentes foi uma das cidades que mais teve ouro de superfície no Brasil, e graças a esta abundância, o arraial se desenvolveu, sendo elevado em 1718, à categoria de Vila de São José del Rei, ganhando a configuração arquitetônica que permanece até hoje.

A decadência do metal não impede a Coroa Portuguesa de lançar a derrama, exigindo o pagamento compulsório de impostos atrasados do quinto do ouro. Esta atitude opressora da metrópole faz nascer um sentimento revolucionário, que ficou conhecido como Inconfidência Mineira.

Em 06 de dezembro de 1889, com a valorização da figura do alferes, o governo republicano, decide trocar o nome da cidade para Tiradentes , homenageando o filho ilustre, nascido em 1746 na fazenda do Pombal, à margem direita do rio das mortes e em 1938, não só a cidade, mas todo seu entorno paisagístico é tombado pelo IPHAN, e hoje, Tiradentes se orgulha de sua vocação turística, sendo considerada um dos pólos turísticos mais importantes do Brasil.

Igrejas

Igreja Matriz de Santo Antonio: Seguindo a rua Padre Toledo se encontra um dos mais belos templos do Barroco brasileiro; a imponente Matriz de Santo Antônio, considerada a 2a mais rica do país, com aproximadamente 480 quilos de ouro. Sua construção, iniciada em 1710, foi finalizada em 1752, ano em que sua talha foi revestida em ouro. No coro está uma das mais preciosas de Minas Gerais, o órgão de origem portuguesa, fabricado por Simão Fernandes Coutinho. As pinturas estilo rococó, em tons vermelho e azul foram feitas por Manuel Víctor de Jesus. Seu interior é extremamente rico em detalhes, imagens, talhas, pinturas, sentimentos e estilos, merecendo uma visita minuciosa com os guias locais.
Sua fachada atual é de 1810, com planta de Antônio Francisco Lisboa; o Aleijadinho. No adro, um original relógio de sol esculpido por Leandro Gonçalves Chaves. Dali, uma das mais belas vistas da Serra de São José.

Igreja de São Francisco de Paula: A partir da rodoviária pela rua São Francisco chega-se ao alto do morro, onde se ergue esta construção do século XVIII. A capela possui um diferencial das demais tiradentinas, que é o de ter as sineiras no corpo de sua fachada. Possui um cruzeiro instalado em 1718, ano da elevação do Arraial à Vila de São José del Rei. Em frente à capela há um gramado de onde descortina a mais bela vista da Matriz de Santo Antônio e de toda a cidade. Local perfeito para fotografias. Lá também foi gravada a minissérie Hilda Furacão, com Ana Paula Arósio e Rodrigo Santoro.

OBS: informações retiradas do site http://www.tiradentesgerais.com.br/ e do guia local Vicente.

24/01/2010

Mariana - Minas Gerais

Visitamos essa cidade depois de Ouro Preto. Ela, que foi a primeira capital do Brasil, é detentora de um dos maiores acervos do Barroco e do Rococó, junto com Ouro Preto. Existem muitas igrejas, casarios, museus, é outra cidade linda que vale a pena a visita. Lá vimos a Catedral Basílica Nossa Senhora da Assunção (Igreja da Sé) que tem obras de Aleijadinho no Batistério, as igrejas de São Francisco de Assis e de Nossa Senhora do Carmo, que ficam em frente à Casa de Câmara e Antiga Cadeia.

Para ver todas as fotos de Mariana, clique aqui!

Com a transferência da capital da província para Vila Rica, Mariana entrou em relativa decadência. A medida mais importante para reverter este quadro foi sua escolha para sede do Bispado de Minas Gerais. Sua criação ia de encontro a outro objetivo: organizar a atividade religiosa, coibindo os atos abusivos do clero. Isto acontecia pela distância do Rio de Janeiro, a cujo Bispado estava ligado. Muitos padres se ocupavam mais em encher os próprios bolsos do que em converter almas pagãs. Alguns se enriqueciam mais que os delegados da Coroa.

A Vila do Ribeirão do Carmo foi elevada à cidade para receber o bispo. A condição gerou a necessidade de planejamento. Novas ruas e traçados conscientes. Aos majestosos prédios públicos e privados somariam-se as igrejas, fabulosas. Os rumos de Mariana passaram a ser ditados pela fé. Em Minas Gerais era proibido o estabelecimento de ordens religiosas. Sendo assim os padres eram todos seculares, ou seja, não tinham feito o voto monástico. A província aos poucos presenciava o florescer das Ordens Terceiras ou irmandades. Toda a população mineira, sem exceção, filiou-se a essas confrarias. A sociedade se dividia em brancos, pardos, negros e suas respectivas irmandades.

Não demorou muito para que estas instituições se combatessem, já que eram independentes como organizações civis. Os padres foram reduzidos a meros empregados. Regras segregavam os negros dos brancos, pardos dos brancos, negros dos pardos... Esse clima de hostilidade impulsionaria a arquitetura mineira, campo esplêndido para exercer a rivalidade. Cada qual procurava construir a igreja mais bonita, mais fabulosa. Simbolizavam na sua grandiosidade o prestígio que desfrutavam. Contratavam mestres, elevavam a arte aos céus.

Mariana foi um dos palcos privilegiados da árdua disputa. As ricas irmandades do Carmo e de São Francisco levantaram suas igrejas a poucos metros uma da outra. Já as irmandades das Mercês e do Rosário, ambas de homens pretos, foram empurradas para lugares distantes da praça principal. Nem por isso são menos belas.

O conjunto arquitetônico da primeira cidade de Minas foi desenhado pelo poder do ouro, do Estado e da fé. Em suas paredes, tetos e ornamentação está impregnado um complexo jogo de interesses, daqueles que sempre estiveram intimamente ligados às relações humanas. Em Mariana uma sociedade queria nascer e conseguiu. Os sobrados, as igrejas, as ruas, chafarizes, as montanhas perfuradas... São testemunhas disso!

OBS: informações retiradas do site http://www.mariana.org.br/

22/01/2010

Ouro Preto - Minas Gerais

Lá vou eu colocar mais uma cidade aqui da viagem que fiz. Mas essa é muito especial! Foi a cidade que eu mais gostei de todas, porque ela é linda, com 100% das casas originais preservadas, ainda da época da Inconfidência Mineira. Lá também fica o Pico do Itacolomi, um dos picos mais impressionantes que eu já vi, em uma serra mais impressionante ainda. Bom, só vendo as fotos e a história de Ouro Preto para entender como é fácil se apaixonar por esta cidade!

Para ver todas as fotos, clique aqui!

Não se sabe ao certo quem descobriu a primeira pedrinha de ouro. Corria algum dia entre 1693 e 1698. Provavelmente a expedição era comandada por Duarte Lopes. Naqueles idos bandeirantes serpenteavam as montanhas de Minas em busca da lendária Serra de Sabarabuçu, relatada pelos índios. Eram homens rudes, pois as adversidades assim exigiam, mas não perdiam a sensibilidade para reconhecer o fausto. Tanto é assim que nosso anônimo descobridor decerto ficou curioso com as pedrinhas escuras encontradas, enquanto escarafunchava o rio Tripuí (água veloz, em tupi). Ouro negro, eclipse de um sol de mais puro quilate, encoberto por uma camada fina de óxido de ferro.

Apure os ouvidos ao andar pelas ruas de Ouro Preto. Sem muito esforço e alguma imaginação é possível ouvir os sussurros conspiratórios, os ideais subversivos, as intrigas palacianas... Os paralelepípedos cobrem um chão sagrado, abençoado pela história. E onde há história há interesses dicotômicos, que se chocaram violentamente pelas ruas de Vila Rica.

Ouro Preto não é feita só de histórias douradas. A natureza foi bem generosa e também exigiu sua cota de sacrifício. O ouro, neste aspecto, tem apenas o papel de recheio numa paisagem que revela muito mais riquezas. Belos vales, esplendorosos mirantes, infinitas nascentes. Um paraíso perdido em meio às lendas.

O maior conjunto barroco do mundo. Uma cidade setecentista em pleno séc. XXI. Anacronismos à parte, a antiga Vila Rica foi palco da vaidade, da soberba, da competição e da genialidade humana. Sentimentos muito atuais hoje, mas que naquela época eram traduzidos com estilo, com orgulho. A arte era resultado de anos, da paciência e da entrega absoluta.

Igrejas Importantes em Ouro Preto

Matriz Nossa Senhora do Pilar: o projeto desta igreja, considerada uma das mais requintadas do barroco, é atribuído a Pedro Gomes Chaves. A talha da capela-mor foi executada por Francisco Xavier de Brito. O acervo ainda inclui magnífica talha coberta de ouro e mais de quatrocentos anjos esculpidos. Foram empregados em sua ornamentação cerca de 400 quilos de ouro e 400 de prata. Em anexo, na sacristia, está o Museu de Arte Sacra do Pilar
Entrada: R$ 3,00 (estudantes e idosos pagam meia)
Praça Monsenhor Castilho Barbosa.
Horário: de terça a domingo, das 9 às 10:45h e das 12 às 16:45h.
OBS: proibido fotografar dentro da igreja

São Francisco de Assis: a mais famosa de Ouro Preto, um dos exemplares mais magníficos do barroco mineiro. Sua construção foi iniciada em 1766. é considerada obra-prima de Aleijadinho, responsável pelo risco geral do prédio, portada, tribuna do altar-mor, altares laterais e capela-mor. São também suas as esculturas da portada e dos púlpitos. Mestre Ataíde conferiu excelência artística ao teto, representando a assunção de Nossa Senhora. A arquitetura desta igreja tem inspiração militar.
Entrada: R$ 2,00
Largo de Coimbra (em frente à feira de artesanato com pedra-sabão)
Horário: de terça a domingo, das 8:30 às 11:45h e das 13:30 às 17h.
OBS: proibido fotografar dentro da igreja

Tem muuuitas igrejas lá, mas visitamos apenas essas, que são as mais importantes, além do Museu da Inconfidência e dos casarios antigos em estilo colonial e barroco.

OBS: informações retiradas do site http://www.ouropreto.org.br/ e dos guias locais.

17/01/2010

Sabará - Minas Gerais


Sabará foi a segunda cidade visitada por nós. Saímos logo cedo para conhecer a igreja em estilo barroco decorada com Ouro, a rua que D. Pedro frequentava e ver como é uma das cidades do percurso Estrada Real.

Para ver as fotos dessa cidade, clique aqui!

Sabará tem origem num arraial de bandeirantes que apareceu no fim do século XVII. O povoado cresceu e foi criada a freguesia em 1707, que foi elevada a vila e município em 1711, com o nome de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará. É cidade desde 1838.

O princípio da história de Sabará está ligado à descoberta de ouro na região, então conhecida como Sabarabuçu, em finais do século XVII e a presença de Borba Gato, que ali permaneceu após a morte de Fernão Dias e que veio a ser o seu primeiro guarda-mor. Predomina hoje a versão de que quando o bandeirante paulista lá chegou já encontrou uma povoação e que o núcleo urbano por ele criado foi, na verdade, Santo Antônio do Bom Retiro da Roça Grande, que está um pouco antes da entrada de Sabará, do outro lado do rio das Velhas. A origem do nome é bastante controvertida.

O viajante inglês Richard Burton ouviu em 1867 que ele teria sido tomado de um velho pagé que ali viveu em tempos remotos. Outro viajante, o sábio francês Saint-Hilaire, também dá uma versão pouco consistente misturando corruptelas de termos indígenas numa bela confusão. Segundo o historiador mineiro Diogo de Vasconcelos, o nome tem a ver com as particularidades geográficas da junção de um rio menor com um rio maior, como ocorre no sítio em que a cidade foi criada, onde o rio Sabará deságua no rio das Velhas. Isso é bem mais aceitável, sabedores que somos de que os índios brasileiros das mais diversas nações, sempre identificavam os acidentes geográficos compondo nomes, conforme a figuração ou idéia concreta ou abstrata que tais acidentes sugeriam.

Sabará foi elevada a categoria de vila por Antônio de Albuquerque , logo após o fim da Guerra dos Emboabas, juntamente com o Ribeirão do Carmo e Vila Rica. Como sede de comarca de uma importante região aurífera, possuía a sua odiada casa de fundição para onde deveria ser levado todo o ouro extraído na região para ser fundido em barras e devidamente taxado. A antiga comarca de Sabará era a maior de Minas Gerais, atingindo até a região de Paracatu e o Triângulo Mineiro.

No princípio do século XIX Sabará era dividida em cidade velha e cidade nova. A cidade velha era a região onde hoje ficam as igrejas de Nossa Senhora do Ó e Nossa Senhora da Conceição e a cidade nova era a região que abrange o centro histórico e a parte baixa, em direção ao rio.

Foi em Sabará que morreu um dos delatores da Inconfidência Mineira, o coronel do regimento de auxiliares de Paracatu, Basílio do Brito Malheiro. Morreu amaldiçoando o Brasil e os brasileiros e temendo ser emboscado em algum beco escuro, punido pelo povo de Sabará pela sua vil delação. Daqui também saiu um dos mais implacáveis devassantes da Inconfidência, o desembargador César Manitti, ouvidor da Comarca e escrivão do tribunal que condenou os inconfidentes.

Sabará possui um dos mais notáveis acervos de igrejas setecentistas de Minas. Nossa Senhora do Ó de 1717, uma das mais representativas do barroco mineiro, possui influência chinesa em sua arquiterura externa e na decoração interna, o seu nome é devido às ladainhas de Nossa Senhora que sempre começam com o Ó e seguem com algum louvor ou agradecimento (foi a igreja onde estivemos). Nossa Senhora da Conceição de 1710, matriz da cidade, localizada na praça Getúlio Vargas (cidade antiga); Nossa Senhora do Carmo de 1763, com várias obras de aleijadinho. Nossa Senhora das Mercês dos homens de cor de 1781 (na primeira imagem do artigo), com linhas arquitetônicas simples, sem ornamentações internas, mas localizada em lugar privilegiado na composição da paisagem urbana; Nossa Senhora do Rosário de 1713, inacabada pelos escravos da irmandade dos homens pretos da Barra do Sabará, os quais a construíam e pararam por falta de recursos. São Francisco de 1781, além de várias capelas.

OBS: informações retiradas dos guias locais do passeio e do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Sabará

16/01/2010

Congonhas do Campo - Minas Gerais


Vamos lá! Congonhas do Campo foi a primeira cidade que visitamos. Houve um plebiscito na cidade em 2004 que alterou o nome da cidade para só Congonhas, ao invés de Congonhas do Campo.
Para ver mais fotos, clique aqui!


Situada a 70 km de Belo Horizonte, Congonhas possui um expressivo conjunto de riqueza barroca do maior artista do gênero no Brasil: Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido pelo apelido Aleijadinho. No adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Aleijadinho esculpiu em pedra-sabão as famosas imagens de 12 profetas em tamanho real que são visitadas anualmente por milhares de turistas do Brasil e de todo o mundo.

Além disto, as 6 capelas que compõem o Jardim dos Passos em frente à basílica representam a Via Sacra com belíssimas imagens esculpidas em cedro também por este grande artista barroco. Em 1985 todo este conjunto foi tombado pela UNESCO e transformado em Patrimônio Cultural da Humanidade.

Os principais atrativos de Congonhas são: Basílica Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Romaria, Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Igreja do Rosário, Museu da Imagem e Memória e o Parque da Cachoeira.


Antes de ser a "cidade dos profetas", Congonhas foi e ainda é um grande centro de peregrinação, todo ano o município reúne milhares de fiéis em busca de cura das suas aflições, são aproximadamente 5.000.000 de peregrinos que visitam Congonhas entre 7 a 14 de setembro, período em que é comemorado no município o Jubileu do Bom Jesus de Matozinhos.

A região é atravessada pelo rio Paraopeba e seu afluente o rio Maranhão (em cujas margens se fundou o arraial primitivo), que recebe as águas dos riachos Santo Antônio, Goiabeiras e Soledade. O solo é rico em minério de ferro de alto teor. O município possui como maior fonte de renda a extração mineral e a indústria metalúrgica.

OBS: informações retiradas do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Congonhas

14/07/2009

Patrimônio Restaurado - Igreja Nossa Senhora da Boa Morte

Reza o catolicismo que Maria, a mãe de Jesus, foi levada ao céu de corpo e alma quando morreu. Teve o que se poderia chamar de uma morte boa. Desde 1810, os devotos paulistanos veneram sua imagem na Igreja da Nossa Senhora da Boa Morte, na Rua do Carmo, região central da cidade. Construída com taipa de pilão e adobe (terra batida usada em edificações coloniais), a capela fazia parte do itinerário dos condenados à forca, no século XIX. Na esperança de terem um destino tão bom quanto o da virgem Maria, eles passavam por ali antes de seguir para o Largo dos Enforcados, na Liberdade. Foi no templo também que ocorreram algumas das primeiras missas da cidade nas quais negros e brancos podiam se sentar lado a lado. Apesar da importância histórica, a construção está fechada há sete anos. Desde 2006, quando foi liberado um fundo da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura de 6 milhões de reais, passa por uma reforma. "São Paulo tem apenas oito igrejas do período colonial", diz o restaurador Júlio Moraes. "Dentro desse contexto, a recuperação dessa construção é extremamente importante para a cidade."

Sessenta profissionais, como engenheiros, arquitetos, marceneiros, carpinteiros e pintores, trabalharam para ressuscitar a igreja. A reinauguração foi neste último sábado, dia 11/07, e desde segunda, dia 13 ela foi reaberta ao público e ficará aberta 24h por dia. Ela será assumida por Padres da Aliança da Misericórdia, que atuam com população carente, e prometem também eventos culturais uma vez por mês.

A reforma passou por diversas etapas, da remoção e substituição de madeiras que compunham a estrutura do prédio à recuperação da pintura e das cores originais escondidas por baixo de camadas e camadas de tinta, sujeira e cal. Nesse processo, os restauradores descobriram uma joia: um afresco barroco pintado em madeiras que um dia adornaram o forro do templo. A pintura jazia embaixo de camadas grossas de látex cinza. "Aos poucos, vimos a igreja florescer", conta a engenheira Maria Aparecida Soukef, responsável pela obra. E a Boa Morte ganhou vida nova.

Local: Rua do Carmo, esquina com Rua Tabantiguera
Informações e fotos retiradas dos sites:
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,igreja-de-1810-sera-reaberta-no-sabado-em-sao-paulo,399653,0.htm
http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2120/igreja-nossa-senhora-boa-morte-481362.html
http://flanelapaulistana.com/?p=3928