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06/12/2009

Bienal de Arquitetura de São Paulo

Hoje estive na Bienal de Arquitetura em São Paulo. Para resumir a visita só tem uma palavra: Sensacional!!! Muito bonita, com projetos ainda no papel, em implantação ou já concluídos.


O céu é o limite para as criações dos arquitetos e dos estudantes que colocaram seus projetos lá. O interessante é ver o nível de criatividade que eles usaram para trabalhar as mesmas formas.


Foi muito legal ver também o stand da Prefeitura de São Paulo, com os projetos que já foram concluídos, os que estão em andamento e os que serão realizados. Tem muita coisa direcionada para as regiões mais carentes de infraestrutura urbana, como zonas Leste, Sul e Norte. Haviam projetos de meios de transporte rápidos, interligados às linhas de metrô, conjuntos habitacionais ecologicamente corretos, utilização de áreas degradadas para criar centros empresariais nas áreas mais populosas da cidade, como a Zona Leste (uma parte desse projeto já está em andamento, inclusive).


Uma coisa que ficou clara é que há uma preocupação com a situação atual das cidades muito populosas. Há esforços de muitos profissionais para reorganizar as cidades sem ter que deslocar muitas pessoas nem alterar o atual sistema de transporte e de vias. Existem soluções muito simples, mas que envolvem muita burocracia das prefeituras e do governo.



A sustentabilidade também estava presente na Bienal, com soluções de aproveitamento de material de obras, uso de outros materiais além dos convencionais, e utilização de espaços que não têm função. Como não há mais espaço, a tendência é a verticalização, então esses projetos precisam ser bem pensados para evitar perda de espaço, desperdício, não eficiência de usos, entre outras coisas.

Adorei mesmo ter ido lá, porque além de saber o que está acontecendo no cenário nacional e internacional, também complemento meu profissionalismo, minha experiência e meu repertório visual.




OBS: as fotos foram tiradas por mim, e hoje foi o último dia da exposição.

Detalhe para essa árvore de Natal no Ibirapuera, gente!!! Era quase do tamanho do obelisco, linda, e a inauguração foi hoje, às 19h! :)

02/11/2009

8ª Bienal de Arquitetura em SP

Megaeventos e futuro sustentável são temas da 8ª BIA em SP

O impacto da realização de megaeventos nos centros urbanos será o tema central da 8ª Bienal Internacional de Arquitetura (BIA), que vai de 31 de outubro a 6 de dezembro no Parque Ibirapuera, em São Paulo (SP). A organização espera um público de 400 mil pessoas, o dobro do público da edição de 2007.

Com o tema "Ecos Urbanos", a Bienal deste ano se propõe a abordar quatro conceitos: espacialidade, conectividade, originalidade e sustentabilidade. "Queremos falar sobre a responsabilidade do arquiteto na concepção dos espaços coletivos. Mesmo a construção com finalidade social tem de ter originalidade, conectar a malha urbana e ser pensado em sua totalidade", explica Rosana Ferrari, presidente-executiva da 8ª BIA.

Workshops e um Fórum Permanente de Debates, com a presença de nomes importantes da arquitetura internacional, a exemplo do suíço Jacques Herzog, do espanhol Jordi Farrando e dos portugueses Nuno Portas e Manuel Graça Dias, serão duas das principais atrações da edição deste ano. Tendo como base o cenário brasileiro atual e experiências anteriores com megaeventos, a exemplo dos Jogos Olímpicos de Barcelona-1992, será avaliada a qualificação das cidades-sede dos jogos da Copa de 2014, em termos de planejamento urbano, transportes, logística, passando pela arquitetura de novos edifícios, iluminação, mobiliário, interiores e paisagismo.

"Teremos painéis, maquetes e constantes discussões sobre a consequência da realização de grandes eventos para os países. Queremos falar do legado positivo e o passivo deixado pelas construções e evitar os chamados 'elefantes brancos', em que o uso fica ocioso e comprometido", disse Rosana.

Nesta edição, a BIA também terá uma exposição de projetos de estudantes de arquitetura com o tema "Quiosques Sustentáveis" para parques; exposições internacionais de países como Alemanha, Estados Unidos, França, Holanda, Hong Kong, Itália e Portugal. Além disso, serão apresentados projetos da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, uma mostra da Pirelli em comemoração dos 80 anos da marca no Brasil, e um projeto educativo para crianças e adolescentes em parceria com o Instituto Tomie Ohtake.

"Bienal sustentável"
A organização da Bienal de Arquitetura prevê a utilização de materiais sustentáveis nas próprias instalações do evento, cujo resíduo gerado após a desmontagem será reciclado. Conversas sobre inclusão social de portadores de necessidades especiais e geração de emprego e renda para a população local também estão previstas.

Serviços:
De 31 de outubro a 6 de dezembro de 2009
Terças a quintas, das 12h às 22h; sextas, sábados domingos e feriados, das 10h às 22h
Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Fundação Bienal, Portão 3 do Parque do Ibirapuera
São Paulo-SP (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº)
R$ 12 (estudantes, idosos e crianças de 7 a 12 anos pagam meia-entrada).
Grátis para crianças até 6 anos e, às terças-feiras, para todos os públicos.
Visitas de escolas com agendamento prévio gratuitas às terças e quartas-feiras.
Informações: www.bienalinternacionaldearquitetura.com

EU VOU ESTAR LÁ AINDA ESSE MÊS, E COLOCO AQUI NO BLOG TUDO PARA VOCÊS :)

OBS: Informações e fotos retiradas dos sites: www.bienalinternacionaldearquitetura.com e http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/2009/10/30/ult4326u1426.jhtm

24/02/2009

Bienal de Arquitetura de Veneza

A mais recente edição da Bienal de Arquitetura de Veneza situa-se entre mostra de artes e feira de ciências. Em seus espaços expositivos, multiplicam-se esculturas e experimentos que procuram traduzir ou dar respostas a questões prementes de um futuro próximo, relacionadas sobretudo à interface do indivíduo com o meio. Nesse contexto, o design é visto como ferramenta primordial aos novos tempos preconizados pelo evento.

Trata-se, em síntese, de criar soluções relacionadas a produtos ou a serviços que tornem ecologicamente responsável e socialmente amigável o convívio entre toda a ordem de diferenças culturais e comportamentais mundo afora. E, no mesmo caminho, a proposta é repensar o meio que habitamos, desde o programa de nossas casas (sejam elas unifamiliares ou multifamiliares) e os objetos nelas contidos até sistemas domésticos capazes de diminuir o impacto ambientalmente negativo dos acúmulos coletivos de nossa existência. Lirismo, ecologia e certa dose de bom humor estão na ordem do dia desta bienal.

São atributos que permeiam as mais diversas exposições, desde a instalação principal - Out There: Architecture Beyond Building, com curadoria de Aaron Betsy - até as participações nacionais. O discurso da mostra parece ter mudado na direção de um olhar compartilhado com outras áreas de conhecimento, com os não-arquitetos, com gente das ciências e das artes ou, simplesmente, com os moradores anônimos das cidades.

Portanto, nada de expor centros culturais ao longo dos pavilhões, nada de estatísticas relacionadas a deslocamentos urbanos ou referências ao vocabulário formal e contemporâneo da arquitetura, para citar alguns dos debates levantados durante as duas edições anteriores do evento.

É hora de voltar a atenção às casas e aos indivíduos, vistos na condição de um grande laboratório de ensaios que não aceita isoladamente a idéia da arquitetura e do urbanismo como a arte e a técnica de projetar cidades e edifícios. É necessário algo a mais para que se crie a arquitetura em processo, conceito em voga nesta bienal. É preciso, portanto, o aporte do design para que surjam os ambientes, objetos e sistemas representativos de novos programas, individualidades, formas de existência e necessidades.

A começar pela participação dos designers holandeses do escritório Droog Design no espaço Singletown, inspirado por estatísticas que indicam que nos próximos dez ou 20 anos vai duplicar o número de lares com apenas um ocupante. Como moram essas pessoas, quem são elas, de que maneira se comportam? A equipe da Droog, em parceria com a agência de comunicação KesselsKramer, elencou nove tipos, nove personagens que se organizam em alguns conjuntos principais: o executivo com excesso de trabalho e sempre em trânsito, o eterno estudante, o comissário de bordo, o que trabalha em casa, o solteiro convicto e o recém-divorciado.

Os objetos reunidos em Singletown são a extensão de hábitos e preferências pessoais: o armário em que mangueiras plásticas fazem as vezes de prateleiras, a fim de possibilitar certa desordem de roupas e acessórios; a divisória que armazena objetos utilitários compartilháveis entre residências contíguas; a poltrona retrátil que se projeta pela janela a fim de alcançar o ar fresco e o banho de sol; ou o assento climatizado, que prescinde do aquecimento de todo o ambiente.

A participação brasileira, em sintonia com o tema, reúne depoimentos em que pessoas das mais variadas atividades revelam sua leitura em relação à arquitetura. Há desde casas feitas com resíduos luxuosos de desfiles de carnaval até reminiscências da infância.

A curadoria, de Roberto Loeb, parece ter conquistado a aprovação do público, que já nos primeiros dias da mostra preencheu boa parte dos livros de observações com depoimentos favoráveis.

Na outra ponta das discussões está o tema da sustentabilidade, e é assim que a bienal alcança toda a sua riqueza conceitual. Surpreendentemente, são exibidos inúmeros projetos, hipotéticos ou em processo de implantação, que abrangem da autonomia auto-sustentável de edifícios ou grupos de residências nas cidades até as mais diversas formas de reciclagem.

Estas, afinal, assumem a forma de interessantes reapropriações culturais mundo afora, na medida em que recolocam em cena objetos que são quase ícones modernos e contemporâneos. Estão lá caixas de leite revestindo paredes de uma antiga estação ferroviária nunca concluída, assentos de aeronaves transferidos para o ambiente doméstico, pneus de carros reutilizados em bancos públicos. Vale a pena conferir, nesse contexto, os projetos do coletivo virtual Superuse (www.superuse.org). A Bienal de Arquitetura de Veneza teve início em 14 de setembro e permaneceu em cartaz até 23 de novembro de 2008.

Fonte: Revista Projeto http://www.arcoweb.com.br/design/design104.asp
Foto: uma das instalações, chamada Singletown - Revista Projeto http://www.arcoweb.com.br/design/fotos/104/ft1.jpg

20/11/2007

7ª Bienal Internacional de Arquitetura

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e a Fundação Bienal de São Paulo realizam a 7ª BIA - Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, no Prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Um dos maiores eventos de arquitetura, a 7ª BIA reune projetos de profissionais brasileiros e estrangeiros e fará homenagens especiais aos arquitetos Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha.

Números da 7ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo:

• Aproximadamente mil projetos serão expostos
• Público esperado: 200 mil pessoas
• 125 trabalhos foram selecionados para a exposição geral de arquitetos
• Área de exposição: 25 mil m²
• 68 escolas participam do “Concurso Internacional de Escolas de Arquitetura”
• Cerca de 300 maquetes

Abertura para convidados: 10 de novembro
Abertura ao público: De 11 de novembro a 16 de dezembro de 2007
Local: Fundação Bienal de São Paulo
(Avenida Pedro Álvares Cabral s/n° - Parque Ibirapuera, portão 3).
Horário: de 3ª a 5ª, das 12h00 às 22h00, sextas, sábados, domingos e feriados, das 10h00 às 22h00.
Entrada: R$ 12 (Crianças até 6 anos não pagam. Estudantes, crianças de 7 a 12 anos, maiores de 65 anos e associados do IAB pagam meia).

OBS: informações e fotos retiradas do site oficial da Bienal. Para acessá-lo, clique no título do post.