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09/02/2012

"Eames - O arquiteto e a pintora"

Cartas de amor, fotos e filmes de arquivo dão forma e charme ao documentário que retrata a obra e a vida íntima dos designers Charles e Alexandra "Ray" Eames - ele, com formação de arquiteto, ela pintora. Os cineastas também entrevistam familiares, antigos aprendizes do escritório e historiadores do design e mostram desde a famosa cadeira Eames até trabalhos em arquitetura, cinema e projeto de exposições. O longa-metragem pode ser adquirido em DVD, em inglês.



Eles ficaram muito conhecidos pelo design de móveis. Suas cadeiras e poltronas ainda hoje fazem sucesso no mundo, em projetos de grandes arquitetos e decoradores. Algumas de suas criações mais famosas são a Cadeira DKR, a cadeira DAW e o conjunto de poltrona e chaise OTOMANO.



Informações sobre o DVD e o documentário estão nesse site: http://firstrunfeatures.com/eamesdvd.html
As fotos peguei no Google Images

10/07/2010

Salve, Jorge!

Essa reportagem saiu no dia 26/06 no Suplemento Casa do Jornal O Estado de SP. Sobre Jorge Zalszupin, um dos designers mais aclamados no Brasil e no mundo.

Momento relax. O arquiteto Jorge Zalszupin junto de sua poltrona Dinamaquesa, de 1959.

É com dificuldade que o arquiteto e designer desce os degraus da escada que liga o piso superior ao estar da casa de 600 m², projetada por ele no Jardim América. "Velhice", brinca o polonês de origem judaica, nascido em 1922 e batizado Jerzy Zalszupin. No Brasil, onde chegou no finalzinho dos anos 40 e depois se naturalizou, virou Jorge.

Da Polônia, não guarda boas lembranças. É o antissemitismo percebido desde a infância, os pais separados, o clima de fuga do nazismo. De lá foi para a Romênia, depois Paris, depois o Rio, depois São Paulo. Quase nonagenário, o homem que em casa dizem ser quietíssimo parece não ter receio de expor cicatrizes - como se pode observar na entrevista publicada nas próximas páginas.

Figura notável na história do design nacional, Zalszupin fundou, dez anos depois de sua chegada ao Brasil, o L’Atelier. A empresa marcou época com seus móveis modernos, que hoje trazem o autor novamente à evidência por conta do interesse do mercado - nacional e internacional - pelo mobiliário brasileiro dos anos 40 aos 70. Não é só. Podem-se conhecer outras contribuições importantes do projetista no texto da professora de História do Design Ethel Leon, publicado à página 12.

Falar mais sobre Jorge Zalszupin, o quê? Que projetou várias arquiteturas, que está na ativa e que tem uma relação uterina coma casa e a vida. Em seus 88 anos recém-completados, uma macarronada com a mulher, as filhas e a neta deu conta da comemoração. Mais Jorge, impossível.

Conforto e história. A sala de estar do lar de Jorge Zalszupin sintetiza memórias de 88 anos. Ao fundo. a escada feita de jacarandá

COMEÇO DE VIDA: arquiteto quis lucrar e levou prejuízo

Era 1949. Antes de imigrar para o Brasil, Jorge Zalszupin tinha o equivalente a US$ 500 em Paris. Pensou em comprar algo para vender mais caro na nova terra. Então, torrou o dinheiro em perfumes franceses, mas tudo foi por água abaixo.

Recém-chegado ao País, tentava vender os frascos e nada. "Ninguém comprou e fiquei a zero", conta. Pior: encontrou um dito "amigo" de seu pai, que pegou a mercadoria e disse que ia vendê-la. "Estou esperando ele voltar há uns 70 anos."

ANÁLISE: ETHEL LEON

Arquiteto, designer e professor

A obra de Jorge Zalszupin ainda vai ganhar muitos volumes em bibliotecas. Sua produção tem facetas a serem estudadas e uma delas é assombrosa. Ele liderou um laboratório de design que atendia simultaneamente a uma empresa de computadores, uma de utensílios plásticos, uma de móveis e outra de ferragens!

Essa experiência rara em todo o mundo foi nos anos 70, quando o grupo Forsa comprou o L’Atelier, de Jorge, que fabricava móveis. Levou junto o passe dele, como diretor de desenvolvimento de produtos. São desse período ousados móveis e utensílios.

No L’Atelier, fundado em 1959, novas peças eram desenvolvidas o tempo todo, usando madeira maciça, como o jacarandá, em desenhos por vezes frugais e modernos, aqui e ali com lembrança do design nórdico; e às vezes exagerados, sem economia de matéria-prima, que atendia a uma clientela rica e desejosa de grandes volumes nos ambientes.

Jorge é reverenciado por muitos que trabalharam com ele, pois conseguia ensinar e incentivar seus colaboradores. Que o digam Oswaldo Mellone e Julio Katinsky, autores de projetos de móveis e utensílios gestados com Zalszupin. Muito me alegra ter apresentado Jorge a Etel Carmona, que reeditou vários móveis dele. Seria fantástico que uma empresa de plásticos produzisse o engenhoso balde de gelo ou os armários Putzkits, grandes projetos sem similar...

* Ethel Leon é editora da revista de design Agitprop (www.agitprop.com.br), professora de história do design e autora de ‘Memórias do Design Brasileiro’ (Ed. Senac)

OBS: informações retiradas do Suplemento Casa e da edição digital do Estadão.
REPORTAGEM Beto Abolafio / PRODUÇÃO Ângela Caçapava / FOTOS Zeca Wittner e Divulgação
Ano 6 - Nº 297 120A 26 de Julho de 2010
(clique no título do post para ir para a página original)

04/07/2010

Mobiliário Interativo Infantil

Durante todo esse primeiro semestre, as salas do terceiro semestre de Arquitetura e Urbanismo da Uninove, incluindo a minha, projetaram móveis infantis interativos. Esses móveis teriam que ter sua função básica aliada a uma segunda função, que iria gerar a interação com a criança.

Pois bem, meu grupo sorteou CADEIRAS e o conceito era DESLOCAR, ou seja, além da função básica do móvel que é sentar, a criança deveria aprender o conceito também, através da interatividade. Fizemos então, depois de muitos 'brainstormings', duas cadeiras, uma com o Sr. e outra com a Sra. Cabeça de Batata.

O processo construtivo das cadeiras vocês podem ver abaixo, desde a pintura até a montagem:
Created with Admarket's flickrSLiDR.
Depois de todos os móveis confeccionados, já no final do semestre, esses móveis ficaram em exposição na Uninove para que todos pudessem ver o que cada um desenvolveu através dos conceitos selecionados. Foram criadas mesas, cadeiras, estantes, bancos, baús e kits quadro.

Todos os móveis criados, você pode ver na sequência de fotos abaixo:
Created with Admarket's flickrSLiDR.

Depois dessa exposição, a Uninove, em parceria com a coordenadoria do curso, escolheram algumas instituições para fazer a doação desses móveis. Nosso par de cadeiras foi doado para o CACAU - Centro de Apoio às Crianças com Anomalias Urológicas - e no dia da entrega, eu e outros alunos, preparamos atividades para as crianças, entre elas um show de Pirofagia.

Abaixo, seguem as fotos da entrega dos móveis infantis...

Created with Admarket's flickrSLiDR.
Se alguém quiser o contato dos meninos para o show de pirofagia, me avise que eu passo.

Acho que maior que a realização de um bom trabalho, é ver a satisfação das crianças com os móveis, porque não havia nada no centro para elas e agora elas têm uma diversão e podem abstrair o problema da doença brincando!!! Isso sim foi a maior emoção para mim, espero fazer isso sempre, espero sempre ajudar com meus projetos!!!

05/07/2009

10 Grandes Micos da Decoração

Além de ser bem engraçado, porque também já aconteceu comigo, é útil para ajudar quem está querendo reformar ou já está no meio da reforma.

10 MICOS:

1- O sofá que não passa na porta
2- O estofado que não cabe no espaço
3- Quando o assento é baixo demais
4- O puxador que agarra na roupa
5- Mesa mineira X Cadeira de Design
6- A mesa de centro muito baixa
7- O tapete da sala de jantar ficou pequeno
8- Arandelas que não iluminam
9- A lareira nova funciona???
10- Escolher, escolher e errar na cor

Nesse link ainda estão algumas sugestões para não pagar esses micos na hora de fazer a sua cozinha. Algumas leitoras contaram suas histórias e um consultor respondeu o que fazer corretamente para evitar que esses micos acontecessem.

OBS: informações e foto retiradas do site http://casa.abril.com.br/materias/moveis/10-grandes-micos-decoracao-como-evita-los-476422.shtml

28/06/2009

Cadeiras de Garrafas PET

Em um trabalho de Ergonomia e Antropometria, desenvolvi com meu grupo uma cadeira feita de garrafas plásticas, as famosas PET.

Essa cadeira seguiu rigorosas especificações em relação ao tamanho do corpo das crianças que iriam utilizar, sua função e sua plasticidade. Sua estrutura deveria ser apenas de garrafa, sendo 90% da cadeira de PET e os outros 10% de diversos materiais para prender ou enfeitar a cadeira.

Nosso projeto inicial foi fazer uma cadeira infantil, para crianças de 7 a 10 anos, que estariam em fase inicial de leitura. Basicamente, uma cadeira para sala de leitura e atividades escolares.

Desenvolvemos vários módulos de garrafas até definir os que ficarias no assento, os que ficariam no braço e os que ficariam no encosto. O módulo do assento foi o mais resistente de todos, pois além de suportar o peso da criança teria que resistir aos movimentos bruscos e repentinos que as crianças dessa idade têm.

Os módulos do assento foram revestidos com gibis e fitas adesivas, os braços e o encosto aproveitaram as cores originais das garrafas, criando assim o efeito lúdico e as almofadas foram feitas de plástico de toalha de mesa, com gibis amassados e decorando as almofadas com joguinhos. Atrás das almofadas, colado no encosto, ficou o compartimento secreto, onde as crianças poderiam guardar gibis e revistinhas. No braço direito colocamos duas garrafas cortadas para fazer porta lápis e canetinhas.

Para construir essa cadeira utilizamos 3 rolos de fita adesiva larga transparente, 300 garrafas entre brancas, verdes, laranjas e roxas e 3 metros de fitilho. Para as almofadas rasgamos 20 gibis e utilizamos 1,5 m2 de plástico transparente utilizado como toalha de mesa, costurado com fio de nylon.