08/05/2010

iGLOO - Inovação na Construção Civil

A BKO, incorporadora e construtora com foco em empreendimentos de médio e alto padrão, lança em Alphaville, Barueri (SP), o iGLOO, um inovador empreendimento que reúne os diferenciais: alta tecnologia, personalização e sustentabilidade, concebido para oferecer o máximo de qualidade de vida.

O empreendimento, com infraestrutura de lazer completa (espaço fitness, piscina e salão de festas), privilegia um conceito novo de moradia: quando menos é mais para viver e conviver. “Essa máxima reflete bem o comportamento de uma sociedade que está mudando o perfil de família. É crescente o número de famílias pequenas, com um filho, e que buscam um espaço não apenas para morar, mas que atenda as necessidades de um estilo de vida contemporâneo, sem exageros, que expresse ainda o seu estilo de ser e de viver, sem deixar de lado qualidade, conforto, facilidades, comodidade, sofisticação e segurança”, assinala Joe Yaqub Khzouz, CEO da BKO.

O residencial está localizado na Rua Vicente de Carvalho, 219, Melville – uma região agradável e privilegiada, próxima ao centro comercial de Alphaville, com fácil acesso a academias, clubes, restaurantes, supermercados e escolas. “O iGLOO é ideal tanto para quem mora na região ou para quem está migrando da capital paulista, pois Alphaville já conquistou um lugar de destaque tanto em qualidade de vida quanto comercialmente com o crescimento econômico”, diz o CEO.

O iGLOO contará com uma torre de 23 andares, sendo 184 unidades com plantas abertas de 62m² e 43m², construído com alvenaria convencional, que permite várias opções de layouts.

Diferenciais

- Serviços exclusivos que tornam o dia a dia mais fácil, tais como: baby sitter, lavanderia, massagem, supermercado delivery, concierge, house keeper, intranet, SPA, entre outros;

- Infraestrutura para automação dos apartamentos (iluminação, persianas, som);

- Sistema de biometria nas portas dos apartamentos como opção de personalização;

- Tela touch screen no hall social do térreo para acionar os serviços exclusivos e internet;

- Sistema central de aquecimento solar e gás com fração solar de 31%, gerando economia para o condomínio;

- Iluminação LED nas áreas comuns, gerando economia de energia;

- Torneiras com fechamento automático nas áreas comuns;

- Sistema de recarga nas vagas para carros elétricos;

- Bicicletas elétricas disponíveis para o condomínio;

- Janelas maiores que o padrão, proporcionando melhor iluminação e ventilação natural;

- Coleta seletiva de lixo.

Ficha Técnica

- Incorporação e construção: BKO
- Arquitetura: Rocco Arquitetos
- Paisagismo: Marcelo Faisal
- Interiores: Patrícia Anastassiadis
- Número de elevadores: 3 (2 sociais)
- Número de vagas na garagem por unidade: 1 ou 2
- Tipo: 43 m2
- Tipo: 62 m2

- Previsão de entrega: 24 meses

Informações no plantão de vendas no local ou pelo site: www.iglooilive.com

Sobre a BKO:

A BKO é uma incorporadora e construtora com foco em empreendimentos de médio e alto padrão. Ao longo dos seus 24 anos de atuação, a empresa já construiu cerca de 1 milhão e 100 mil m². Alta qualidade, tecnologia, inovação, responsabilidade com o ambiente, transparência em todos os relacionamentos e solidez são os principais diferencias que tornam a BKO em uma das empresas mais respeitadas da construção civil. A BKO já foi premiada com um TOP Imobiliário e três Prêmios Master Imobiliário. Mais informações, visite: www.bko.com.br.

01/05/2010

Casa Modernista na Rua Santa Cruz - Gregory Warchavchik

Estive lá no começo no ano passado, mais precisamente em Março, e não sei porque não coloquei nada no blog. Então, aproveitando que coloquei as informações sobre a casa da Rua Itápolis, vou atualizar com informações sobre essa casa que é tão legal quanto, e é de fato a primeira construída.

Created with Admarket's flickrSLiDR.
Fotos tiradas pelo Robson Leandro :)
http://www.flickr.com/photos/robsonleandro/page60/

A Casa Modernista da rua Santa Cruz localiza-se no distrito de Vila Mariana, em São Paulo. Projeto do arquiteto Gregori Warchavchik é considerada a primeira residência modernista do Brasil, e é tombada pelo poder público estadual por sua importância histórica, artística e arquitetônica.

Em 1927, em função de seu casamento, começa a construir para si, na rua Santa Cruz, bairro de Vila Mariana, em São Paulo, aquela que seria considerada a primeira casa modernista do país, concluída em 1928. O projeto, a construção, a decoração, os interiores, os móveis e as peças de iluminação, são de autoria do arquiteto. Mina Klabin Warchavchik, além de prover financeiramente a obra, também colaborou com o projeto paisagístico para o jardim - eventualmente também considerado o primeiro projeto paisagístico moderno do país, embora tal afirmação também encontre divergências.

Muitos foram os obstáculos para tal empreendimento, desde a aprovação da fachada pela prefeitura até a disponibilidade do material desejado e o emprego da mão-de-obra. Para conseguir a aprovação dos “censores de fachadas” da Prefeitura de São Paulo, Warchavchik teve de apresentar um projeto ligeiramente camuflado com ornatos. Mas, ao começar a construção, alegou falta de recursos para tais acabamentos e assim a casa ficou conforme seu ideal - livre de rebuscamento, estuques e cornijas.

A beleza da fachada terá que resultar da racionalidade do plano da disposição interior, como a forma da máquina é determinada pelo mecanismo que é a sua alma. Manifesto número um da “Moderna Arquitetura Brasileira”.

Com esse projeto, surge uma das polêmicas mais importantes do movimento moderno, provocado pelo arquiteto Dácio de Morais, que o criticava em artigos do Correio Paulistano. Também no Correio, em 1928, Warchavchik responde às críticas com o artigo “Arquitetura Nova”, no qual encontra-se o seguinte trecho:

Não querendo copiar o que na Europa está se fazendo, inspirado pelo encanto das paisagens brasileiras, tentei criar um caráter de arquitetura que se adaptasse a esta região, ao clima e também às antigas tradições desta terra. Ao lado de linhas retas, nítidas, verticais e horizontais, que constituem, em forma de cubos e planos, o principal elemento da arquitetura moderna, fiz uso das tão decorativas e características telhas coloniais e creio que consegui idear uma casa muito brasileira, pela sua perfeita adaptação ao ambiente. O jardim, de caráter tropical, em redor da casa, contém toda a riqueza das plantas típicas brasileiras.[1]

Em suma, seu projeto para a casa teve como objetivo a racionalidade, o conforto, a utilidade, uma boa ventilação e iluminação – ideais preconizados por Le Corbusier. Inspirado nas paisagens brasileiras, criou uma arquitetura que se adaptou à região, ao clima e às tradições do país. O uso das telhas coloniais ao lado das linhas retas – principais elementos da arquitetura moderna – e a composição da arquitetura com o jardim de flora nativa de caráter tropical, projetado por sua esposa, deram à residência um aspecto muito brasileiro.

Durante a construção da casa, Warchavchik se deparou com alguns problemas devidos às limitações técnicas do país. Teve de vencer dificuldades como o alto preço dos materiais - cimento, vidro e ferro - e com a falta de uma indústria de acessórios construtivos típicos da arquitetura moderna. Além disso, teve de se transformar em mestre de obras, uma vez que a mão-de-obra também não estava preparada para tamanha inovação. Para tanto, montou oficinas para a execução de esquadrias de madeira lisa e, graças a um mestre de marcenaria alemão, introduziu no país a madeira compensada. A alvenaria também não pôde ser feita de concreto armado, mas de tijolo revestido por cimento branco.

Participantes da Semana de Arte Moderna de 1922, como Oswald de Andrade, Anísio Teixeira, Mário de Andrade, Osvaldo da Costa e Mário de Andrade, opinaram sobre o sucesso de Warchavchik, ao conseguir uma essência nacional na casa sem comprometer o objetivo de romper com os elementos tradicionais da Arquitetura.

Reforma de 1934

Em 1934 o arquiteto resolve reformar a casa, deslocando a entrada frontal para lateral e incluindo uma marquise. O mesmo se dá com o portão de acesso ao terreno, que é deslocado para a esquerda, onde se encontra até hoje. Foi ampliada a sala de estar, que avançou sobre a varanda e no piso superior foi criada uma varanda em substituição ao telhado colonial existente, um banheiro e foi ampliado o quarto principal. Os caixilhos originais em ferro foram substituídos por madeira e o caixilho com basculantes na escada foi substituído por blocos de vidro cilíndricos.

Atualidade

A casa, hoje pertencente ao Estado de São Paulo, foi tombada em 1986 [2] pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado e reconhecida como Patrimônio Histórico pelo IPHAN, tornando-se um parque. O tombamento se deu por intermédio de moradores da região que queriam impedir a implantação de um loteamento residencial, proposto por uma construtora, para o local.

Durante décadas, a casa da Rua Santa Cruz recebeu inúmeros projetos de restauro, sem que nada ocorresse de efetivo. Durante muito tempo esteve em péssimo estado de conservação. No final da década de 1990, um grupo de arquitetos fundadores da Escola da Cidade propôs implantar no parque-jardim, de aproximadamente 13.000m², uma escola de arquitetura; porém, foi impedido pela Secretaria da Cultura e pela Associação Pró-Parque Modernista, receosas de que a intervenção prejudicasse o parque.

Mais recentemente, representantes brasileiros de uma associação mundial que visa a preservação do patrimônio arquitetônico moderno, reuniram-se com o objetivo de solucionar os problemas da Casa de Warchavchik. O parque foi utilizado durante algum tempo por um grupo escoteiro para a manutenção e o cuidado.

Nos anos 2000 são realizadas obras para a restauração do imóvel, com a primeira etapa de 2000 a 2002 e segunda entre 2004 e 2007. Estas reformas restauraram a casa principal, mas o orçamento foi insuficiente para a recuperação da edícula e do parque.

Em março de 2008, o governo do Estado transferiu para a Prefeitura a responsabilidade pelo uso e manutenção da Casa Modernista. Como permissionária do imóvel, realiza trabalhos emergenciais e a reabre o parque e a casa em agosto do mesmo ano. No entanto, o conjunto precisa de completa recuperação ainda em andamento no final de 2008. Atualmente é uma das onze casas do Museu da Cidade de São Paulo.

OBS: informações retiradas do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_Modernista_%28rua_Santa_Cruz,_S%C3%A3o_Paulo%29.