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24/01/2010

Mariana - Minas Gerais

Visitamos essa cidade depois de Ouro Preto. Ela, que foi a primeira capital do Brasil, é detentora de um dos maiores acervos do Barroco e do Rococó, junto com Ouro Preto. Existem muitas igrejas, casarios, museus, é outra cidade linda que vale a pena a visita. Lá vimos a Catedral Basílica Nossa Senhora da Assunção (Igreja da Sé) que tem obras de Aleijadinho no Batistério, as igrejas de São Francisco de Assis e de Nossa Senhora do Carmo, que ficam em frente à Casa de Câmara e Antiga Cadeia.

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Com a transferência da capital da província para Vila Rica, Mariana entrou em relativa decadência. A medida mais importante para reverter este quadro foi sua escolha para sede do Bispado de Minas Gerais. Sua criação ia de encontro a outro objetivo: organizar a atividade religiosa, coibindo os atos abusivos do clero. Isto acontecia pela distância do Rio de Janeiro, a cujo Bispado estava ligado. Muitos padres se ocupavam mais em encher os próprios bolsos do que em converter almas pagãs. Alguns se enriqueciam mais que os delegados da Coroa.

A Vila do Ribeirão do Carmo foi elevada à cidade para receber o bispo. A condição gerou a necessidade de planejamento. Novas ruas e traçados conscientes. Aos majestosos prédios públicos e privados somariam-se as igrejas, fabulosas. Os rumos de Mariana passaram a ser ditados pela fé. Em Minas Gerais era proibido o estabelecimento de ordens religiosas. Sendo assim os padres eram todos seculares, ou seja, não tinham feito o voto monástico. A província aos poucos presenciava o florescer das Ordens Terceiras ou irmandades. Toda a população mineira, sem exceção, filiou-se a essas confrarias. A sociedade se dividia em brancos, pardos, negros e suas respectivas irmandades.

Não demorou muito para que estas instituições se combatessem, já que eram independentes como organizações civis. Os padres foram reduzidos a meros empregados. Regras segregavam os negros dos brancos, pardos dos brancos, negros dos pardos... Esse clima de hostilidade impulsionaria a arquitetura mineira, campo esplêndido para exercer a rivalidade. Cada qual procurava construir a igreja mais bonita, mais fabulosa. Simbolizavam na sua grandiosidade o prestígio que desfrutavam. Contratavam mestres, elevavam a arte aos céus.

Mariana foi um dos palcos privilegiados da árdua disputa. As ricas irmandades do Carmo e de São Francisco levantaram suas igrejas a poucos metros uma da outra. Já as irmandades das Mercês e do Rosário, ambas de homens pretos, foram empurradas para lugares distantes da praça principal. Nem por isso são menos belas.

O conjunto arquitetônico da primeira cidade de Minas foi desenhado pelo poder do ouro, do Estado e da fé. Em suas paredes, tetos e ornamentação está impregnado um complexo jogo de interesses, daqueles que sempre estiveram intimamente ligados às relações humanas. Em Mariana uma sociedade queria nascer e conseguiu. Os sobrados, as igrejas, as ruas, chafarizes, as montanhas perfuradas... São testemunhas disso!

OBS: informações retiradas do site http://www.mariana.org.br/

16/01/2010

Congonhas do Campo - Minas Gerais


Vamos lá! Congonhas do Campo foi a primeira cidade que visitamos. Houve um plebiscito na cidade em 2004 que alterou o nome da cidade para só Congonhas, ao invés de Congonhas do Campo.
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Situada a 70 km de Belo Horizonte, Congonhas possui um expressivo conjunto de riqueza barroca do maior artista do gênero no Brasil: Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido pelo apelido Aleijadinho. No adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Aleijadinho esculpiu em pedra-sabão as famosas imagens de 12 profetas em tamanho real que são visitadas anualmente por milhares de turistas do Brasil e de todo o mundo.

Além disto, as 6 capelas que compõem o Jardim dos Passos em frente à basílica representam a Via Sacra com belíssimas imagens esculpidas em cedro também por este grande artista barroco. Em 1985 todo este conjunto foi tombado pela UNESCO e transformado em Patrimônio Cultural da Humanidade.

Os principais atrativos de Congonhas são: Basílica Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Romaria, Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Igreja do Rosário, Museu da Imagem e Memória e o Parque da Cachoeira.


Antes de ser a "cidade dos profetas", Congonhas foi e ainda é um grande centro de peregrinação, todo ano o município reúne milhares de fiéis em busca de cura das suas aflições, são aproximadamente 5.000.000 de peregrinos que visitam Congonhas entre 7 a 14 de setembro, período em que é comemorado no município o Jubileu do Bom Jesus de Matozinhos.

A região é atravessada pelo rio Paraopeba e seu afluente o rio Maranhão (em cujas margens se fundou o arraial primitivo), que recebe as águas dos riachos Santo Antônio, Goiabeiras e Soledade. O solo é rico em minério de ferro de alto teor. O município possui como maior fonte de renda a extração mineral e a indústria metalúrgica.

OBS: informações retiradas do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Congonhas