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31/05/2008

O que os japoneses trouxeram de bom...

Hoje vou aproveitar o espaço para explicar a diferenças entre as almofadas japonesas:

FUTON - é uma versão aprimorada das antigas esteiras de palha; hoje é preenchido com algodão ou material sintético, tendo em média 5 cm de espessura.







ZABUTON - de todos, é o mais versátil, pois é uma almofada que pode ser usada na hora das refeições, para meditação, no encosto do sofá, em cadeiras, bancos, entre outras finalidades.






SHIKIBUTON - é um colchão que pode ser dobrado.






NATSUFUTON - desempenha o mesmo papel do edredom, mas é feito de tecido de algodão percal, que recobre uma manta uniforme de fibra de silicone.









ZAFU - o zafu tem origem chinesa e foi adaptado às origens japonesas; ZA significa assento e FU é o nome de uma planta chamada cattail. Originalmente, ele era preenchido com essa planta, mas hoje em dia, com o desenvolvimento dos materiais, pode ser preenchido com qualquer material que o deixe firme. Utilizado para meditação.




KAKEBUTON - edredom vendido junto com o shikibuton e com a almofada (chamada de Makura), que formam um conjunto japonês para dormir.






Todos eles são parecidos visualmente, mas têm suas funções distintas, e na origem japonesa, todos eles são muito importantes. Hoje todos eles foram incorporados à nossa cultura, mesmo com nomes diferentes, mas fazem as nossas cabeças e casas. Vale a pena aproveitar o que os japoneses nos trouxeram :D

Créditos:
Foto do Futon: http://sp.quebarato.com.br/classificados/almofada-futon__148559.html
Foto do Zabuton: http://www.shambhala.org/centers/vancouver/annc/cushions.html
Foto do Shikibuton: http://www.thefutonshop.com/product.aspx?productID=415
Foto do Natsufuton: http://brotandopormadrid.blogspot.com/2007_12_01_archive.html
Foto do Zafu: http://pt.wikipedia.org/wiki/Zafu
Foto do Kakebuton: http://futony.kidokai.cz/

04/05/2008

Centenário da Imigração Japonesa - Comemorações

Está programado para 2008 no Brasil, o Festival dos 100 Anos da Imigração. Por decisão da Comissão Executiva para a Construção do Monumento em Homenagem ao Centenário da Imigração Japonesa para o Brasil e do escultor Kota Kinutani, será doado à Prefeitura da cidade de São Paulo, um monumento formado de sete peças de granito.

Este projeto foi anteriormente registrado no Ministério das Relações Exteriores brasileiro e também, conjuntamente com a Prefeitura da cidade de São Paulo.

O local da instalação do monumento será o Parque do Carmo, no bairro de Itaquera, e foi escolhido pelo próprio escultor, juntamente pelo local ter uma íntima ligação com a imigração japonesa. A escolha do Parque do Carmo para abrigar a escultura se deve ao fato de a região de Itaquera concentrar uma colônia de moradores japoneses responsável pelo Bosque das Cerejeiras, no parque. A comunidade local promove todos os anos a Festa da Cerejeira, celebrando a florada desta espécie no interior do bosque.

As primeiras seis peças foram confeccionadas em granito branco japonês Inada, oriundo da região de Ibaraki no Japão, e foram trazidas para cá de navio pela mesma empresa que trouxe os primeiros imigrantes japoneses há cem anos. A última está sendo confeccionada em granito vermelho Red Dragon, oriundo do Ceará, aqui no país, em uma pedreira. A peça ficará pronta até junho, quando será integrada às outras seis. Elas serão expostas em formato de mandala sendo que esta última ficará no centro, representando o sol, e as outras seis ficarão ao redor, representando os seis continentes. Juntas elas pesam quase 200 toneladas.

A idéia do escultor surgiu em 2003 quando ele conseguiu uma bolsa de estudos para cursar pós-doutorado na Escola de Comunicação e Artes da USP. As esculturas surgiram primeiramente como protótipos e desde o fim do ano retrasado começaram a ser produzidas. O que ele quer é fazer com que as peças sejam acolhidas pelos adultos e crianças que frequentam o parque pois é possível interagir, tocando, entrando e escalando as esculturas.

A idéia e o projeto foram acolhidos também pelo arquiteto Júlio Mitsui, que está ajudando na elaboração da última e na organização do evento.

"Gostaria que minha obra pudesse ser usada por várias pessoas ao mesmo tempo. E que pudesse proporcionar sonhos para as crianças que a tocassem. E para as pessoas grandes que estejam sofrendo gostaria que a escultura servisse de consolo", afirma Kinutani.
















FONTES (info e fotos):
www.globo.com/sptv
http://brazil-monument.sakura.ne.jp/index_p.html
http://blog.centenario2008.org.br/
www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php%3Fp%3D23141+Kota+Kinutani&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=3&gl=br

08/02/2008

Centenário da Imigração Japonesa

Esse ano, depois de muitas reportagens e comentários, acontece o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Além de tudo de bom que eles trouxeram para o país em termos de plantio, cultura e filosofia, a decoração não poderia ficar de fora.
O Japão é responsável por uma arquitetura moderna, de espaços pequenos, e de sistemas contrutivos inteligentes, como utilização de materiais reciclados, casas inteligentes em poucos espaços e prédios que suportam terremotos entre outros desastres naturais.

Além disso, temos no país hoje uma das maiores personalidades, que nasceu no Japão em 1913 e veio para o Brasil aos 23 anos para visitar o irmão e aqui ficou. Tomie Ohtake, uma das artitas plásticas de maior representatividade no mundo.

Rui Ohtake, um dos maiores arquitetos do país e principalmente do mundo, é filho de Tomie Ohtake, e faz com que a arquitetura no Brasil seja cada vez mais diferenciada e moderna, e é claro que não podemos deixar de citar que suas origens têm influenciado-o durante todos esses anos.

Como a comemoração este ano é especial, foi criado um mascote por Maurício de Sousa, chamado "Tikara", que significa força, vigor e energia, representando a luta dos japoneses em se estabelecer em um local totalmente diferente de suas origens e por se manterem.

Até mais!