01/12/2009

Concurso "Arte na Obra" - UNINOVE

Eu e uma amiga minha da faculdade, a Dayane, entramos em um concurso onde precisamos desenvolver um objeto, móvel, enfim, qualquer coisa, com materiais que seriam descartados de obras. Pois bem, trabalho na área de arquitetura e em uma das visitas para medição decobri uma caçamba com muitos vidros e pisos quebrados, restos de tijolos e argamassa ainda nos sacos.

Pois bem, com esse material na mão, pedi para uma pessoa adaptar esse vidro, fazendo cortes como se fossem filetes, porque assim ficaria mais fácil manusear e os pedaços ficariam "iguais", pois os vidros estavam muito quebrados, mas não tinhamos nada em mente. Então, pensei em fazer uma luminária, aproveitando a transparência do vidro.

Lixamos os filetes todos, para que não houvessem cortes nas mãos de quem manuseia, colamos dois, um no outro para criar pressão e não descolar mais. Depois a colagem das peças foi feita com cola branca, araldite e cola de silicone. Ah, o soquete onde estava a lâmpada também foi achado em uma caçamba, mas de outra obra.

Boa parte descolocu depois que estava montado, tivemos que colar de novo, na última hora, parecia que tudo ia dar errado, até pessoas invejosas apareceram para criticar :S, mas conseguimos entregar e esperamos um bom resultado. :)

Valeu muito a pena!!!

22/11/2009

A Arte Indígena de Victor Brecheret

Hoje estive no Centro Cultural da CAIXA, na Sé, para ver a segunda parte da exposição do Brecheret, que faz parte de algumas das comemorações do ano da França no Brasil.

Com curadoria de Maria Aparecida Brecheret, a exposição traz obras inspiradas nos antepassados indígenas e no primitivismo milenar.

Foram selecionadas 24 esculturas e 23 desenhos, inspirados na cultura indígena, brasilianista e marajoara, oriunda da Ilha de Marajó, no Pará, o artista criou grafismos que lembram escritas antigas. A terracota era um dos materiais que ele usava para entalhar lendas e mitos indígenas. Foi Mário de Andrade, amigo de Brecheret, que lançou a sugestão de abrasileirar a produção, pouco antes da Semana de Arte Moderna em 1922. Anos depois, as palavras do escritor influenciaram a obra de Brecheret.

Sobre o escultor...

Brecheret era italiano de nascença, mas se considerava brasileiro. Em 1912, já no Brasil, frequentou o Liceu de Artes e Ofícios em São Paulo e no ano seguinte, voultou à Itália para ser aluno de Arturo Dazzi. Em 1915 abriu seu próprio atelier em Roma, onde sofre influência de escultores Rodin e Mestrovic. Depois de 6 anos na Itália, ele retornou ao Brasil, ganhou uma Bolsa de estudos do governo do estado de São Paulo e foi para a França (sua produção dessa época está exposta no SESC Vila Mariana e no post anterior aqui do blog). Quando retornou ao Brasil, participou da semana de 22. Em 1936 começou a trabalhar no Monumento às Bandeiras (apesar de ter passado muitos anos definindo como seria), e depois, em 1940, começou sua produção indígena. Ele participou das Bienais de Veneza em 1950 e 1952 (XXV e XXVI), das Bienais I, III e IV de São Paulo. Na Bienal de 1951, recebeu um Prêmio de Melhor Escultor Nacional, fora os outros recebeidos na França. Em 1955 ele faleceu.

Informações:
De 05/11 até 10/01/2010 - GRÁTIS
Caixa Cultural Sé - Praça da Sé, 111 - Galeria Michelon
De terça a domingo, das 9h às 21h
Telefone: 11-3321-4400

OBS:
Informações retiradas do site: http://www.caixacultural.com.br/html/main.html
Fotos retiradas do site http://designinforma.blogspot.com/2009/10/obras-do-escultor-brecheret-chegam.html (a primeira escultura de chama Bartira e a segunda se chama O Beijo)